Cruzeiro perde para Palmeiras e é rebaixado para Série B pela 1ª vez

Por R7 Esportes | 9 de dezembro de 2019 às 0:30

Foto: Cristiane Mattos/Reuters

Cruzeiro escreveu neste domingo (8), no Mineirão, em Belo Horizonte, o capítulo mais triste de seus 98 anos de história. Aquele de “páginas heroicas e importais”, como diz o seu próprio hino, sequer fez sua parte e perdeu para o Palmeiras por 2 a 0 e caiu pela primeira vez para a Série B do Campeonato Brasileiro. O Ceará, que também entrou ameaçado na 38ª rodada, se safou apesar do empate por 1 a 1 contra o Botafogo, no Nilton Santos, no Rio.

As torcidas de Cruzeiro e Ceará, que dependia apenas de um empate, contra o Botafogo, entraram com o coração apertado na última rodada. Não deu para o Cruzeiro, que fará companhia a CSA, Chapecoense e Avaí, que já haviam sido rebaixados. Agora, Flamengo, Santos e São Paulo estão no grupo que nunca caíram no Brasileirão.

No Engenhão, o Botafogo se deixou levar por uma certa morosidade do Ceará, que precisava de pouco para seguir na elite do futebol. Os donos da casa, no entanto, brigavam por uma vaga na Copa Sul-Americana. E, ainda que lentamente, se lançou ao ataque. O gol saiu justamente quando o time apertou o ritmo, aos 38 minutos do 1º tempo. Marcos Vinícius recebeu cruzamento e desviou para o gol.

O resultado em nada adiantava para o Cruzeiro, que precisava vencer, e sequer fazia a sua parte no Mineirão. O time tinha bastante dificuldade na criação das jogadas, diante de uma bem postada defesa do Palmeiras. Como não criava, o próprio Palmeiras achou um gol no segundo tempo, depois de ótima jogada de Dudu. Aos 11 minutos, Zé Rafael chutou livre para vencer Fábio. Aos 38, Dudu, de cabeça, apareceu sozinho para acabar com qualquer esperança.

Como se não bastasse, a equipe cearense ainda teve um pênalti a seu favor. A bola bateu na mão de Marcinho. Depois de consultar o VAR, o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcou pênalti. Thiago Galhardo, aos 20 minutos da etapa final, bateu forte e empatou a partida.

Não demorou muito, ainda antes do segundo gol do Palmeiras, uma briga se iniciou nas arquibancadas do Mineirão. Entre torcedores que queriam confusão, famílias tentavam se afastar do vandalismo praticado. A polícia desceu as arquibancadas para tentar garantir a segurança. O jogo foi interrompido, enquanto a bola seguia no Engenhão. Sem condições de jogo, Marcelo de Lima Henrique encerrou a partida assim que o cronômetro chegou aos 45 minutos.

Mas ainda como diz no hino, no gramado de Minas Gerais, o Cruzeiro precisa reencontrar sua história de “combatido, jamais vencido”.

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