Justiça defere candidatura de Maristela Dias, em Piranhas

Por Redação | 27 de outubro de 2020 às 19:00

Foto: Redes Sociais

Tensa, movimentada e cara. A disputa pela cadeira de prefeito de Piranhas, no Sertão alagoano, também requer paciência.

Se assemelhando a um frenético jogo de xadrez, Maristela Dias (Progressista), que tenta a reeleição, e o estreante na política, Tiago Freitas (MDB), protagonizam momentos de muita disputa, também na área da Justiça.

‘Filhos’ de um projeto político ainda maior – mesmo que neguem – Maristela e Tiago iniciaram a semana sob um clima de incertezas. A prefeita-candidata, que vive às turras com os Damasceno Freitas, convivia com o pesadelo de não saber se seria candidata.

Maristela enfrentava uma ação de impugnação de registro de sua candidatura, de autoria da Coligação Todos Juntos por Piranhas, liderada pelo filho do desembargador do Tribunal de Justiça, Washington Luiz. A tal ação citava o resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL), que em 2018, reconheceu diversas ilegalidades na administração da professora Maristela, dentre elas o contrato firmado entre o município e o escritório jurídico Costa e Leite Advocacia e Consultoria, acusado de receber a título de honorários advocatícios, o valor de R$ 2.951.678,63, que corresponde, em tese, a 10% (dez por cento) da receita incrementada na participação do Município de Piranhas no ICMS do Estado de Alagoas, sem que, para tanto, fossem juntados autos qualquer documento idôneo que comprovasse, de maneira efetiva, o recebimento destes recursos (…), muito menos a disponibilidade de receitas efetivamente arrecadadas.

Em complemento a peça do pedido de impugnação, a acusação citou que Maristela, na condição de chefe do Executivo, também teve as contas rejeitadas pela Câmara Municipal em face de irregularidades chamadas de insanáveis nos contratos de prestação de serviços advocatícios, o que configuraria em ato doloso de improbidade administrativa, fazendo, com isso, incidir na espécie o comando normativo previsto no dispositivo legal acima mencionado.

Mas, a decisão da juíza titular da 40ª Zona Eleitoral, Amine Mafra Conrado, divulgada no final da tarde desta segunda-feira (26), garantiu a Maristela o fim do pesadelo. A magistrada julgou improcedente o pedido feito pela coligação de oposição, que chegou a comemorar a vitória muito antes do tempo previsto.

A decisão da magistrada pode ser conferida clicando neste link

Com a vitória que lhe garante concorrer às eleições, Maristela se reergue diante de seu eleitorado, voltando legitimamente a disputa.

De novo, os ‘filhos’ dos projetos do deputado federal Arthur Lira e dos Damasceno Freitas já podem confirmar o reinicio dos debates e caça aos votos.

Bem, por enquanto é só, mas, como em qualquer frenético jogo de xadrez, o xeque mate não indica o fim da competição.

Correio Notícia  

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