Tardelli faz dois, e Brasil vence a Argentina no Super Clássico das Américas

Neymar e Messi viram coadjuvantes do atacante do Atlético-MG, que faz dois e garante título do Superclássico. Jefferson também brilha ao pegar pênalti do craque.

trofeu2_brasilxargentina_heulerandrey-mowaA China, de 1,3 bilhão de habitantes, viveu dias em função de saber quem brilharia mais no duelo estelar: Neymar ou Messi? Também se mobilizou pelo ídolo Kaká e entrou em polvorosa com os astros David Luiz, Di Maria, Higuaín… Depois do jogo, essa imensidão de gente aprendeu quem é Diego Tardelli. Rapaz sem cabelo invocado, sem contrato com potências europeias, mas com o nome cravado na história após decidir um Brasil x Argentina.

 

Foram dele os gols da vitória por 2 a 0. Em determinado momento, os adversários mostraram maior repertório, futebol mais moderno, jogadores versáteis. Pode empacotar tudo e despachar de volta pra casa. A mala brasileira voltará mais pesada, com o troféu de tricampeão do Superclássico das Américas.

 

Só Tardelli? Claro que não. Houve também a brilhante defesa de Jefferson. Não importa se foi bem ou mal batido, pegar um pênalti de Messi é sempre brilhante. Nesse caso, duplamente. Além de parar o extraterrestre, impediu que o árbitro chinês Fan Qi estragasse o jogo. Ele errou ao marcar falta de Danilo em Di Maria, na área.

 

Parece até que o ar de Pequim se abriu para que sua enorme população pudesse ver os craques. Após uma semana com índices de qualidade do ar beirando o trágico, e visibilidade que dava a total sensação de se transitar por um cenário de filmes de terror, uma frente fria aliviou o clima. Frente fria, jogo quente…

 

Nos primeiros 20 minutos, o meio-campo treinado por Tata Martino encurralou a Seleção. A bola ficava muito menos tempo nos pés dos jogadores argentinos, que trocavam passes e se movimentavam rapidamente. Pereyra e Di Maria comeram a bola. Isso só não se traduziu em gols porque Aguero perdeu um, dois, três… Péssimo desempenho nas finalizações.

 

Injusto? De jeito nenhum. Como atribuir à injustiça o brilhante aproveitamento de um atacante? Diego Tardelli estava no lugar certo, na hora certa, quando a zaga rival se atrapalhou. Um tapa sem deixar a bola cair no chão e seu primeiro gol pela Seleção.

 

Até então, frear as investidas de Messi do meio para a direita era uma missão inglória. E o que dizer de Di Maria? Ele caiu na área, o árbitro caiu na dele. Na cobrança do pênalti, Messi ouviu poucas e boas (ou ruins?) de David Luiz antes de chutar nas mãos de Jefferson. O goleiro se agigantou por toda a partida. Foi decisivo.

 

Daí para frente, o 10 de amarelo brilhou mais. Neymar, por pouco, não fez dois golaços. Concluiu mal, mas foi o desafogo ideal para o Brasil. Acumulou cartões nos argentinos, que não conseguiam pará-lo.

 

Na etapa final, em vantagem no placar, o Brasil foi muito mais inteligente do que a Argentina. Acertou a marcação, compactou a equipe, e aproximou seus jogadores de frente. Criou. Mereceu fazer o segundo na cabeçada de Tardelli, mais uma vez na hora certa, no lugar certo, após escorada de David Luiz e defesa de Romero.

 

Tata Martino tentou de tudo. Colocou Higuaín, Pastore… Mais salários milionários para serem coadjuvantes no Ninho do Pássaro. O Ninho do Tardelli, que saiu para a entrada de Kaká. Certamente, o jogador mais querido pelos chineses. Povo que sabe reconhecer a história.

 

Dunga segue invicto diante da Argentina: quatro vitórias e um empate pela seleção principal – perdeu a semifinal olímpica com jogadores sub-23. E, agora, segue mais firme na tentativa de levar a equipe brasileira a figurar, novamente, entre as principais do planeta.

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O estilo diferente de jogo preocupava. Para não ter surpresas contra a Coreia do Sul, a receita a ser seguida incluía atenção no bloqueio e no saque, com uma boa dose de paciência, lucidez e comunicação.

 

Quando um dos ingredientes faltou, os “baixinhos” da equipe asiática se agigantaram e fizeram o que até então nenhum outro adversário havia conseguido no Mundial da Polônia: roubar uma parcial do Brasil. Uma só não. Duas. Neste sábado, na Spodek Arena, com seus reservas em ação, a seleção passou sufoco, mas venceu o confronto por 3 sets a 2, parciais de 21/25, 25/13, 25/21, 17/25 e 15/13.

 

Crédito: globoesporte.com
Crédito: globoesporte.com

 

– Eles sacaram bem e dificultaram o nosso passe. São jogadores baixos, mas chegam bem no bloqueio. É um time bem treinado, tem disposição para defender, e que foi bem difícil de enfrentar. Parece ser fácil jogar contra eles, mas não é. De repente, é muito mais difícil jogar contra uma equipe assim do que contra a Rússia. Eles impuseram dificuldade o tempo inteiro. Largaram o braço. Mas conseguimos reagir. Além disso, tivemos a chance de descansar alguns jogadores e isso é importante também – comentou Vissotto.