Brasil é campeão da Copa América

Por A Tribuna | 7 de julho de 2019 às 21:06

Everton e Gabriel Jesus, os donos da vitória. Foto: Pedro Martins/MoWa Press

 

O Brasil ganhou a Copa América. E qual é o tamanho dessa conquista? Certamente não é tão relevante, obviamente não aplaca a decepção com a derrota na Copa do Mundo, mas a seleção conquistou a sua primeira taça na “era Tite”. Ajuda muito no projeto do treinador para o Mundial de 2022, no Catar, serve para reabilitar especialmente Daniel Alves e Gabriel Jesus, afirma Alisson, Marquinhos e Arthur, abre soluções sem Neymar e cria um novo ídolo nacional, Everton, agora o Cebolinha que todo mundo festeja. Agora, é a hora de avançar.

É certo que a seleção entrou na competição obrigada a vencer. Termina, além de campeã, criticada por não ter jogado tão bem. E ainda sob tiroteio internacional, por conta dos problemas da organização e até de acusações, como de Messi, de que a Copa América estava “armada” para o Brasil ganhá-la. Futebol é assim, e muita coisa pode ser considerada choro de perdedor. No final das contas, valeram os resultados, como a vitória por 3×1 na decisão deste domingo (7) contra o Peru, no Maracanã.

Mais do que qualquer outra pessoa, Tite estava pressionado. O técnico foi alvejado pelos críticos desde a eliminação para a Bélgica na Copa, e os resultados tímidos e o futebol idem até a Copa América não inspiravam muita confiança. Além disso, uma convocação extremamente conservadora (apostando em jogadores que talvez não estejam no ciclo da próxima Copa) gerou contestações. Sai da competição com o cargo fortalecido, mesmo que tenha perdido quase metade da comissão técnica, e com respaldo para seguir até o Catar.

A própria seleção sai recuperada, se não por completo, pelo menos mais confiante. A crise envolvendo Neymar – antes mesmo da acusação de estupro pela modelo Nájila Trindade – tumultuou o grupo, e a desconfiança só aumentou com o corte do camisa 10 por lesão. Aos poucos, sob a liderança de Daniel Alves, e chegou à decisão com um time mais ‘cascudo’.

Na final, o Peru tentou repetir o que fez com sucesso contra o Chile – sair com pressão forte sobre a defesa brasileira. Mas a qualidade superior da seleção, principalmente do sistema de marcação, fez com que o controle do jogo logo passasse para os donos da casa. O gol veio aos 14 minutos, em ótima construção de Gabriel Jesus, que cruzou para Everton concluir. A partir do 1×0, os visitantes perderam o ímpeto, permitindo que a torcida festejasse a cada arrancada do Cebolinha.

Só que no único lance de perigo dos peruanos, Thiago Silva desviou o cruzamento de Carrillo com a mão. Após consultar o VAR, o árbitro Roberto Tobar confirmou o pênalti. Guerrero cobrou com muita categoria e empatou a partida. Mas ainda no primeiro tempo, uma jogada excepcional de Arthur terminou no toque de Gabriel Jesus para a rede.

No segundo tempo, após 15 minutos de domínio, a seleção começou a dar terreno para os peruanos. E a situação ficou dramática quando Gabriel Jesus levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. A tensão tomou conta do Maracanã, os visitantes partiram com cinco atacantes e passaram a controlar a posse de bola, ameaçando muito o gol de Alisson. O que se programava como um passeio virou agonia.

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