Blog do Emerson Emídio: Quem não escuta os amigos, erra sozinho.

Por Emerson Emídio - Jornalista (MTE 2033/SE) | 7 de fevereiro de 2020 às 10:00

Jornalista Emerson Emídio – Foto: Arquivo pessoal

Fala, moçada! Mais uma edição do nosso blog que chega até você e com ela, vamos debater os assuntos políticos que norteiam a nossa cidade.

Desde 2017, quando uma nova gestão começou a administrar a Terra do Pioneiro, a cidade vivia sentimentos de expectativa e desejo de renovação.

Os dias foram passando e nesse vai e vem da vida, os problemas foram surgindo e as soluções não apareciam. O prefeito padre Eraldo (PSD) tinha ao lado os 11 vereadores da cidade. Agora, em 2020, analisando todo o histórico e não dizendo que isso foi ruim, mas olhando pela perspectiva da situação econômica e política em que vive a cidade, seria interessante ter toda à Câmara para chamar de sua?

Dito isto e indo mais além na reflexão da problemática em que se encontra Delmiro, pode-se dizer que faltou dentro da Casa Legislativa, o princípio do contraditório, esmiuçando – faltou oposição!

E o ex-vereador Daniel Marques, hoje presidente do PDT da cidade e pré-candidato a prefeito, mesmo sendo do mesmo partido do prefeito, há época, até tentou mostrar que tinham problemas emergenciais que precisavam ser discutidos. Um exemplo, foi quando ele se levantou sozinho para ser contra à taxa do Custeio da Iluminação Pública (Cosip). Ganhou notoriedade e despontava para ser um grande oposicionista (diga-se que no campo político e pela discussão pertinente ao município). Porém, por motivos pessoais, ele decide renunciar ao mandato. Uma grande perca para o Legislativo municipal.

A vida seguiu e com ela, o tempo, que lhe fora cruel em apresentar que ele é o senhor de todos os destinos. Uma demissão em massa, em agosto de 2017, mostrou que ao não ouvir os amigos, o erro vem. Folha repleta de servidores e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) comprometida, fizeram padre Eraldo, forçadamente, tomar uma decisão amarga e que até hoje custa caro.

Em 2018, no pleito para eleger deputados estaduais e federais e com a relação entre gestor, o vice-prefeito, Gabriel Varjão e o ex-deputado Ronaldo Medeiros (MDB) arranhada, o racha veio e mais uma vez, a Terra do Pioneiro proporcionou aos candidatos de fora, uma expressiva votação.

Com isso, se fizermos uma análise sistemática da situação, após a aprovação do Orçamento Impositivo na Assembleia Legislativa de Alagoas (Ale) e que destina parte do orçamento para municípios, cidades menores que Delmiro Gouveia, receberam valores bem acima, fator que comprova a falta de força do Sertão naquela Casa.

No ano passado, iniciou o começo das dores da gestão de padre Eraldo. Foi ali que a ferida foi aberta e começou a jorrar todos os possíveis erros cometidos. Nesse período, alguns vereadores começaram a marchar contra o gestor, porém, era muito tarde para tentar alertar do real problema e, acima de tudo, o povo já estava desacreditado. E agora!?

Inicia-se o grande processo de desconstrução da falta do compromisso firmado da gestão para com o povo. Uma das grandes promessas do prefeito, na campanha, foi de criar um Centro Administrativo no Distrito de Barragem Leste, onde iria proporcionar mais agilidade para os mais de 8 mil delmirenses que residem naquela região e necessitam dos serviços essenciais que até hoje, são bastante deficitários. Não saiu do papel e sendo bem realista, nem vai.

O gestor, então, decidi arregaçar as mangas e cair em campo. Porém, ao mesmo tempo que realizou algumas ações, sendo parte da obrigação dele na condição de chefe do Executivo, escândalos desastrosos e devastadores surgem a cada dia. Denúncias do Ministério Público Estadual (MPE), do Tribunal de Justiça (TJ) e dos populares, esses que acreditaram, deram o sangue e, hoje em dia, assistem impiedosamente a esperança descer pelo ralo.

Posso afirmar que a falta de fiscalização mais intensiva da Câmara, no sentido de nortear a gestão para os problemas da cidade, poderia contribuir e muito. Outro fator que precisa ser levado em consideração foi a falta de conhecimento específico dos agentes escolhidos pelo prefeito. E com isso, o caos foi gerado. Tanto na prefeitura, tanto na Câmara.

Se padre Eraldo estivesse nas ruas, a cada dia, junto ao povo, enfrentando os problemas, tenho a plena convicção de que a situação seria diferente. Os amigos que me refiro no título, são os delmirenses que, sem sombra de dúvidas confiaram, mas foram deixados de lado. Agora é tarde!O tempo passou, o povo alertou, mas novamente repito, quem não escuta os amigos, erra sozinho!

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