Rodrigo Rocha Cavalcanti é tema de post e é batizado como o “xerife do sertão” (Entenda)

Por Redação | 13 de julho de 2015 às 11:08

Delegado Rodrigo Rocha Cavalcanti. Crédito: Ítallo Timóteo - Radar 89
Delegado Rodrigo Rocha Cavalcanti. Crédito: Ítallo Timóteo – Radar 89

O delegado de Polícia Civil aposentado, Flávio Saraiva, publicou, em seu blog Segurança em Foco, no portal Gazetaweb, post com o título “O Xerife do Sertão”, que fala sobre o delegado da PC de Alagoas, Rodrigo Cavalcante, titular da Delegacia Regional de Delmiro Gouveia (1ª DRP).

 

Em 2003, viajando pelo Sertão Alagoano, fui apresentado ao então novo Delegado de Polícia titular da Regional de Delmiro Gouveia – Rodrigo Cavalcante, que vestia um terno de cor verde, contrastando com a vegetação seca do local, e na cintura largo cinto de guarnição com uma pistola .40 acomodada no coldre, ocupando grande parte da perna. Levado a fazer conclusões à primeira impressão, logo o defini com certa ironia: trata-se de um xerife, falta-lhe apenas o chapéu e o distintivo.

 

Chegou lá solteiro, mas não demorou muito para constituir família e fixar residência na região, condição que mais tarde lhe rendera muitos frutos para o trabalho policial. Integrado na sociedade local, passara a ter interlocução direta com as lideranças políticas, comunitárias, eclesiásticas, empresariais etc, facilitando o recebimento de informações essenciais ao trabalho policial.

 

Estabelecera com juízes e promotores relação de confiança fundamental no atendimento de representações por mandados de prisão e de busca e apreensão; afinidade que se estendera aos policiais militares e guardas municipais, iniciando integração que teve seus efeitos notados com a sequência de prisões de quadrilhas de traficantes de drogas, ladrões de gado, homicidas etc, sempre em grande número.

 

Com a relevância do trabalho e a quantidade de presos pousando para fotos como se fossem integrantes de time de futebol – em pé, agachados e sentados, os jornais impressos e sites eletrônicos de notícia repercutem as operações policiais comandadas por ele, dedicando-lhe a primeira página e chamada de destaque.

 

Depois da instalação da gestão de resultados na segurança pública, com cobrança de cumprimento de metas nas áreas de responsabilidades de oficiais e delegados de polícia, fora possível avaliar o trabalho de Rodrigo Cavalcante e assim merecer justa homenagem dos superiores hierárquicos por cumpri-las.

 

Sobre o método de trabalho, faz questão de afirmar que é focado no combate ao tráfico de drogas, que tem como consequência apreensão de armas e prisão de homicidas, impactando na redução de roubos e outros crimes contra o patrimônio.

 

Rodrigo admite a dificuldade inicial que tivera ao assumir a missão de comandar efetivo policial; hoje, mais maduro, com grande rede de informantes, cautela e menos emoção, garante ter encontrado o equilíbrio necessário ao gestor policial.

 

As horas de folga são aproveitadas para cuidar dos cavalos, grande paixão, mas com eles não vai à caça de bandidos como faziam os xerifes no Oeste Americano, prefere derrubar boi nos parques de vaquejada.

 

Passados doze anos, confirmo a primeira impressão, trata-se de um xerife, desnecessários o chapéu e o distintivo, basta-lhe o reconhecimento do sertanejo.

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