Governador chama vaqueiros de heróis ao defender a prática da vaquejada

Por Cada Minuto | 10 de outubro de 2016 às 13:25

266462f7-9bf8-40fb-86eb-af800eb7b6dfA decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu na última semana, proibir por 6 votos a 5, a prática da vaquejada, continua ganhando repercussão. Dessa vez quem se posicionou foi o governador do Estado, Renan Filho, que defendeu a “prática esportiva” e chamou os vaqueiros de “heróis”.

 

O líder do executivo estadual mostrou o seu posicionamento através das redes sociais, apontando a vaquejada é uma tradição cultural, que reúne as famílias nordestinas e gera empregos diretos e indiretos.

 

“Vaquejada é atividade recreativa e competitiva que virou esporte e tem seus heróis, os vaqueiros mais corajosos e hábeis. Sobretudo, vaquejada é festa em todos os cantos do Nordeste, herdeira das antigas “pegas de boi” na caatinga. Ela precisa ser preservada porque é um patrimônio cultural de Alagoas e de toda a região nordestina. A vaquejada movimenta a economia com eventos de grande porte, cria empregos e reúne famílias inteiras, dos avós às crianças, no aplauso aos seus vaqueiros”, explicou.

 

Por fim, o governador ainda chamou os vaqueiros de “heróis” e pediu que o STF reconsidere a decisão. “Vai daqui todo o nosso apoio aos defensores da vaquejada, para que o Poder Judiciário reconsidere e reconheça que o Nordeste e o Brasil têm direito de manter e preservar essa bela tradição. Contem comigo, heróis da vaquejada”, completou.

 

 A DECISÃO

 

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vaquejada é uma prática ilegal. A ação foi movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e questionava, especificamente, a legislação cearense 15.299/2013, que regulamentava os ‘espetáculos’.

 

No dia 30 de novembro do ano passado, os deputados da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) provaram o Projeto de Lei 60/2015, de autoria do deputado Dudu Hollanda (PSD), que reconhece a vaquejada como atividade esportiva no âmbito de Alagoas.

 

O parlamentar esclareceu que a vaquejada é um esporte tradicional genuinamente brasileiro, praticada há séculos principalmente no Nordeste, e lembrou que, em alguns estados da federação, ela já é reconhecida. “Precisamos desse reconhecimento para que possamos regulamentar o campeonato que existe em Alagoas como esporte”, afirmou.

 

A decisão proferida hoje poderá ser aplicada nos demais estados e no Distrito

 

Votaram a favor os ministros Marco Aurélio Mello, relator do caso,  Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Ricardo Lewandowisk e a presidenta Cármen Lúcia. Ao apresentar seu voto, que desempatou o julgamento, Cármen Lúcia reconheceu que a vaquejada faz parte da cultura de alguns estados, mas considerou que a atividade impõe agressão e sofrimento aos animais.

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