Polícia alerta para aumento de casos de golpe de compra e venda de veículos pela internet em AL

Por G1 AL | 14 de fevereiro de 2020 às 5:00

Foto ilustrativa

O aumento no número de casos em Alagoas de uma modalidade específica de estelionato tem chamado a atenção da Polícia Civil. No golpe, um intermediário se envolve na compra e venda de um veículo e engana o proprietário e o interessado.

De acordo com o delegado Leonardo Assunção, do 1º Distrito da Capital (1º DP), casos começaram a ser denunciados no estado há cerca de um ano e meio. “O golpe não é novo, mas a ocorrência de casos havia diminuído. Porém, nos últimos meses, voltou a ocorrer com maior frequência. Só neste ano, foram cerca de 8 a 10 casos”.

O delegado explicou que estelionatários agem através de anúncios em sites de venda pela internet. Eles copiam o anúncio de um veículo que existe e fazem outra postagem com os mesmos dados e fotos do carro, mas com um valor inferior, e colocam seus dados para contato.

O comprador entra em contato com o estelionatário, que age como um intermediário do vendedor. O golpista engana o comprador dizendo que o dono do carro tem uma dívida com ele. Durante o contato com a vítima, o golpista pede que ela não converse sobre valores quando for feita a visita para ver o veículo que está com o dono, que recebe a mesma orientação.

Assim que o negócio é fechado, o intermediador informa ao comprador a conta bancária para depósito, insistindo que a transação seja feita rapidamente.

O que ocorre geralmente é que o dinheiro cai na conta e somente aí o golpe é descoberto, pois o comprador verifica que o depósito não foi realizado em nome do verdadeiro dono.

O delegado disse que, apesar do golpista usar um telefone com DDD de Alagoas, as contas para os depósitos, em nome de laranjas, são de outros estados, o que dificulta as investigações.

“O número do telefone ser de Alagoas não quer dizer que a pessoa esteja em Alagoas. É muito fácil ter um chip de outro local. Nós temos casos aqui de depósitos em contas do Pará, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, de Tocantins, entre outros estados. E, mesmo a vítima sendo daqui, as investigações são realizadas no estado no qual o dinheiro foi creditado”, esclarece.

Ainda segundo o delegado, em alguns casos, o golpista também engana o vendedor do veículo com o comprovante de um depósito que não foi efetivado.

“Ele diz que fez o depósito, manda um comprovante de envelope inserido em caixa eletrônico… No comprovante tem R$ 100 mil, por exemplo, mas depois que o envelope é conferido pelo banco, o depósito não se confirma. O envelope está vazio”, explicou.

Em um dos casos registrados em Alagoas, o estelionatário chegou a usar a carteira funcional de um coronel da Polícia Militar, que havia sido extraviada em 2011.

“Qualquer pessoa que fizer negociação, antes de fazer o depósito, pesquise o número da agência e nome do titular. Na internet mesmo, colocando o nome da agência já aparece de qual estado é. Se é de outro local, tem que desconfiar”, alerta Assunção.

O delegado orienta ainda sobre os preços abaixo de mercado. “Nós tivemos um caso de uma moto com 129 mil km rodados, ou seja, pouca quilometragem, que valia R$ 15 mil, R$ 16 mil. A pessoa comprou por R$ 10 mil. Alguma coisa estava errada. Se o preço estiver muito abaixo, desconfie”, concluiu o delegado.

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