Professores denunciam realidade da educação em Água Branca

“A prefeita é professora, o secretário é professor e a educação é assim”

Por Redação | 29 de setembro de 2014 às 0:27

Durante o período de 03 a 31 de julho a educação em Água Branca paralisou suas atividades em uma greve que contou com o apoio de pais, alunos e da sociedade aguabranquense em todos os dias de mobilização permanente no centro da cidade. A greve, segundo a diretoria, foi a mais extensa ocorrida no município onde os professores reivindicavam a implantação do piso nacional, criação da gestão democrática, além de cobrarem transparência em relação ao uso dos recursos do FUNDEB.

 

escola grande
Esta é a realidade de uma escola pública municipal localizada na zona rural de Água Branca

 

Depois de vários encontros com representantes da gestão municipal, o SINFUMAB (Sindicato dos Funcionários Municipais de Água Branca) não recebeu nenhuma contra proposta, fazendo com que a greve perdurasse por todo o mês de julho. O desembargador de justiça, Washington Luiz Damasceno de Freitas, decretou ilegalidade na greve e assim os professores voltaram as atividades em seus locais de trabalho.

 

A equipe do site Radar 89, ouviu representantes do sindicato e segundo afirmaram os mesmos, depois da greve, vários acontecimentos chamaram a atenção. Além de até agora não ter atendido a nenhuma das reivindicações, a prefeitura ainda cortou o repasse automático que fazia direto na folha de pagamento da educação para o sindicato, desde a paralisação, fazendo com que o caixa da instituição zerasse. Diante desse quadro de desprestígio, os professores se sentem desmotivados e procuram meios para que o sindicato não perca a rigidez e o apoio da sociedade. Um fato que merece destaque positivo é o aumento de associados, aproximadamente 70 novas adesões foram registradas nos últimos meses, segundo o presidente Odir Siqueira.

 

Mesmo com uma vasta lista de problemas nas estruturas física e administrativa da pasta, o município de Água Branca conseguiu um bom desempenho no IDEB. “Essa conquista se deve única e exclusivamente, ao empenho de cada profissional, que se esforça para que os alunos recebam uma educação de qualidade, porque se dependesse da prefeitura, esse resultado seria bem diferente”, afirmou Odir Siqueira, presidente do SINFUMAB.

 

Para os dirigentes do sindicato o maior defeito da educação em Água Branca está na gestão. Perseguição, desvalorização, falta de capacitação são fatores negativos causadores de tanta euforia e polêmica no que tange a educação da “Terra do Barão”.

 

Deixe aqui seu Comentário

ENQUETE
  • Você está tomando os cuidados necessários para o coronavírus?

    Carregando ... Carregando ...
  • INSTAGRAM
    Radar notícias © 2014 - 2020 Todos os direitos reservados.