Geógrafo Felipe Ferreira cria artigo sobre a mancha do Rio São Francisco; VEJA

Por Felipe Ferreira | 13 de abril de 2015 às 9:06

11129389_737850386333601_1913987327_nPróximo dos 514 anos que Américo Vespúcio pela primeira vez adentrava o Opará “Rio Mar”, que depois batizado com o nome do santo italiano que desfez de sua riqueza para levar uma vida de servidão aos que mais precisavam a mancha impressa pelo nosso santo daqui, que não ganhou forma humana, mas ganhou da natureza forma de rio, mostrou ao longo do tempo um papel de pôr se a serviço das populações que se estabeleceram em suas margens, que montaram em suas barrancas moradias, que das suas águas tiram a vida. Desde aquele 4 de outubro de 1501, até agora, uma mancha, uma marca tem se feito presente no rio da integração nacional, a marca maldita da exploração descontrolada, da falta de consciência deste tão rico e importante manancial que rasga o solo seco do semiárido brasileiro.

 

Um rio teimoso, a primeira vista, nasce nas montanhas mineiras, podia ele descer para o sul, como manda a gravidade, ou desembocar a leste, caminho mais próximo do oceano, mas como eu disse é teimoso, ele desce os planaltos mineiros e sobre em direção ao nordeste, entra no semiárido, rasgar o solo ressecado do semiárido, irriga, mata sede humana e animal, serve para via de transporte, para banho, para acender as luzes e clarear a noite em algumas partes deste país, serve para movimentar a economia. Se você percebeu por vezes repeti o verbo serve, mas e nós, que dele tiramos o que precisamos o que damos em troca?

 

Nos últimos dias nossa cidade, nossa região, notou a má qualidade da água captada no rio, nossa região durante um período teve suspenso o abastecimento, noticias, fotos, postagens em redes sociais, tudo isso fez parte da rotina nos últimos dias, porém uma ação mais concreta exige de nós cidadãos Sanfranciscanos, que levantemos a voz e venhamos a intervir na busca de meios que apaguem aquela mancha escura das águas, mancha essa que está impregnada não somente nas águas, mas na inercia do poder público que isenta-se da responsabilidade de cuidar desse Rio que tem em sua bacia 12 milhões de nordestinos, transpor, canalizar, levará a água, mas sem cuidar, sem revitalizar a água também será levada, neste caso para não voltar maís.

 

Que nós estejamos atentos, a problemática ocorrida foi mais um dos gritos que o São Francisco vendo dando no decorrer do tempo, pode chegar uma época que a força do grito seja tomada pela morte do mesmo.

 

Felipe Ferreira

Curso de Geografia. Universidade Federal de Alagoas – Campus do Sertão.

Grupo de Estudos Agrário e Sócio Territoriais

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