Após ganhar liberdade, vereadores de Joaquim Gomes se apresentam à Justiça

Por Gilca Cinara | 16 de outubro de 2014 às 13:39

Cada Minuto
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Os oito vereadores de Joaquim Gomes deverão se apresentar à Justiça, ainda nesta quinta-feira (16), após receberam a liberdade. A apresentação será informá-los sobre o cumprimento de medidas cautelares. Os habeas corpus foram expedidos pela 17ª Vara Criminal, que também determinou a prisão dos acusados de receber propina para integrar a base aliada do prefeito Antônio de Araújo Barros, o Toninho Batista.

 

De acordo com o advogado Welton Roberto, a decisão foi expedida juntamente com o pedido de afastamento. Segundo ele, a agravação apresentada pelo MPE, onde mostra os vereadores recebendo dinheiro de secretário de saúde do município, precisar ser periciada já que passou por uma edição.

 

O advogado disse ainda que não existe prazo para que essa perícia seja realizada e, por isso, a prisão dos vereadores não poderia ser sustentada durante todo esse tempo. Mesmo com a decisão favorável para os parlamentares, ainda não se sabe qual o horário que eles deixarão a Casa de Custódia.

 

Os acusados foram afastados dos cargos a pedido do Ministério Público Estadual (MPE/AL). Que também solicitou a posse imediata dos suplentes.

 

Os parlamentares presos foram Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva, Antônio Emanuel de Albuquerque de Moraes Filho (Maninho) e ex-secretário de Saúde Ledson da Silva e a vereadora Tereza Cristina Oliveira de Almeida.

 

O caso

 

Os oito vereadores foram presos enquanto participavam da sessão ordinária na Câmara Municipal no dia 8 de outubro, em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

 

A operação, denominada pelo promotor de Justiça de Joaquim Gomes, Carlos Davi, de “Mensalinho”, em referência ao Mensalão – maior escândalo de corrupção política mediante compra de votos de parlamentares no Congresso – investiga o pagamento de propina entre o Legislativo e o Executivo Municipal.

 

De acordo com o promotor, a investigação teve início com base no vídeo, feito em outubro de 2013, em que aparecem quatro vereadores recebendo dinheiro da antiga gestão do executivo municipal. Outros quatros foram citados pelo secretário de saúde.

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