Após repasses federais, prefeituras do Sertão precisam repensar ações para diminuir casos de Covid-19

Por Emerson Emídio - Jornalista | 20 de julho de 2020 às 5:00




Fotos públicas

Que a proliferação do Covid-19 está longe do fim, não é novidade para ninguém. Entretanto, as prefeituras do Alto Sertão de Alagoas, após recebimento de repasses federais, têm uma amarga missão – encontrar num curto espaço de tempo, uma solução para frear e diminuir os casos da doença.

Desinfecção de ruas, locais públicos, barreiras sanitárias e afins foram medidas que até certo ponto, surtiram efeito. Agora, as Secretarias municipais de Saúde vivem o dilema de uma vez por todas, diminuir o número de pessoas com sintomas gripais, em detrimento dos casos ativos.

De acordo com especialistas, o “platô”, ou seja, a queda dos casos só é registrada após 14 dias de estabilização dos infectados por Covid-19. Antes disto, segundo eles, é continuar mantendo as ações.

O professor doutor do Instituto de Física de Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sergio Lyra, diz que para a situação ficar confortável, é preciso uma série de fatores. “Seis pontos são essenciais, que vão desde uma taxa descrente de casos, num período de 14 dias, com uma interrupção da cadeia de contágio. Ou seja, é preciso fazer um trabalho de busca ativa de novos casos e, ao mesmo tempo, mapeando suspeitos e confirmados, antes que eles possam circular e o vírus venha a ganhar maior força”, afirma.

A equipe do Radar Notícias entrou em contato com profissionais de Delmiro Gouveia que estão fazendo estudos sobre os casos de Covid-19 na cidade. Eles afirmam que as projeções estão sendo feitas de acordo com os dados da Secretaria de Saúde e mostram que a situação ainda inspira cuidados.

“As projeções que faço são todas baseadas nesses dados, geralmente a assertividade é alta, mas os dados que a Secretaria fornece nos finais de semana arranham um pouco o estudo, por conta que não são feitos testes”, afirma o pesquisador e engenheiro civil, Sirlandro Amorim.

Valores repassados

No início do mês, o Governo Federal repassou novos valores aos estados e municípios, para ações de combate ao Covid-19. No Alto Sertão, Delmiro Gouveia recebeu a maior parcela – R$ 2.252.217,00. Em seguida, Piranhas, com um valor de R$ 2.004.341,00.

Os demais municípios receberam os seguintes valores – Água Branca – R$ 1.537.495,00; Canapi – R$ 1.422.964,00; Inhapi – R$ 1.461.312,00; Mata Grande – R$ 1.899.775,00; Olho d’Água do Casado – R$ 717.980,00 e Pariconha – R$ 1.307.292,00.

Juntos, os oito municípios arrecadaram somente neste repasse, o valor equivalente a R$ 12.603.376,00. O portal Radar Notícias pesquisou o valor de respiradores e Unidades de Suporte Avançado (Usa), que servem como UTI móvel.

De acordo com um levantamento realizado pela Controladoria geral da União (CGU), o preço médio pago para os respiradores foi de R$ 87 mil reais. Com todo o valor arrecado pelos municípios, daria para comprar aproximadamente 145 respiradores.

Se o município de Delmiro Gouveia utilizar todo o valor repassado, ou seja, R$ 2.252.217,00, para comprar de respiradores, daria uma média de quase 30. Para a aquisição de uma UTI móvel com os recursos recebidos, o município teria que investir cerca de R$ 250 mil reais.



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