Em um ano, violência psicológica, física ou sexual atingiu 377 mil pessoas em AL

Por Redação | 9 de maio de 2021 às 16:00

Foto: Marcos Santos/USP

O quinto volume da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgado nesta sexta-feira (07) pelo IBGE estimou que, em Alagoas, 377 mil pessoas maiores de idade sofreram algum tipo de violência (psicológica, física ou sexual) nos últimos 12 meses anteriores à entrevista. Esse total corresponde a 15,7% mil pessoas com 18 anos ou mais no estado.

Em Alagoas, a violência atingiu mais as mulheres (16,4%) que os homens (14,8%). Entre as 377 mil pessoas atingidas no total, 15,8% (60 mil) deixaram de realizar suas atividades habituais em decorrência dessa violência.

Na capital Maceió, estima-se que 15,7% da população maior de idade sofreu algum tipo de violência nos últimos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 123 mil pessoas. Nesse caso, os homens (16%) sofreram mais violência que as mulheres (15,5%).

Quem é o alvo?

A pesquisa também estimou que 3,7% da população maior de idade em Alagoas (89 mil pessoas) sofreu violência sexual alguma vez na vida. Foi a menor proporção entre todas as unidades da federação. A média foi de 5,9% para o Nordeste e também para o Brasil. O Maranhão (7,7%) foi o estado que registrou a maior proporção de vítimas dessa violência.

Na análise por sexo, essa violência atingiu mais as mulheres (4,8%) que os homens (2,4%) em Alagoas. Há diferenças também entre as faixas etárias. Enquanto a estimativa foi de 5,7% para o grupo de 30 a 39 anos e de 4,4% para os jovens de 18 a 29 anos, o grupo de idade de 60 anos ou mais registrou 1,2%.

Violência psicológica

Em 2019, a PNS estimou que 15% da população alagoana – um total de 361 mil pessoas de 18 anos ou mais – sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista. Considerando que 361 mil pessoas sofreram violência psicológica e 377 mil sofreram algum tipo de violência, das pessoas que sofreram alguma violência, 95.7% sofreram violência psicológica.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 16,1% contra 13,8%. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 20,5% contra 4,6% respectivamente. Mais pessoas pretas (17,2%) e pardas (15,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (14,1%).

Atividade sexuais dos alagoanos

Em relação à atividade sexual, estimou-se que 88,5% das pessoas maiores de idade em Alagoas tiveram relações sexuais alguma vez na vida. Foi a menor proporção observada entre todas as unidades da federação. Quem ficou na liderança foi o Rio Grande do Sul, com 96,1%.

Em Maceió, a proporção subiu para 91,4%, ficando à frente de Fortaleza (90,1%), João Pessoa (89,8%) e Rio de Janeiro (87,8%). Houve diferença entre os sexos: estima-se que 94,3% dos homens maceioenses tiveram relações sexuais alguma vez na vida, contra 89,1% das mulheres.

O estudo também apontou que a idade média de iniciação da atividade sexual entre as pessoas maiores de idade no estado de Alagoas era de 17,4 anos em 2019. Os homens (16,3) iniciavam antes das mulheres (18,2). O cenário na capital Maceió é semelhante: a idade média de iniciação sexual era de 17,5 anos, com uma média de 16 anos para os homens e 18,6 para as mulheres.

Estão se protegendo?

A PNS estimou ainda que 25,3% das pessoas maiores de idade em Alagoas utilizaram preservativo em todas as relações sexuais nos últimos 12 meses anteriores à entrevista. Foi a maior proporção observada na região Nordeste, cuja média ficou em 21,8%. Na comparação com outras unidades da federação, apenas cinco estados da região Norte e o Mato Grosso registraram maiores taxas.

Os mais jovens relataram uso mais frequente que os mais velhos. Entre a população de 18 a 29 anos, estima-se que 39,3% utilizaram o preservativo em todas as relações, enquanto a proporção observada para as pessoas com 60 anos ou mais foi de apenas 11,9%. O grupo de 30 a 39 anos registrou a segunda maior proporção (24,9%), e o de 40 a 59 anos (18,6%) apareceu na sequência.

Entre as pessoas maiores de idade em Alagoas, 13,4% disseram ter buscado serviço público de saúde para obter preservativos nos últimos 12 meses anteriores à entrevista. Os homens (17,3%) procuraram mais que as mulheres (10,1%).

Na análise por idade, 21% das pessoas de 30 a 39 anos buscaram preservativos no serviço público de saúde. Os jovens de 18 a 29 anos apareceram na sequência (17,6%). Já os grupos de 40 a 59 anos (11,2%) e 60 anos ou mais (3,8%) apresentaram as proporções mais baixas.

Por Caio Lorena de Menezes Dores  / Assessoria IBGE

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