IC identifica origem do dinheiro apreendido com suspeito de assalto a banco em Delmiro

Quantia de R$ 11.350 foi apreendida com Fabricio Pereira da Silva, durante operação das polícias no mês de fevereiro de 2017 em um trecho da AL-220.

Por Aarão José - ICAL. | 5 de fevereiro de 2018 às 18:35

Fabrício – Arquivo PCAL

 

A seção de Documentoscopia do Instituto de Criminalística de Alagoas concluiu a análise feita em cinco sacolas com fragmentos mutilados e dilacerados de cédulas de real apreendidas durante operação integrada das policias civil e militar na Rodovia AL 220, conduzida pelo Delegado de Polícia de Delmiro Gouveia, Dr. Rodrigo Rocha Cavalcanti, entre a divisa de Delmiro Gouveia e Olho D´Água do Casado. O material periciado foi produto de um roubo ocorrido a uma agência do Banco do Brasil em Buíque, no Agreste de Pernambuco.

 

O laudo final forneceu importantes elementos para a investigação que apura a prisão de Fabrício Pereira da Silva, 21, ocorrida em 02 de fevereiro do ano passado, durante inspeção de um ônibus que faz o roteiro Paulo Afonso/BA a Aracaju/SE. Após atitude suspeita, o acusado foi flagrado com uma balaclava, 02 cartuchos de fuzil de calibre 762 e as sacolas com o dinheiro.

 

Por se tratar de um caso atípico e com considerável volume, as Peritas Criminais do setor integrante das perícias laboratoriais do IC examinaram o material apreendido para constatar a autenticidade das cédulas e sua origem. Andrya Amorim, Lídia Tarchetti, Márcia Yanara e Rosana Ramalho analisaram 1613 fragmentos de cédulas mutiladas e dilaceradas, sendo 312 fragmentos de R$ 10,00; 358 de R$ 20,00; 714 de R$ 50,00 e 229 no valor de R$ 100,00.

 

 

A chefa da seção, doutora Lídia Tarchetti, explicou que as peritas traçaram uma metodologia diferenciada de trabalho, pois não há, no Brasil, recomendação de procedimento por amostragem em perícia documentoscópica. Inicialmente, elas submeteram o material à mensuração, de acordo com as regras do Banco Central do Brasil que determina o valor de troca de cédulas mutiladas.

 

“Após a seleção prévia, foram realizados exames diretos, por meio das análises óptica e tátil, e indiretos, auxiliados por instrumentais, a partir de onde se verificou que as cédulas examinadas ostentavam a textura do papel fiduciário, impressão calcográfica, coloração e nitidez com semelhança que se verifica em cédulas autênticas”, explicou Tarchetti.

 

Além disso, registraram-se definição de fundos especiais e a presença de elementos de segurança, variáveis de acordo com a porção das cédulas apreciadas, tais como, microimpressões, alto-relevo da legenda “República Federativa do Brasil”; quebra-cabeça ou registro coincidente; marca d’água; fio de segurança; número escondido; elementos fluorescentes sob luz ultravioleta.

 

“No tocante à autenticidade, informamos que os materiais são originais. Os fragmentos dilacerados, que possuem valor de troca, totalizaram a quantia de R$ 11.350 na posse do suspeito. Com referência à origem, foram encontrados lacres com inscrições relacionadas à agência do Banco do Brasil de Buíque/Pernambuco.” Afirmou a Perita Criminal.

 

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