Hoje é comemorado a festa de São Cosme e São Damião

A festa foi introduzida no país em 1530 na igreja de Iguarassu, em Pernambuco.

Por Portal Terra | 27 de setembro de 2018 às 8:31

 

É comemorado hoje, dia 27 de setembro em todo Brasil, especialmente no Nordeste, a festa de São Cosme e São Damião. Ela foi introduzida no país em 1530 na igreja de Iguarassu, em Pernambuco.

 

Neste dia, as igrejas e os templos das religiões afrobrasileiras são enfeitados com bandeirolas e alegres desenhos. No candomblé, são associados aos “ibejis”, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”.

 

História

 

Alguns relatos atestam que São Cosme e São Damião eram originários da Arábia e seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio. Surgiram várias versões sobre sua história, mas nenhuma comprovada com fundamento histórico. Em uma das fontes, diz-se que eram bons e caridosos e que realizavam milagres. Sob acusação de feitiçaria e inimigos dos deuses romanos, foram amarrados e jogados em um despenhadeiro. Em outra versão, teriam sido afogados, mas salvos por anjos. Depois, levados a fogueira, nada sofreram. Apedrejados sem sucesso, por fim, foram degolados.

 

Cosme e Damião foram martirizados na Síria e seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo, no século 5. Perseguidos por Diocleciano, os fiéis transportaram seus corpos para Roma, onde foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS – Cosme e Damião.

 

Muitas pessoas começaram a vê-los materializados depois de suas mortes, ajudando crianças que sofriam violência. Ao gêmeo Acta é atribuído o milagre da levitação e ao gêmeo Passio a tranqüilidade da aceitação do seu martírio.

 

A partir do século V os milagres de cura atribuídos aos gêmeos fizeram com que fossem padroados dos médicos, pois, quando em vida, exerciam a medicina na Síria, em Egéia e Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de santos pobres ou anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro; mais tarde, foram escolhidos patronos dos cirurgiões.

 

Muitos esforços foram feitos para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que era apenas a versão cristã dos filhos gêmeos pagãos de Zeus. É provável que não seja verdade, embora haja evidências de que a superstição popular muitas vezes faz supor haver em seu culto uma adaptação do costume pagão.

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