Bebê morre em parto e família acusa Hospital de ter cometido negligência

Pai da criança concedeu entrevista ao Radar 89 e adiantou que o Ministério Público já está investigando o caso.

Por Ítallo Timóteo | 26 de janeiro de 2018 às 15:58

 

Uma família de Coruripe está acusando o Hospital Carvalho Beltrão em Coruripe na Região Leste do Estado de Alagoas de negligência, que resultou na morte de um bebê.

 

Segundo o pai da criança identificado como Ian Joaquim da Silva, o problema iniciou no dia 15, a sua esposa estava com 40 semanas e dois dias de grávida e iniciou a sair um pouco de sangue, eles rapidamente procuraram o Hospital, mas foram orientados a voltar para residência, pois ainda não estava no período de parto.

 

Na quarta-feira, 17, a mulher identificada como Rosane Melo Lessa, voltou a sentir dores e novamente procurou o Hospital, Ian Joaquim conta que outro médico que ele não lembra o nome estava de plantão e mandou uma nova enfermeira que constatou a mesma situação. O médico teria dito ao homem que a situação estava normal e não estava na hora do parto.

 

Na quinta-feira, 18, Roseane Melo, voltou a unidade e foi atendida pelo médico Fábio Guerra, atendeu a paciente e também informou que não estava no tempo. Ian conta que ele foi o único médico que atendeu a sua esposa bem, coisa que os outros médicos não tinham realizado.

 

A mulher foi orientada a voltar para sua residência e ficou alguns dias sem sentir dores.

 

Na segunda-feira, 22, a mulher voltou a sentir dores e procurou novamente o Hospital, quem estava de plantão era o médico Ubirajara, que segundo o pai não quis atender e encaminhou uma enfermeira que avaliou a paciente e manteve a mesma informação dos atendimentos anteriores.

 

O fato voltou a se tornar repetitivo e mais uma vez a mulher foi orientada a ir para casa.

 

Na última quarta-feira, 24, a situação piorou pela madrugada e a mulher novamente foi ao hospital, o médico Ubirajara novamente não quis atender e pediu que a enfermeira avaliasse a paciente, essa enfermeira que não foi identificada informou que havia uma perda de líquido e que os batimentos da criança estavam fortes.

 

O pai conta que a profissional alegou estar com problemas de saúde e disse que iria deitar, por volta das 7h, ela voltou a sala e ao realizar a consulta não conseguiu mais ouvir os batimentos da criança. Ele conta que a enfermeira passou mais de 30 minutos tentando ouvir os batimentos.

 

Foi aí que o médico plantonista foi acionado e decidiu encaminhá-la para ultrassom, onde acabou constatando a morte do bebê.

 

O pai conta que a mulher chegou a entrar em parto normal e foi acompanhada pelos profissionais que temiam pela vida da mulher. Ela continuou no hospital e pela tarde foi medicada e logo depois liberada.

 

Ian Joaquim contou que já procurou o Ministério Público e que irá buscar justiça, pois não esperava perder o seu filho dessa forma.

 

A reportagem do Radar89 tentou um contato com a direção do hospital e os promotores da cidade, mas os telefones estavam desligados.

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