Ufal Campus do Sertão sedia atividades da SBPC Educação

O evento reúne ainda a SBPC Afro-Indígena, que envolve comunidades quilombolas e remanescentes indígenas do Estado.

Por Veruscka Alcântara com Ascom Ufal | 18 de julho de 2018 às 13:43

 

Evento faz parte da 70ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que, pela primeira vez, será realizada em Alagoas.

 

Nesta quinta (19) e sexta-feira (20), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Campus do Sertão será palco das atividades da SBPC Educação. O evento faz parte da 70ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que, pela primeira vez, será realizada em Alagoas.

 

O evento tem como tema Ciência, Responsabilidade Social e Soberania e acontece na Ufal, no campus A.C. Simões, em Maceió,de 22 a 28 de julho, mas, devido a grande demanda, traz atividades nos outros dois campi – Arapiraca, e do Sertão, em Delmiro Gouveia, nos dias 19 e 20.

 

A programação na Ufal Campus Sertão será aberta às 9h desta quinta-feira, com a presença do vice-reitor da Ufal e coordenador da comissão local do evento, José Vieira, autoridades, além da antropóloga Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros, que recebe uma homenagem. “A programação será composta de conferência de abertura e mesas-redondas focadas nas metodologias de ensino, ou seja, vai ser um evento focado no ensino e para o público que está ligado à educação e à sala de aula. E vamos convidar profissionais de todos os municípios do entorno dos campi para participar”, explicou o professor José Vieira.

 

As reuniões da SBPC têm o objetivo de debater políticas públicas nas áreas de CT&I e difundir avanços da Ciência em diversas áreas do conhecimento para a população. Com base nisso, o presidente da entidade comentou sobre a importância de se melhorar a educação pública e, em especial, a educação científica no País, algo que ele classificou como grande desafio e reforçou que é direito de cada brasileiro, principalmente dos jovens, ter a oportunidade de adquirir conhecimentos e práticas básicas, bem como de informações sobre CT&I.

 

“Não só de seu funcionamento, mas também seus riscos e limitações. Isto lhes dá condições de entender melhor o seu entorno, ampliar suas oportunidades profissionais e lhe possibilita uma atuação cidadã mais qualificada”, disse Ildeu Moreira.

 

Em Alagoas, o avanço em CT&I já é realidade. Dados divulgados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), durante o Seminário dos Coordenadores Regionais da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), ocorrido em setembro de 2017 em Brasília, apontaram que, em 2015, o Estado ocupava a 23ª colocação em ações de popularização da ciência e agora se posiciona em 8º lugar.

 

“O salto em ações dessa temática demonstra para nós que isso é uma realidade, que precisamos reforçar ainda mais e continuar apoiando. É importante, também, pois mostramos o potencial do Estado e que a CT&I não é uma coisa tão distante de nós alagoanos”, enfatizou o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), Fábio Guedes.

 

Já na visão de Ildeu Moreira, a Ufal e a Fapeal têm desempenhado papeis decisivos para esse desenvolvimento em Alagoas. “O avanço da CT&I no Estado tem sido, de fato, bastante significativo e é importante que prossiga este crescimento na produção científica e que o sistema estadual de CT&I se consolide cada vez mais. A Reunião Anual da SBPC pode ajudar em dar mais visibilidade ao que já se tem feito e também possibilita um debate mais amplo sobre a situação de ciência, educação, tecnologia e inovação no País e sobre como Alagoas se insere e participa deste esforço permanente de aprimoramento da ciência”, apontou.

 

O professor José Vieira salientou que o fato de Alagoas vir formando e recebendo maior número de doutores – seja pela expansão da Ufal como pela consolidação das universidades estaduais – e o trabalho realizado pela Fapeal no sentido de dar transparência a editais voltados ao estímulo do desenvolvimento da pesquisa também explicam o recente avanço em áreas de CT&I.

 

“A Universidade Federal tem cumprido o papel de renovar seus quadros, expandir com novos cursos e novos projetos, as estaduais também consolidando seu quadro e de certa forma, talvez numa proporção menor, as particulares. A pesquisa, independente de onde esteja, atinge a todos de modo geral.”

 

SBPC Afro-Índígena

 

O evento reúne ainda a SBPC Afro-Indígena, que envolve comunidades quilombolas e remanescentes indígenas do Estado. Em Delmiro Gouveia, acontece nos dias 23 e 24 de julho, com uma programação composta de atividades culturais, palestras, exposição e vendas de livros e artesanatos com temáticas étnicos raciais afro e indígena.

 

O professor José Vieira considera a SBPC Afro-Indígena  um grande diferencial. “Isso é muito significativo, pois estamos num contexto recente em que a Serra da Barriga foi tombada como patrimônio cultural do Mercosul e evoca toda uma história de resistência, tanto de ex-escravos como de indígenas que nesse contexto da expansão do açúcar e da cultura canavieira acabaram incorporados a esse setor produtivo de forma coercitiva, mas resistindo de diversas formas, inclusive com os famosos mocambos, quilombos”, comentou.

 

Veruscka Alcântara, Jornalista, com informações da Ascom Ufal

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