Por Redação | 2 de dezembro de 2014 às 12:38

O empresário delmirense, Rafael Campos, apresentou aos vereadores na última sexta feira algumas considerações sobre o projeto 024/2014 que institui a CIP- Antiga taxa de Iluminação Pública.
Para Rafael o projeto não traz informações importantes, e transparentes:
“No projeto 024/2014 o Sr. Prefeito solicita a aprovação da CIP-Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública, justificando que a mesma será útil para custear o fornecimento de energia elétrica da iluminação das vias, logradouros e demais bens públicos de uso comum, bem como para gestão e eficiência energética dos serviços de iluminação pública, especialmente a manutenção, melhoramento e a expansão das áreas públicas de iluminação. Porém, o mesmo em sua justificativa não informa o custo atual que o município tem com esse serviço e de que forma vem custeando o mesmo.
A falta de argumentação e de informações sólidas torna o argumento do prefeito solúvel e questionável, devendo os nobres vereadores aprofundar os estudos da viabilidade da mesma.”
Rafael ainda questiona a forma de reajuste e como foram estabelecidas as alíquotas.
“No PL 24/2014, Art. 7. O Inciso 30, não determina a forma de reajuste, ora é IGP-M/FGV ora outro índice de preço que vier a ser aplicado para correção de débitos tributários municipais. Dessa forma o município fica liberado para aplicar o índice de reajuste que lhe convier, sem, necessariamente obedecer nenhuma regra ou critério próprio para reajuste.
O Inciso 40 autoriza o município a reajustar a taxa mensalmente por norma Nacional sem citar que norma seria essa.
Não se justifica as cobranças do Anexo I. De onde foram tiradas tais alíquotas? “
Rafael campos advertiu sobre as possíveis consequências da aprovação da CIP.
“O comércio local não suportaria a cobrança dessa taxa, a implementação da mesma gerará inflação, desemprego, fechamento de empresas e afugenta da nossa cidade a possibilidade de novos investimentos atração de novas empresas enfraquecendo substancialmente o potencial econômico da cidade.
O momento exige incentivos e não taxações e criação de impostos travestidos de contribuições.”
O projeto que institui a CIP será votado pelo plenário da câmara na próxima quinta (4). A expectativa é de que a câmara não aprove o projeto.