Desenrola Brasil: Confira quais são as principais dívidas negociadas e como aproveitar a oportunidade

Por | 16 de agosto de 2023 às 11:31

O Desenrola Brasil já está valendo e os brasileiros já começaram a renegociar suas dívidas com auxílio do novo programa do governo. Após mais de um mês, já da para saber quais tipos de dívidas estão sendo mais negociadas. Veja os detalhes e saiba como renegociar as suas.

Através do Desenrola, os brasileiros com dívidas de até R$100 terão o nome limpo assim que aderirem ao programa. Com isso, essas pessoas não terão mais restrição no nome e poderão voltar a contratar crédito, pedir cartão de crédito, entre outras coisas. Dívidas com valores superiores a isso, devem ser renegociadas entre os bancos e os consumidores.

Desenrola Brasil: dívidas mais renegociadas 

Até o momento, dívidas com cartão de crédito, cheque especial e CDC são as mais negociadas através do programa. Cerca de 10 milhões de brasileiros já foram beneficiados pela inciativa do governo, de acordo com o Ministério da Fazenda.

Através do Desenrola, os brasileiros podem parcelar suas dívidas em até 120 vezes, com taxa de juros especiais e pagamento da primeira parcela em até 30 dias. Após o pagamento da primeira parcela, o nome do consumidor tem seu nome retirado do cadastro de restrição em até 5 dias úteis.

Como renegocio minhas dívidas através do Desenrola?

Neste primeiro momento, os brasileiros que possuem renda entre dois salários mínimos a até R$ 20 mil poderão procurar as instituições financeiras para renegociar débitos, sem limite de valores. Estas pessoas estão inclusas na Faixa II. As negociações ficam isentas de pagamento de imposto sobre operações financeiras (IOF).

Como forma de não incentivar que os brasileiros contraiam novas dívidas, o programa só aceitará dívidas inscritas até 31 de dezembro de 2022. De acordo com o Ministério da Fazenda, cerca de 30 milhões de pessoas serão ajudadas nesta primeira fase.

Para poder renegociar suas dívidas, os interessados devem ter conta bancária nos bancos que aderiram ao Desenrola.

A Faixa II é voltada somente para quem tem dívidas em banco e as pessoas podem ter uma renda mensal de até R$20 mil. Estas pessoas devem entrar em contato com os bancos, de forma presencial ou digital.

Orientações especias da Febraban

  • Se o cidadão aderir ao Desenrola e não pagar a renegociação totalmente, ele será negativado pelo valor que deixar de pagar.
  • Sobre esse valor não pago incidirão encargos, como juros de mora e multa por atraso, por exemplo
  • Por conta disso, é importante avaliar as condições da renegociação para ter certeza que conseguirá pagar
  • Em casos em que o cidadão tive  a suspensão da negativação da sua dívida de até R$ 100 e não a quitar, ele será novamente negativado.
  • A suspensão da negativação acontece a partir da adesão ao programa, mas a dívida precisa ser paga.
  • Vale a pena renegociar dívidas no Desenrola?
  • Mesmo que a idéia do governo seja a de diminuir a inadimplência, é necessário se atentar a alguns pontos sobre as renegociações.

De acordo com a Abefin (Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira) é necessário ficar atento a dois pontos em especial: juros altos e falta de educação financeira.

“Todo programa que busca a melhoria de vida dos brasileiros é pertinente. Esse tem como lado interessante o fato de buscar dar suporte a um amplo grupo que possuem rendimentos menores e por ter um limite interessante no valor das dívidas de R$ 5 mil”, disse ao Money Times o presidente da Abefin, Reinaldo Domingos.

Mas, ele chama atenção para o fato de que ações isoladas de renegociação de dívidas não trazem um efeito positivo no médio e longo prazo. “As pessoas resolvem o problema momentâneo e voltam a se endividar”, afirmou ele ao InfoMoney.

Neste contexto, o profissional destaca como ponto de atenção a taxa de juros elevada, de 1,99% ao mês. “Essa taxa pode ser considerada alta em comparação ao formato do programa e a garantia que oferece, podendo onerar a população”, disse ele.

“Esse acréscimo ocorre devido aos juros compostos, onde os juros são calculados não apenas sobre o valor inicial da dívida, mas também sobre os juros acumulados anteriormente”, diz ele ao Money Times.

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