Crianças de 9 anos morrem afogadas em Mata Grande; 12h depois IML remove os corpos

Cícero Santos da Silva e Guilherme da Silva Rodrigues eram primos e morreram afogados em um (Cacimbão) local que é cavado para armazenar água.

Por Ítallo Timóteo | 23 de dezembro de 2015 às 6:53

mata01Os moradores da cidade de Mata Grande estão de luto com a tragédia envolvendo duas crianças de nove anos, as mesmas foram identificadas como Cícero Santos da Silva e Guilherme da Silva Rodrigues. Ambos eram primos e morreram afogados após cair em uma espécie de armazenamento de água, chamado no sertão como (Cacimbão), o local possui cerca de dois metros de profundidade. O fato aconteceu no Sítio Santa Rosa II, distante há 10 quilômetros da cidade, na tarde desta terça-feira (22), por volta das 16h. Até às 6h da manhã de hoje (quarta-feira) os corpos dos meninos não tinham sido recolhidos pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca por falta de comunicação.

 

O Sargento Rolemberg da 3ª – Companhia de Polícia Militar da cidade, que atendeu a ocorrência informou a equipe de reportagem do portal Radar 89, que os primos teriam participado de uma entrega de presentes referente ao Natal, promovido pela prefeitura da cidade, logo após os dois teriam se afastado do local onde era realizado o evento sem que os pais percebessem. O policial conta que horas depois os familiares que já estavam preocupados receberam a informação de uma pessoa que havia duas crianças boiando.

 

Os pais foram ao local e constataram que as vítimas se tratavam dos seus filhos. A Polícia Militar foi acionada junto com o Corpo de Bombeiros, mas nada pode ser feito, pois os mesmo já estavam sem vida.

 

12h depois IML remove os corpos:

 

Uma pessoa ligada aos familiares entrou em contato com a nossa reportagem, e denunciou a falta de responsabilidade por parte da delegacia do município. Segundo a denunciante que não quis se identificar temendo represália. A Polícia Militar da cidade teria ligado para regional de Delmiro Gouveia para informar sobre o ocorrido, porém os policiais civis informaram que o procedimento seria feito pela delegacia da cidade, uma vez que os mesmos estavam de plantão. Porém não foi isso que aconteceu, segundo a acusadora. “A gente foi na delegacia e eles disseram que já tinha solicitado o IML, porém na manhã de hoje (quarta-feira), por volta das 5h da manhã, fomos até a delegacia e tudo estava fechado, então decidimos ir até a Polícia Militar e lá o policial ligou para Arapiraca para saber se iriam demorar mais, foi quando eles nos informou que os profissionais do Instituto não tinha sido informados sobre o caso.” Falta de irresponsabilidade desses policiais frisou a jovem.

 

O caso será investigado pelo delegado regional Rodrigo Rocha Cavalcanti.

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