Segundo sua própria definição, Jorge Papapá é: cantor e compositor, poeta e curioso.

“Canções surgem pra dizer algo que normalmente a gente não consegue falar se não for através de canções…”

Por | 5 de novembro de 2014 às 17:24

10514480_717947621592358_4767623656047152520_nUm baiano de Salvador, com inclinação para a música barroca que marcou quase a totalidade de sua produção até a guinada para o axé e a música popular. Jorge Papapá, foi um dos fundadores da Associação dos músicos profissionais da Bahia. Mais tarde ajudou a criar o Sindicato da categoria onde foi diretor por duas gestões.

 

Em 79, lá estava ele no curso preparatório de composição e regência da UFBA, o violino como instrumento, onde foi aluno de, entre outros, Lindemberg Cardoso, Walter Smetak, Ernest Widmer e Piero Bastiannelli. Já fora da escola e saxofonista por conta própria compõe a Banda Busca-pé, com Tony mola, Ubaldo Warú, Vovô salamandra, (famoso percussionista hoje no Canadá) Tostão e outros.

 

Segue extensa série de atividades: Projeto Pinxinguinha, Projeto Mutirão, projeto “seis e meia” do Teatro Castro Alves com Djavan e Moraes Moreira, show “Desafio” com Zelito Miranda em Natal (RN), Teatro Universitário em Fortaleza (CE), Sesc Pompéia (SP), Lira Paulistana (SP), Teatro Ruth Escobar dentro da programação da 1ª Feira da Cultura Brasileira em São Paulo com apoio da Fundação Cultural do estado da Bahia.

 

Em 85, apesar de fazer trabalho considerado intimista e difícil, com influências do cantochão e da música renascentista, “Labirintos Bemóis” é indicado show revelação do projeto Troféu Caymmi. Logo em seguida grava o seu primeiro disco “Arquiteto de Terror” com participação de Carlinhos Brown, Silvinha Torres, Cesário Leone, Zé de Henrique e Luiz Caldas. Esse disco foi lançado na festa de entrega do troféu Caymmi aos melhores do ano. Realizou o espetáculo “Arqueologia da Véspera” com direção de Antonio Godi no teatro Gamboa. Fez direção musical pra várias montagens de teatro ex: “joga babico no lixo” com direção de Maria Manuela, “Acorda Manuel” com Kal Santos e Arany Santana e direção de Edizio Patriota, “Usura Corporation” (Sala do Coro), “Ajaká” (Teatro Santo Antonio) com direção de Godi . Participou do festival “Musicamping” em Piatã, show “Paisagem Urbana” com o Grupo Pulsa no teatro Gregório de Matos, shows em vários bairros de salvador dentro da programação do projeto “Música nos Bairros” promovido pela Fundação Cultural do Estado Da Bahia Em 86 junto a Chico César e Jard’s Macalé participa do “Festival de artes de Natal”.

 

A partir dos anos 90 Jorge Papapá passa a atuar também na música comercial, trazendo a sua experiência anterior para a música de tocar no rádio. O resultado está aí. Diga-se de passagem esse resultado tem chamado a atenção não só dos artistas, como também da crítica. Suas músicas passaram a ser gravadas por diversos artistas da música baiana.

 

Jorge Papapá já foi gravado por artistas como: Ivete Sangalo, Araketu, Banda Eva, Timbalada, Ricardo Chaves, Chiclete com Banana, Asa de àguia, Daniela Mercury, Marcia Freire, Zé Paulo, Sine Calmon e mais vários artistas e bandas do cenário local e nacional.

 

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No último CD e DVD (multshow ao vivo) da cantora Ivete Sangalo gravado no Maracanã, consta os nomes de Jorge Papapá como autor de duas belas canções: “DEIXO” (Jorge Papapá e Sergio Passos) e “ILUMINA” (Sérgio Passos, Jorge Papapá e Edú Casanova).

 

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