Taxa Selic deve permanecer baixa a médio prazo, apostam economistas

Por Bahia.ba | 24 de janeiro de 2020 às 1:00

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária), em sua última reunião de 2019, alterou a meta da taxa Selic para 4,5% ao ano. Tal redução leva a taxa a patamares mínimos já registrados, devendo assim permanecer a médio prazo, de acordo com economistas.

“Esperamos que a meta para a taxa Selic fique estável em 4,5% ao ano durante o ano de 2020, e com possibilidade de subir para 6,25% ao ano em 2021 e 2022 se tivermos retomada do crescimento econômico e fim da ociosidade na economia”, comenta Rafael Leão, economista chefe da Arazul Capital.

De acordo com o economista, o crescimento econômico deve continuar baixo no curto prazo, o que sustenta a manutenção da Selic no atual patamar – ele não descarta eventuais ajustes (cortes pequenos) em 2020 caso o crescimento novamente não ocorra.

Com esse cenário, o investidor enfrenta um desafio para buscar rentabilidade. A queda da taxa Selic afeta a rentabilidade de investimentos atrelados ao índice, sobretudo os de renda fixa.

“Acabou a época do rentismo onde os títulos de renda fixa pagavam mais de dois dígitos percentuais ao ano praticamente sem risco. É preciso diversificar seus investimentos e se expor ao risco, de maneira controlada, para atingir níveis de rentabilidade atrativos”, comenta Ricardo Hoffmann, especialista da FNW Investimentos.

“Dois investimentos que devem ser considerados são Fundos Multimercados, que possuem certa liberdade para aproveitar as oportunidades de cada mercado, e apresentam relação risco retorno interessante, e Fundos Imobiliários, onde o investidor se torna ‘sócio’ de um investimento imobiliário e recebe aluguéis através de dividendos que são isentos de imposto de renda”, acrescenta.

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