Após audiência pública, preço da gasolina vária entre R$ 4.68,9 e R$ 4.78,6 em Delmiro Gouveia

Vale ressaltar que no povoado Jardim Cordeiro, zona rural de Delmiro Gouveia, o preço do litro de gasolina não chega a R$ 4.60.

Por Portal Editora Guia Mais | 27 de fevereiro de 2019 às 20:51

 

Pouco ou muito, após a realização de uma audiência pública na última quarta-feira (20), o preço da gasolina houve uma variação nos postos de combustíveis de Delmiro Gouveia. O que antes era comercializado na casa de R$ 4.78,9 na maioria dos postos de combustíveis, hoje vária entre R$ 4.68,9 e 4.78,6. Vale ressaltar que no povoado Jardim Cordeiro, zona rural de Delmiro Gouveia, o preço do litro de gasolina não chega a R$ 4.60.

 

A audiência aconteceu através de um requerimento do vereador Pedro Paulo Farias de Oliveira (PT), que logo após o término da reunião entre donos de postos, Ministério Público, representantes da Casa Legislativa e sociedade civil concedeu entrevista ao portal Editora Guia Mais e falou do objetivo e resultado do evento público.

 

“A audiência foi bem produtiva e trará retorno para sociedade. Na próxima semana eu creio que nós estaremos sentando com os donos de postos de combustíveis, Ministério Público e uma comissão que a gente criou aqui na Câmara para que nós tenhamos o desfecho de uma queda imediata no preço dos combustíveis, porque os praticados em Delmiro estão acima do que é permitido”, disse.

 

Pedro Paulo ainda falou da importância da presença do Ministério Público, onde informou que esperava que os proprietários de postos de combustíveis apresentassem mecanismos que pudessem comprovar para sociedade o motivo dos altos preços em Delmiro Gouveia.

 

“A presença do Ministério Público para nós foi de grande relevância e a população é quem saiu ganhando com isso. Tivemos uma participação muito boa do público e esperávamos que os donos de postos de combustíveis tivessem trazido mecanismos que pudessem mostrar para população algo que justificasse os altos preços, mas infelizmente eles não trouxeram e vieram com argumentos inócuos e deram demonstrações claras que sua prática é irregular, e a população não pode ser penalizada”, ressaltou.

 

Por sua vez o Ministério Público, através do promotor João Batista, sugeriu que o preço da gasolina não passasse de R$ 4.40 e pediu bom senso aos comerciantes de derivados de petróleo.

 

“O Ministério Público já pediu bom senso aos donos de postos de combustíveis, o doutor João Batista pediu que antes mesmo da próxima reunião que vai acontecer eles possam baixarem o preço dos combustíveis, porque como salientou o promotor, o combustível repercuti em vários setores, é o combustível que move a cidade e o empresário, é a partir do preço do combustível que vamos ter o preço do alimento, do vestuário, do calçado e do medicamento. Então se o preço do combustível é menor, automaticamente isso vai refletir de forma menor nas mercadorias, não vai haver um inflacionamento de preços”, pontuou Pedro Paulo.

 

De acordo com o vereador, o objetivo da audiência não é prejudicar os proprietários de postos de combustíveis, nem tampouco perseguir a classe empresarial, e sim cumprir com as prerrogativas como representante do povo.

 

“O objetivo dessa audiência não é para prejudicar ou perseguir dono de posto nem absolutamente ninguém, foi para que nós tenhamos um preço mais justo praticado em nossa cidade, cumprindo com as nossas prerrogativas como representante da sociedade de nossa cidade”, ressaltou.

 

Questionado sobre o fato de comercialização de combustíveis por parte dos postos que cobram um valor avista e outro no cartão de crédito, o vereador disse ter passado despercebido quanto a esse ponto, mas ressaltou que na próxima reunião levantaria o assunto.

 

“Passamos despercebidos nesse ponto, mas vamos levar para discutir na próxima semana porque acredito que seja uma prática que foge ao que determina a nossa legislação, pagar com o cartão é pagar avista e não se admite que isso aconteça, fizemos uma exposição de preços de todos os postos de combustíveis e ficou claro que é uma prática de cartel, uma combinação de preços e isso nossa legislação não permite”.

 

Para finalizar o parlamentar ainda respondeu a nossa reportagem sobre o papel do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), que não compareceu a reunião na audiência pública.

 

“A gente convidou tanto o Procon estadual quanto o local e infelizmente não tivemos nem a presença do estado nem do local. O estado alegou que não era possível por causa de uma demanda maior lá na capital e disse que o local não podia ter representante porque lá são estagiários que não podem estar presentes nem se pronunciarem. Aí eu pergunto e a sociedade como é que fica? Pra quê serve esse órgão de proteção do consumidor”, questionou.

Deixe aqui seu Comentário

ENQUETE
  • Você acredita que os vereadores de Piranhas estão fazendo um bom trabalho?

    • Não (83%, 24 Votos)
    • Sim (17%, 5 Votos)

    Total de Votos: 29

    Carregando ... Carregando ...
  • INSTAGRAM
    Radar89 © 2014 - 2017 Todos os direitos reservados.