Caso Filhinho: Após tentativa de homicídio e depoimento do autor, vítima fala sobre o caso

Vítima negou assédio ao pré-adolescente e afirmou que já conhecia o autor do crime, há um bom tempo, inclusive ambos mantiveram relação sexual no dia do crime.

Por Ítallo Timóteo - Radar 89 | 7 de novembro de 2015 às 15:09

Educador foi entrevistado em sua residência. Foto: Patrícia Alves - Colaboradora.
Educador foi entrevistado em sua residência. Foto: Patrícia Alves – Colaboradora.

 

O professor José Gomes Filho, conhecido popularmente como “Filhinho”, se pronunciou pela primeira a vez, após ser vítima de uma tentativa de homicídio, o professor esclareceu o fato, e desmentiu as acusações feitas pelo acusado que dizia ter ido para mata-lo, pois “Filhinho” teria assediado um pré-adolescente de 13 anos.

 

Durante a entrevista concedida ao portal Radar 89, “Filhinho” fez várias revelações.  “Ele disse que não me conhecia, é mentira! Posso provar que ele vivia constantemente em minha residência, inclusive tenho fotos íntimas dele. Outra inverdade provocada por ele, é de dizer que eu adentrei em meu quarto com o adolescente, isso não procede, quem esteve em meu quarto foi ele e nós dois tivemos relação sexual, e essa não foi a primeira vez, rotineiramente ele me procurava em minha casa, e quando não me encontrava ia nas residências dos meus colegas.”

 

“Ele é um covarde, se aproveitou de mim, quando eu estava de costas, mas graças a Deus, lutei, pedir socorro e estou aqui contado essa história.”

 

Professor “Filhinho” é esfaqueado dentro de sua residência em Delmiro Gouveia LEIA MAIS… 

 

Jovem que esfaqueou “Filhinho” diz que foi para mata-lo, pois ele teria assediado o seu primo de 13 anos. LEIA MAIS…

 

Após uma semana do atentado “Filhinho” tem alta médica e se recupera em casa. LEIA MAIS…

 

 

Relato do professor sobre o atentado:

 

“Primeiro ele falou que não me conhecia, mas ele já me conhecia de uns quatro anos atrás e depois de um tempo voltamos a se encontrar, há um mês mais ou menos, ai ele perguntou se eu ainda morava na mesma casa e passou a me fazer visitas, então ele veio por várias e várias vezes em minha residência, mas sozinho, vinha inclusive na motocicleta da própria mãe.

 

Depois de uns dias eu fiz aniversário, ai ele veio em minha casa e tomou café comigo de manhã, e neste mesmo dia ele veio com o menino, após me desejar feliz aniversário e tomarmos o café eles foram embora, pois eu ia para o rio comemorar com os meus amigos. No dia seguinte ele veio sozinho na moto da mãe, e novamente tomou café com o bolo e salgados do meu aniversário, e na saída ele pediu R$ 5 reais para pôr de gasolina, ele pediu e foi embora.

 

Na quinta-feira, (22), um dia antes do acontecido, eu estava no mercado somando a minha conta, pois no dia seguinte eu iria receber, enquanto eu estava lá, ele juntamente com o menino passou em frente e Yure ficou me chamando, o proprietário do mercado viu e me informou, então fui até eles, ai ele falou que vinha da casa da avó, ele perguntou o que eu estava fazendo e inocentemente eu falei que estava somando as contas do mercado, pois iria receber, ele perguntou se poderia ir ao mercado e eu autorizei, quando ele entrou eu perguntei se ele queria tomar uma cerveja e ele aceitou, tomamos duas cervejas enquanto o menino estava tomando refrigerante e lanchando, nós ficamos conversando e a mulher do mercado somando a minha conta, quando ela concluiu de somar, ela perguntou se eu queria mais alguma coisa, eu fui e fiz umas comprinhas ele aproveitando o momento pediu para que eu comprasse a ele materiais para um bolo, pois o pai da criança estava chegando de viagem na madrugada e eles iriam fazer um bolo de surpresa, eu comprei os materiais, inclusive a proprietária do mercado os ensinou como fazer o bolo, pois quem ia fazer era eles, inclusive quem se levantou da mesa para buscar os materiais foi eu e eles continuaram sentados, e em seu depoimento ele disse que ele se levantou e eu fiquei sentado acariciando a criança, e isto é mentira, inclusive o pessoal do mercado estão de provas e jamais eu faria isso. Depois de estar com os materiais ele pegou a sacola e foi embora e eu vim para minha casa.

 

No dia seguinte, às 19h30min, ele foi em minha casa e eu não estava, mas ele sabia onde me encontrar na casa dos meus amigos e ele foi lá me chamar, e quando ele chegou, estava novamente com o menino, eu até reclamei com ele (Rapaz porque você trouxe o menino? E ele disse que não havia nenhum problema, pois eu disse pra ele que vinha assistir um filme, não tem problema algum, ele não sabe de nada). Daí fomos para minha casa, eu passei na padaria e comprei pães, ao chegarmos em casa lanchamos e depois ele pediu para tomar um banho, como sempre pediu, depois fomos assistir ao filme e eu sempre reclamando da presença da criança, quando terminamos eu fui corrigir as provas dos meus alunos, quando terminei fui tomar banho, enquanto eu estava tomando banho ele apagou todos os contatos do meu telefone, quando eu sai do banheiro entrei em meu quarto, me arrumei e tal, fui e peguei a apostila do Enem que iria aplicar no dia seguinte, e fiquei estudando com ele ao lado do sofá, em seguida ele pediu para tomar banho, quando ele voltou do banheiro ele já estava com as duas facas que trouxe da casa dele enroladas em seu blusão. Ele foi e sentou ao meu lado, e ficamos conversando todo o tempo e o menino quieto sentado no canto do sofá, teve uma hora que o menino disse que estava com dor de barriga e foi ao banheiro (Eu acho que ele havia combinado algo com o menino e naquela situação deve ter dado está dor, ansiedade talvez). Em hipótese alguma a criança fez nada, sempre esteve quieto, quando eu levantei do sofá que pensei em guardar a apostila na cabeceira da cama, quando eu estava entrado no quarto eu já recebi a apunhalada pelas costas, tentei me defender mais já cai e ele caiu por cima me esfaqueando, desferindo dois golpes em minha barriga e ai só Deus que me deu forças para lutar, pedi muito a Deus e Nossa Senhora Aparecida que é minha protetora, para me dar forças para que eu pudesse lutar, consegui me levantar e saí brigando com ele até a sala, chegamos a quebrar vidros da porta e tudo que estava na minha frente e que eu pudesse pegar eu peguei, enquanto estávamos nesta briga, eu para sobreviver e ele para me matar, o menino estava encostado no canto da parede, procurando um buraco para se esconder daquele momento.”

Deixe aqui seu Comentário

ENQUETE
  • Você está tomando os cuidados necessários para o coronavírus?

    Carregando ... Carregando ...
  • INSTAGRAM
    Radar notícias © 2014 - 2020 Todos os direitos reservados.