Delmiro Augusto da Cruz Gouveia: 102 anos da morte do pioneiro

Por Redação Radar Notícias | 10 de outubro de 2019 às 13:00

Foto: Arquivos públicos

Nesta quinta-feira (10), é o aniversário da morte de Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, o pioneiro do desenvolvimento da cidade que anos após, ganharia o nome dele, pelo legado deixado. Desde aquela época, a briga pelo poder era presente nas terras rodeadas pelos cânions.

Ele nasceu em 5 de junho de 1863, na cidade de Ipu, no Ceará. De origem humilde, era filho ilegítimo de um fazendeiro e negociante de gado, Delmiro Porfírio de Farias, que morrera na Guerra do Paraguai, e de Leonilda Flora da Cruz Gouveia. Tece que trabalhar cedo para se manter e ajudar a mãe. Aos 19 anos, mudou-se com ela para a cidade de Goiana, em Pernambuco e depois para o Recife.

Foi empreendedor  e um dos pioneiros da industrialização do Brasil e do aproveitamento de seu potencial hidroelétrico. Construiu a primeira usina hidrelétrica do Nordeste e a segunda do país, a Usina de Angiquinho, antecedida somente pela Usina de Marmelos. Foi também o criador do que é tido como o primeiro “shopping center” brasileiro: o Mercado Modelo Coelho Cintra, inaugurado em 7 de setembro de 1899 no Recife.

Autoritário e de temperamento difícil, à medida que enriquecia criava mais inimigos, especialmente entre os políticos pernambucanos, o que o levou a se separar da esposa (1901) e a refugiar-se durante um ano na Europa. De volta ao Brasil, no ano seguinte fugiu com uma adolescente, Carmela Eulina do Amaral Gusmão, fixando-se em Vila da Pedra, uma localidade a cerca de 280 km de Maceió, hoje Delmiro Gouveia, perto do rio São Francisco, no sertão alagoano (1904), e voltou ao comércio de peles.

Morte de Delmiro

A Fábrica de Linhas Estrela era um modelo para a época, empregava mil operários só na produção, mas o poderio econômico de Delmiro estava ameaçado pela poderosa fábrica inglesa, a Machine Cottons. Operando no mesmo ramo da Fábrica Estrela, a fábrica propôs a Delmiro a compra de suas instalações. Delmiro reage bem à sua maneira e amplia a fábrica, instalando 2000 teares para a produção de tecidos.

A segunda ameaça de Delmiro eram os “coronéis” apegados à exploração da terra sem melhorias ou benefícios para a população. A intriga política foi o terceiro problema para Delmiro que se agravou com sua indicação do coronel Aureliano Gomes de Menezes para chefe político do município.

No dia 10 de outubro de 1917, Delmiro Gouveia estava na varanda de seu chalé, perto da Fábrica da Pedra, quando foi assassinado com três tiros. O processo, cheio de dúvidas, coações e ameaças, acabou condenando a trinta anos de prisão, os executores do crime.

Os filhos de Delmiro conseguiram manter a fábrica, porém em 1929, a Machine Cotton adquire a indústria brasileira e aos poucos vai substituindo a marca Estrela pela Corrente. Começam então a destruir uma por uma as máquinas da Fábrica da Pedra.
Delmiro Gouveia faleceu em Pedra, Alagoas, no dia 10 de outubro de 1917.

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