Forças Armadas negaram leitos em hospitais militares, mostram documentos da CPI da Covid

Por Redação | 26 de maio de 2021 às 11:00

Foto: Márcio Ferreira

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira (26) pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que as Forças Armadas negaram a estados e municípios pedidos para o compartilhamento de leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com civis.

Segundo o diário paulista, a negativa se deu mesmo havendo vagas disponíveis em hospitais militares, segundo informações de documento enviado pelo Ministério da Defesa à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado.

Ainda de acordo com as informações, o documento é assinado pelo ministro Walter Braga Netto. As solicitações foram feitas pelo Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas e pelo município de Xanxerê, em Santa Catarina.

A pasta não detalhou quando os governos estaduais solicitaram os leitos, mas as planilhas entregues à CPI mostram que, em diversos períodos de janeiro a abril deste ano, havia vagas.

Até então, uma auditoria do Tribunal de Contas da União ( TCU ) detectou pedidos por vagas em hospitais formulados pelo Governo do DF, com negativa por parte dos militares.

De acordo com a Folha, filas de pessoas suspeitas de Covid, com quase 300 pacientes, chegaram a se formar à espera de vaga de UTI na rede pública em Brasília.

Segundo auditoria do TCU, os hospitais militares consomem R$ 3,45 bilhões em dinheiro público. Um relatório da área técnica recomendou que o Ministério da Saúde requisite as vagas ociosas para civis, tanto leitos de enfermaria quanto de UTI, em situações de colapso na rede pública.

No documento enviado à CPI, o Ministério da Defesa argumenta que houve a impossibilidade de atender ao fornecimento de leitos porque a demanda do sistema de saúde militar era elevada.

Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, o pedido para disponibilizar leitos de UTI e clínicos de hospitais militares localizados no estado foi feito em 5 de março deste ano ao general Valério Stumpf Trindade, do Comando Militar do Sul.

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