A Prefeitura, as demissões e o povo!

Mais um artigo do Geógrafo, Professor Felipe Ferreira

Por Felipe Ferreira | 31 de outubro de 2014 às 17:03

O que me preocupa no nosso caso aqui em Delmiro é quanto aos índices educacionais o IDEB mostra isso na séries iniciais, vejamos:

 

tabela - ideb

 

Precisamos melhorar e muito. Fico na expectativa de que os problemas que a equipe da prefeitura liderada pela vice prefeita elencaram em entrevista na rádio Delmiro AM, sejam resolvidos e que de fato os gastos sejam cortados e/ou reduzidos.

 

Penso nos que ficarão sem trabalho, penso nas agruras que passarão, penso na incapacidade desta prefeitura de promover geração de emprego e renda neste município polo do sertão de Alagoas. Nosso destaque, como um importante polo ou cidade regional não condiz quando se olha para parte do nosso povo e se vê que a esperança desse povo está sustentada na ideia de um contrato. É preciso fazer com que esse mesmo povo possa ter em sua frente oportunidades, vias que os levem a desenvolver-se, não tendo o poder público municipal como um cabide para tal feito.

 

Segundo as projeções do IBGE nosso município conta com uma população de 51.349 habitantes, numa área municipal de 607.813 km2, geograficamente estamos privilegiados na confluência de 4 estados, o que nos impulsiona a pensar nas possibilidades de crescimento regional através da geração de renda por vieses comerciais e agora muito mais com o canal adutor do sertão alagoano, temos aqui uma das sedes do programa de expansão da Universidade Federal  de Alagoas.

 

Como entender que uma das cidades mais bem estruturadas em Alagoas tem problemas também estruturantes, UPA que não funciona, bairros como Ponto Chique em que crianças pisam no solo sem saneamento básico, tais problemas aqui colocados são apenas alguns.

 

Como entender que temos uma câmara de vereadores que parece não ter ótica para tratar de tais temas em suas reuniões ordinárias, como entender que foram eleitos pelo povo e que em alguns casos esse mesmo povo só tem a oportunidade de vê-los em períodos de quadriênios, como entender, como?

 

É de se lamentar que nem todos os filhos da terra do pioneiro não tenham alcance ao progresso que Delmiro Augusto da Cruz Gouveia no inicio do século passado vislumbrou para este chão semiárido.

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