Por Redação com Ascom | 12 de setembro de 2015 às 11:54
Uma operação da Companhia de Saneamento deAlagoas (Casal) junto com o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), com o objetivo de combater o furto qualificado de água e punir responsáveis por crimes resultou, nesta sexta-feira (11), na prisão em flagrante de Ângela Maria Mariano da Silva, que é irmã da prefeita de Major Isidoro.
O furto de água ocorreu na casa dos pais da prefeita Maria Santana Mariano da Silva (PTB), que não estavam em casa, por isso, a filha deles foi presa. A ação, que acontece também no município de Maravilha, conta com o apoio das polícias Civil e Militar.
Segundo o MP, a operação começou a ser planejada há três meses, quando denúncias chegaram à Procuradoria-Geral de Justiça através da Casal, informando que políticos da região, produtores rurais e comerciantes estavam fraudando os registros de água e retirando-a ilegalmente das tubulações que levam abastecimento às residências e negócios de pequeno e médio portes nessas cidades.
Na casa dos pais da prefeita, os técnicos e engenheiros da Casal descobriram uma tubulação de diâmetro de 50mm que foi interligada à rede da Companhia de forma criminosa, inclsuive porque este é um dos motivos pelo qual falta água na cidade.
“A quantidade de água ilegal que é retirada da rede de abastecimento é enorme porque, durante a semana, são várias as viagens que os carros-pipas fazem. Eles captam a água e abastecem um hotel de propriedade da família e vários órgãos públicos. Isso já constatamos por meio do nosso serviço de inteligência”, informou Francisco Beltrão, vice-presidente da Casal.
Os segundo e terceiro alvos foram os lava jatos JF e Edson, também em Major Izidoro. Seus donos, José Fernandes e Edson Lins dos Santos foram detidos pelo crime de furto qualificado de água. No JF, a fraude foi no hidrômetro, praticada com a finalidade da adulteração no consumo de água. Já no lava jato do Edson, a irregularidade foi na captação ilegal de água na rede de abastecimento da Casal.
“As pessoas presas vão ser responsabilizadas penalmente após os promotores naturais de cada comarca receberem os inquéritos policiais. Além disso, a Casal deverá ingressar com as devidas ações de ressarcimento, buscando reaver os prejuízos sofridos”, esclareceu o promotor de Justiça Luiz Tenório.
De acordo com MP, ao todo, 17 alvos serão fiscalizados pelo órgão e pela Casal durante toda a sexta-feira. Até o momento, não houve resistência as prisões e os suspeitos serão levados para as delegacias regionais de Batalha e Santana do Ipanema, onde os flagrantes serão feitos.
Os suspeitos serão indiciados e ficarão à disposição da Justiça. O crime de furto qualificado prevê pena de prisão que pode variar entre dois e oito anos de reclusão.