AL: mais de 19 mil pessoas foram atendidas pelo Samu este ano

Por Redação com Agência Alagoas | 5 de setembro de 2019 às 2:00

Foto: Carla Cleto

Não existe hora ou local para um problema de saúde acontecer! Quando menos se espera, uma situação de emergência pode surgir. Por isso é necessário estar preparado para agir, prestar os primeiros socorros corretamente e ajudar a vítima. É o que fizeram 19.363 alagoanos este ano, ao acionarem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), através do número 192, onde receberam orientações médicas sobre engasgos, infartos e partos domiciliares.

Número que corresponde a 37,43% do total de 51.724 atendimentos realizados pelo Samu no período, conforme dados computados pela Gerência de Atenção Pré-Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Quanto aos atendimentos presenciais, foram 32.361, por meio da liberação das Unidades de Suporte Básico (USB) e Unidades de Suporte Avançado (USA), do Serviço de Motolância ou do Samu Aeromédico.

As orientações ocorrem a partir das ligações feitas para o número 192, onde os triadores decidem, dependendo da situação, se haverá a liberação de uma ambulância do Serviço de Motolância ou do Samu Aeromédico. Quando o protocolo prevê que a situação pode ser resolvida apenas com orientações, os médicos informam quais os procedimentos devem ser feitos pela própria vítima ou acompanhante – autor da ligação.

“Quando uma pessoa se deparar com algum caso de emergência, a primeira coisa a se fazer é manter a calma, ligar imediatamente para o número 192 e pedir ajuda aos profissionais de saúde do Samu”, orienta o médico João Paulo Lopes, ao ressaltar que existem situações em que os primeiros socorros devem ser iniciados imediatamente, como, por exemplo, em pacientes com parada cardíaca.

“Nessas situações suspeitamos logo de infarto e, quando um solicitante nos passa essa informação, orientamos como deve ser feita a massagem cardíaca, enquanto liberamos uma ambulância. Se as compressões forem feitas de imediato, o paciente terá uma chance muito maior de sobreviver e de ter menos sequelas”, salienta João Paulo Lopes, ao informar que são passadas orientações também sobre crises convulsivas, partos domiciliares, queimadura e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Engasgos – Ainda segundo o médico socorrista do Samu, um dos motivos mais recorrentes em que o serviço presta orientação diz respeito aos engasgos. Por meio das ligações, os atendentes orientam sobre as manobras que, ao serem aplicadas, conseguem reverter o quadro clínico da vítima.

“Geralmente as pessoas ligam para o 192 desesperadas sem saber o que fazer. Enquanto liberamos uma ambulância, pedimos para o solicitante manter a calma. Falamos sobre como fazer corretamente a técnica de Heimlich, que consiste em abraçar o paciente engasgado por trás, posicionando as mãos na altura da barriga e apertando forte quantas vezes forem necessárias, até que seja expelido o alimento ou o objeto que estiver preso na garganta. Nos bebês, também é algo comum, mas é preciso colocá-los com a barriga apoiada em um dos braços, levemente inclinado, e, com a outra mão, dar umas pancadas nas costas da criança até desobstruir as vias aéreas”, explicou o médico.

Solução durante a ligação – Entre as mais de 100 orientações diárias dadas pelos médicos reguladores, partes são dos casos mais simples, que não precisam de um atendimento “in loco” do Samu e, durante a ligação, o profissional pode resolver o caso daquele paciente.

“Durante a triagem conseguimos identificar os casos mais simples e indicamos o serviço de saúde mais adequado para aquele paciente, que naquele momento está apresentando apenas uma diarreia, uma crise hipertensão, vômitos, dores de cabeça, ou glicemia alterada. Nessas situações fazemos uma orientação e pedimos para o paciente procurar a unidade de saúde mais próxima da residência”, explicou o médico.

Segundo João Paulo Lopes, os médicos reguladores do Samu não fazem consulta ou prescrevem medicamentos pelo telefone. “Nos casos em que o paciente faz uso de medicação, como, por exemplo, os hipertensos e os diabéticos, perguntamos se já fizeram o uso do medicamento e, dependendo da situação, indicamos tomar outra dose daquele remédio. Caso não seja em um caso desta natureza, não receitamos nenhum tipo de medicamento para o usuário durante a orientação médica”, disse.

Outros casos mais leves que são orientados pelos profissionais do Samu são as tosses, dores abdominais e febres. Nesses casos, o indicado é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), os Ambulatórios 24 Horas, caso esteja em Maceió, ou os postos de saúde espalhados pelos 102 municípios alagoanos.

Para Marcos Ramalho, supervisor do Samu Alagoas, a orientação médica possui duas funções primordiais: salvar vidas e reduzir sequelas. “Durante as orientações, os médicos do Samu conseguem fazer uma avaliação do quadro de saúde do paciente E, dependendo da situação, acaba tornando, naquele momento, o solicitante um membro da equipe, passando, de maneira simples e prática, técnicas de primeiros socorros, o que acaba ajudando a equipe do Samu e o paciente”, explicou.

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