Primeiro transplante de fígado é realizado em Alagoas

Por Redação | 17 de maio de 2021 às 12:00

Divulgação

Alagoas encerra a semana com mais uma ótima notícia na área da saúde e um marco histórico para a Política Estadual de Transplantes. Nas primeiras horas desta sexta-feira (14), o Estado realizou o primeiro transplante de fígado e, desse modo, deu a largada para que, a partir de agora, todos os alagoanos que necessitem deste procedimento não tenham mais que migrar para outras regiões do Brasil.

O primeiro paciente a receber um novo fígado em território alagoano foi Jorge Ricardo Queiroz de Andrade, de 57 anos, vítima de cirrose, em decorrência de uma hepatite. Ele recebeu o órgão de uma enfermeira que tinha 43 anos e foi vítima de um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH). Depois de se inscrever na Lista de Transplantes de Pernambuco, uma vez que Alagoas ainda não realizava este procedimento, ele passou a integrar a fila de Alagoas no último dia 11 de março e, dois meses e dois dias depois, conseguiu, finalmente, realizar o procedimento, em um tempo considerado recorde.

O transplante, que ocorreu de forma satisfatória e cujo quadro de saúde do paciente é estável, foi realizado na Santa Casa de Maceió, credenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para realizar este tipo de procedimento, conforme a Portaria Federal N°313, expedida em 7 de abril de 2020. O procedimento cirúrgico foi coordenado pelo médico Oscar Ferro, que atuou com os médicos Aldo Barros, Claudemiro Neto, Flávio Falcão, Danilo Amaral, Felipe Augusto Porto, Leonardo Wanderley e Cira Queiroz, além da equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de Enfermagem.

“Nosso trabalho foi iniciado ainda em 2019, quando começamos a elaborar o projeto para credenciarmos Alagoas a realizar o transplante de fígado. Após enviarmos toda a documentação exigida, fomos até Brasília e, posteriormente, uma equipe do Ministério da Saúde esteve na Santa Casa de Maceió, onde vistoriou a estrutura e comprovou que tínhamos condições técnicas de realizarmos este procedimento, emitindo, assim, a certificação e nos credenciando ao Sistema Único de Saúde [SUS]”, explicou o médico Oscar Ferro.

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