Especial Covid-19: Atuação do legislativo e impactos para o futuro na vida da população sertaneja

Por Emerson Emídio - Jornalista - MTE 2033/SE | 8 de maio de 2020 às 1:00

Arte da série especial

Chegamos ao último episódio da série de reportagens sobre à pandemia da Covid-19. Durante esta semana, abordamos assuntos pertinentes a qualidade e investimentos na saúde dos sertanejos, especificamente, nos municípios da 10ª região.

Essa pandemia chegou num tempo em que os sertanejos amargam tempos de desigualdade social e carência no tocante à Atenção Básica, na rede de Saúde.

Com uma das maiores taxas de desemprego e pessoas com restrições no Cadastro de Pessoa Física (CPF), popularmente conhecido como “nome sujo”, a grande parte dos sertanejos vivem na informalidade, para levar o pão e sustento da família.

Em alguns casos, falta o álcool em gel, o sabão e a água, tornando ainda mais inviável os cuidados orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Porém, mesmo com todos os obstáculos diários, o sertanejo tem a garra e força de enfrentar um vírus que teve data de entrada, mas que não tem prazo de validade.

O Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, busca suprir as necessidades, entretanto, enfrenta vários fatores que impendem o atendimento de ser, na totalidade dos casos, igualitário.

Câmara de vereadores e à falta de fiscalização

Quando o assunto da pandemia da Covid-19 vai para o âmbito do Legislativo e não generalizando, mas a maioria das Casas Legislativas estão inertes a situação e mais – deixam de cumprir o papel que lhes fora outorgado pelo povo.

Nesta série, nós apresentamos os valores repassados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), referente ao mês de abril. Para você que não acompanhou, é o seguinte – O Ministério da Saúde (MS) rateou um valor de 4 bilhões de reais. Funciona da seguinte maneira – Ele é destinado e corresponde a uma parcela mensal do que cada estado ou município já recebe para ações de média e alta complexidade ou atenção primária. De acordo com a portaria, municípios que recebem recursos para média e alta complexidade terão direito a uma parcela mensal extra, em igual valor. Os que não recebem, terão direito ao valor repassado para a atenção primária, também em igual quantia.

Para exemplificar, vamos pegar os dados do município mais populoso da 10ª região de Saúde, em Alagoas – Delmiro Gouveia. De acordo com dados do FNS, em abril, o valor repassado na área de alta à baixa complexidade, para a cidade foi de R$ 656.240,64.

Confira os valores recebidos pelos municípios (mês de abril):

Água Branca – R$ 94.882,26

Inhapi – R$ 113.142,43

Mata Grande – R$ 121.814,25

Olho d’Água do Casado – R$ 5.645,94

Pariconha – R$ 10.971,76

Piranhas – R$ 116.418,85

E para que essa verba, de repasse federal seja aplicada nas ações de combate à pandemia, os vereadores precisam fiscalizar as ações do Executivo, em cada município, garantindo que o dinheiro seja utilizado de maneira transparente e em benefício da população.

Omissão e à falta de união para melhoria da Saúde

Um outro ponto a ser explorado nesta discussão é a passividade dos municípios da 10ª região, quando o assunto é cobrar do governo do estado, medidas de curto, médio e longo prazo, para melhoria da qualidade da saúde dos sertanejos.

Uma das possíveis soluções seria a criação de um Conselho Regional de Saúde, com os sete municípios, onde o órgão cobrasse com veemência, respostas para que à população sertaneja fosse amplamente assistida nas áreas da Atenção Básica, de baixa, média e alta complexidade.

E nesta relação, os municípios também sofre com a carência da demanda de médicos, uma vez que esses profissionais são fundamentais para o momento.

Em alguns dos municípios, a carência de Atenção Básica é evidente, com a falta de insumos e equipamentos de proteção individual para os profissionais da Saúde.

Pode até ser que o futuro seja incerto, cheio de medos e preocupações. Porém, mesmo com todos os impactos, economia em baixa, aumento no preço de alimentos e falta de assistência na área de Saúde, o sertanejo vai continuar batalhando e buscando ser o melhor a cada dia, em cada circunstância. Afinal de contas, aconteça o que for, a vida precisa continuar.

E por enquanto que os sertanejos assistem à falta de ações concretas dos gestores, fiscalização efetiva do legislativo e um maior auxílio nas unidades de Saúde do governo do estado, eles rogam a Deus que os vírus que trazem atraso e desigualdade, sejam exterminados de uma vez por todas de suas vidas. Será que é pedir muito?

Para encerrar a série, a canção que é a cara dos sertanejos, onde mostra a força e vitalidade da nossa gente. Que luta bravamente e um dia, vai colher os bons frutos plantados.

Oração de São Francisco

Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé

Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz

Ó mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois, é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna

Ó mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois, é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive
Para a vida eterna

 

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