“Em AL dois vereadores foram mortos e não houve repercussão nacional” Afirma Arthur Lira durante sessão na câmara

Por Ítallo Timóteo com Cada Minuto | 23 de março de 2018 às 16:09

 

Na sessão de ontem, 21, na Câmara, o deputado Arthur Lira (PP) repercutiu uma entrevista que concedeu à rádio CBN na semana passada, acerca dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, entre outros assuntos relativos à segurança pública.

 

O parlamentar destacou que toda a sociedade tem que reagir ao crime e o poder público solucionar o caso, mas lembrou que a violência não está restrita ao Rio de Janeiro.

 

“No meu Estado, há menos de dois meses, dois vereadores foram trucidados na cidade de Batalha, e não houve repercussão nacional. Alagoas apresenta os maiores índices de violência urbana tanto na capital quanto no interior, e isso não repercute no cenário nacional”, criticou.

 

No plenário, Lira também defendeu a intervenção federal na segurança pública no Rio, mas cobrou explicações para alguns questionamentos, principalmente em relação à falta de recursos.

 

“O que está acontecendo com essa intervenção?… Está lá o Exército dizendo que não tem dinheiro; está aqui o Congresso Nacional acocorado porque votou a favor da proposta que veio do Palácio do Governo; a população do Rio de Janeiro não sentiu até agora nenhuma mudança drástica. Por que não foi destinado o dinheiro para atender as necessidades das Forças Armadas, que estão também lá a pagar um desgaste desnecessário”.

 

O deputado avisou que buscará respostas, por escrito, do ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, acerca das razões pelas quais a intervenção não está tendo medidas mais práticas.

 

“Se alguma coisa está errada, este Congresso não vai se calar, porque não pode ficar desmoralizado nem à mercê de inconsequentes, de bandidos, de traficantes… Nós apoiamos todas as medidas para que o Governo consiga trabalhar, mas é necessário que ele dê explicações. Precisamos que o dinheiro chegue ao seu destino, para que as Forças Armadas não parem de funcionar, para que a intervenção não se desmoralize”, finalizou.

 

 

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