Sesau vai prestar assistência psicológica a familiares de mortos pela Covid-19

Por Ascom Sesau | 19 de julho de 2020 às 15:00




Foto: Divulgação

Além da dor de perder um ente querido, os familiares dos mortos pela Covid-19, em sua maioria, têm desenvolvido graves transtornos mentais, uma vez que são impedidos de concretizar o luto, já que os rituais fúnebres são limitados e não há contato com o falecido, devido ao risco de contaminação. Diante desta realidade, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) lançou, nesta sexta-feira (17), o Programa Cuidados ao Luto, onde psicólogos da Supervisão de Atenção Psicossocial contatam as esposas, maridos, irmãos, filhos e pais das vítimas da pandemia do novo coronavírus, prestando assistência psicológica até que eles consigam superar o momento da perda.

A medida foi adotada com base no fato de que a impossibilidade da despedida pode levar àexpectativa de que aquela morte não aconteceu, uma vez que não se vê o corpo. E, como se não bastasse, o velório, quando ocorre, é feito por pouco tempo e limitado a menos de uma dezena de pessoas. Com isso, o Cuidados ao Luto tem o propósito de fomentar alternativas que proporcionem uma adaptação dos familiares à falta que o falecido irá trazer ao convívio social, principalmente porque o desaparecimento ocorreu de forma abrupta e, caso a vítima tenha ficado interna, o contato físico foi impedido, uma vez que as visitas a pacientes da Covid-19 são expressamente proibidas, visando evitar a disseminação do novo coronavírus.

Para realizar o contato com os familiares das vítimas da Covid-19, os psicólogos da Assessoria de Atenção Psicossocial da Sesau irão receber diariamente os relatórios do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Alagoas (Cievs/AL), que descreve a relação dos óbitos. Com o contato dos familiares, eles irão acioná-los, de maneira não invasiva, verificando se necessitam de um suporte psicológico devido à morte do ente querido, vitimado em decorrência da pandemia do novo coronavírus, conforme ressalta o supervisor de atenção psicossocial, Rodrigo Gluck.

“Caso o familiar aceite, nossa equipe de psicologia fará o acompanhamento, seguindo um protocolo de acolhimento e conforto. Se for notada a necessidade de um acompanhamento mais prolongado, eles serão direcionados ao Alô Saúde Mental. Com esta medida, estaremos contribuindo para evitarmos o surgimento de um exército de pessoas com depressão, pelo fato de não terem vivenciado um luto pleno pelas vítimas da Covid-19”, salienta o supervisor de Atenção Psicossocial da Sesau, Rodrigo Gluck.




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