A pedido da família, George Sanguinetti fará análise sobre morte de soldado Izabelle

Especialista afirma que conclusão de tiro acidental não tem fundamento

Por Cada Minuto | 30 de outubro de 2014 às 14:45

306849d0cc2ec21367507d82a706e239O perito criminal George Sanguinetti realizará uma análise sobre a morte da soldado da Polícia Militar Izabelle Pereira a pedido da família e do advogado. Em sua página na rede sociais, o especialista afirmou que a hipótese da metralhadora ter disparado sozinha não tem fundamento.  A soldado foi morta por uma rajada de metralhadora dentro de uma viatura da Polícia Militar, no dia 31 de agosto.

 

A versão de que a morte dela foi acidental é contestada pela família e o advogado de defesa, Tiago Pinheiro. “As informações iniciais que uma das metralhadoras disparou sozinha e matou Izabelle, não tem fundamento e a própria perícia do Instituto de Criminalística, forneceu laudo, onde fica evidente que o gatilho foi acionado, ou seja, houve ação humana, para que a metralhadora disparasse se culposa ou dolosa, o exmo. juiz vai declarar, após a conclusão do inquérito e parecer do Ministério Público”, afirmou Sanguinetti.

 

Para ele o caso envolvendo a morte da soldado é “anormal” já que cápsulas de revólver calibre 38 foram encontradas dentro da viatura,  fato que não foi citado por nenhum policial que estava na viatura. “Se os tiros tivessem vindo de fora, na tentativa de justificar o evento como emboscada, no interior do veículo estaria projéteis, jamais cápsulas. Um dos policiais da viatura declara, que ao ouvir a rajada, colocou o braço para fora e disparou com pistola ponto 40. Só que os estojos foram encontrados dentro do carro. Se disparada para fora, teria caído fora do carro. Com a reconstituição vai aparecer autoria, em análise do caso por computação gráfica ficou evidente o intencional”, completou o perito criminal em sua postagem.

 

Sanguinetti classificou como lamentável a posição inicial sobre a afirmação de que a morte foi um acidente. “Lamentável que militares em posição de comando (oficiais superiores), tenham se antecipado ao inquérito e ao juiz, afirmando o acidente que não houve, que a arma disparou só”, assegurou ele.

 

Ontem, o juiz José Cavalcanti Manso, da 13ª Vara Militar, determinou a exumação do corpo de Izabelle, a pedido do delegado Lucimério Campos, da Delegacia de Homicídios, que teve parecer favorável do Ministério Público do Estado (MPE/AL). O magistrado determinou também que a polícia realize a reconstituição da cena do momento dos disparos.

 

Homicídio culposo

 

Após analisar o autos do inquérito que envolve a morte da soldado da Polícia Militar Izabelle Pereira, o advogado dos militares, Leonardo Moraes defende que uma possível linha de investigação é de que alguém teria manuseado a arma antes fossem efetuados os disparos que atingiram mortalmente a militar.

 

Segundo o advogado, “os estudos apontam para a prática de homicídio culposo, ante a negligência no manuseamento do instrumento ou falta de cuidado”.

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