Viatura é apedrejada e militares lançam bombas em enterro de suspeitos de assalto

Confusão ocorreu durante enterro de jovens no Cemitério São José; eles foram mortos em operação policial

Por Cada Minuto | 6 de novembro de 2014 às 3:14

baratatatatataTumulto e tiroteio marcaram o enterro de dois, dos cinco jovens, mortos nesta terça-feira (04) durante uma operação policial que impediu um assalto a residência no bairro de Guaxuma, em Maceió. A confusão aconteceu por volta das 16h em frente ao Cemitério São José, no Trapiche da Barra.

 

Segundo a polícia, uma viatura da Rádio Patrulha passava pela Avenida Siqueira Campos quando foi atingida por pedras arremessadas por pessoas que acompanhavam o enterro dos rapazes. Os militares da RP, então, efetuaram disparos com balas de borracha e lançaram bombas de efeito moral para dispersar.

 

Dois ambulantes contaram à reportagem do CadaMinuto que um ônibus com um grupo de parentes e amigos da vítima chegava ao cemitério e instantes depois iniciou a confusão. Laudinete Araújo, comerciante que estava no momento da confusão, relatou a tensão vivenciada na tarde de hoje.

 

“Eu estava atendendo um pessoal e de repente começou a correria. A polícia diz que revidou após ser atingida por pedradas. Eles atiraram balas de borracha e jogaram bombas de efeito moral, que por pouco não me atingiu. Mas tivemos prejuízo porque nossos banquinhos foram quebradas durante a confusão”, contou a comerciante mostrando as marcas no chão e na parede do cemitério.

 

A confusão durou alguns minutos, mas logo as pessoas começaram a deixar o local. As marcas do ‘confronto’ puderam ser vistas pelo chão e parede), além dos pedaços dos bancos de plástico que ficaram espalhados na calçada do cemitério São José. Quando a reportagem esteve no local, a confusão já tinha sido encerrada e não havia mais movimentação no local.

 

A morte dos cinco rapazes aconteceu durante uma operação realizada pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual de Alagoas, em parceria com a Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds). Segundo a polícia, o grupo estaria articulando o assalto a uma residência.

 

Durante cinco meses o Gecoc e o serviço de inteligência da Seds e da Polícia Militar investigaram a organização criminosa. O plano para assaltar a residência em Guaxuma foi articulado nesse mesmo tempo e, desde então, o MPE/AL e as polícias acompanhavam os passos dos bandidos.

 

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