Editorial do domingo: De olho em Mata Grande e esquecendo de Canapi

Por Redação | 21 de fevereiro de 2016 às 6:17

Enquanto o prefeito de Canapi, Celso Luiz, declara em entrevistas que o filho Luiz Pedro será prefeito de Mata Grande, antes mesmo da disputa eleitoral. A cidade no qual ele governa, vem sendo alvo do Tribunal de Justiça de Alagoas. Se não bastasse os atrasos salarial, que diuturnamente, os servidores denunciam no programa Radar 89, na Rádio Delmiro FM, agora foi a vez do TJ/AL bloqueia R$ 2 milhões da conta do prefeito e R$ 17 milhões de precatório do antigo Fundef.

 

Com essas afirmações, o filho já segue os passos do pai, já realizou festas, sempre aparece na cidade e óbvio, vem conquistando parte de Mata Grande. Porém, o seu pai que deu essa ideia, deveria observar mais a cidade que governa, enquanto uma briga é travada com os prefeitos das duas cidade, onde um ameaça toma a prefeitura do outro. Ambos municípios vem sendo prejudicados, especificamente Canapi.

 

Essa semana, o município de Canapi, foi novamente destaque na mídia alagoana. Um dos melhores comunicadores e comentarista político, Ricardo Mota do portal Tudo na Hora (Maceió) publicou uma matéria onde mostra que o TJ, bloqueou a quantia R$ 17 milhões dos precatórios do Fundef de Canapi.

 

Já que o Celso Luiz, tem uma ‘bola de cristal’ em que afirma, que o filho irar ganhar a prefeitura de Mata Grande, o mesmo poderia utilizar esse material para prever no que a justiça irar atuar, sendo assim a cidade não se tornaria manchete e muito menos ele caracterizava como “perseguição política”, como costuma a dizer quando matérias jornalísticas mostram a verdade, e claro baseado na justiça.

 

Veja as matérias divulgadas pelo TJ de Alagoas sobre os bloqueios:

 

 

TC bloqueia R$ 17 mi dos precatórios do Fundef de Canapi

 

 

(Texto: Ricardo Mota – TNH1)

 

O conselheiro- substituto do Tribunal de Contas Sérgio Maciel determinou o bloqueio dos R$ 17 milhões que a prefeitura de Canapi recebeu a título de precatório do antigo Fundef, dando sequência a uma polêmica que ainda ganha maior importância num ano eleitoral.

 

Pela determinação do conselheiro, o prefeito Celso Luiz fica obrigado a depositar o dinheiro em uma conta específica, que não poderá ser movimentada até que o mérito dessa questão seja julgado pelo pleno do Tribunal de Contas.

 

O MP de Contas tem defendido, com veemência, que os recursos provenientes desses precatórios só poderão ser aplicados na Educação – são cerca de R$ 440 milhões, divididos entre as mais de 30 prefeituras beneficiadas.

 

Os prefeitos, no entanto, inclusive Celso Luiz – que é marido da conselheira Cleide Beserra –, não concordam com a tese, o que vem gerando um embate bastante interessante.

 

A prefeitura de Canapi tem 15 dias para entregar a documentação ao TC provando que está cumprindo a determinação.

 

 

Justiça bloqueia R$ 2 milhões do prefeito de Canapi

 

(Texto: Sete Segundos com informações do TJ-AL)

 

O juiz Jairo Xavier Costa, da Comarca de Mata Grande, determinou a indisponibilidade dos bens e valores do prefeito de Canapi, Celso Luiz Tenório Brandão, no montante de R$ 2.195.744,75, devido a supostas irregularidades no repasse de contribuições ao Instituto de Previdência do Município (Iprev), apontadas pelo Ministério Público do Estado (MP/AL) em ação de improbidade administrativa.

 

 

 

A decisão, proferida nessa quinta-feira (18), determina ainda que seja feito, mensalmente, o repasse das contribuições patronais e dos servidores ao Iprev, sob pena de afastamento do cargo de chefia do executivo municipal.

 

“Entendo que o pedido liminar de indisponibilidade dos bens é devido em razão do perigo na dilapidação de bens e eventual impossibilidade de ressarcimento ao erário do prejuízo causado com a ausência de repasses previdenciários”, afirmou o magistrado.

 

De acordo com os autos, a quantia de R$ 2.195.744,75 foi a que deixou de ser repassada ao Iprev no período de janeiro de 2013 a dezembro de 2014. Na decisão, o juiz citou o documento da Coordenadoria Geral de Auditoria, Atuária, Contabilidade e Investimentos do Ministério da Previdência Social, no qual “é cristalinamente visível a existência de tabelas onde explanam as diferenças das contribuições não repassadas, denominadas de ‘diferença a regularizar’ e, inclusive, o valor total da dívida das referidas contribuições previdenciárias de servidores e patronais”. O prefeito deverá ser notificado para oferecer manifestação prévia, no prazo de 15 dias.

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