Por Assessoria de Comunicação | 25 de setembro de 2017 às 11:00
Alguns sites de notícias divulgaram matérias reportadas à minha participação como usuária do Programa Bolsa Família do Governo Federal. Sim, eu confirmo. Fui usuária até 2012 por ter pertencido à classe que tem direito ao benefício. Em Água Branca, todos sabem de minha origem humilde. Venho da luta dos que são trabalhadores rurais, em busca de dias melhores. Portanto, não fujo à regra de milhares de brasileiros, especialmente nordestinos, que já buscaram apoio financeiro nos Programas Federais.
O Bolsa Família é um programa de transferência de renda do Governo Federal para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade social. Pois bem, até o ano de 2012 eu estive inserida nesse contexto. Primeiro, porque preenchi as exigências legais para tanto e, segundo, porque estava passando por um momento muito delicado de minha vida. É relevante destacar, porém, que ao obter melhor situação financeira e renunciar ao benefício, fiz o que qualquer pessoa decente faria, inclusive devolvendo o que recebi após o pedido de desligamento.
Não tenho – e jamais tive – a intenção de praticar atos ilegais ou desonestos. Durante o período em que fui usuária do programa assistencial apresentei todas as informações necessárias ao meu cadastramento, que foi submetido à autoridade competente e aprovado.
É certo que no ano de 2013 meu marido entrou para a política a convite de seus pares e venceu as eleições que disputou (primeiro, Vereador e, depois, Vice-Prefeito, cargo que ocupa hoje), alterando sobremaneira a nossa posição social e eu sempre estive ao seu lado. Mas, o que tem de errado em um homem do campo ingressar na política e ser vencedor? Ainda bem que a matéria reforça o meu comportamento e a minha dignidade ao me desvincular do Cadastro Único no momento em que a minha situação financeira se modificou. Por isso, faço questão de anexar à presente os documentos que comprovam a minha atitude.
O que não ficou explícito na matéria, porém, foi o trabalho que temos desempenhado no serviço público. Hoje, somos empregados do povo. Eu, particularmente, por já ter sido usuária de um dos maiores Programas de combate à fome e a pobreza deste país, me sinto devidamente qualificada para entender as angústias e as necessidades dos menos favorecidos que nos procuram diariamente na Secretaria de Assistência Social e isto só me faz sentir orgulho de minha trajetória de vida.
Hoje, estou à frente da Secretaria de Assistência Social de minha cidade e todos os dias oferto o melhor de mim para que os serviços cheguem até as pessoas.
Talvez este fato possa ter gerado certa inquietação por parte de alguns que, ao invés de procurarem estar ao lado das pessoas com menor poder aquisitivo, insistem em esmiuçar a vida de quem tem trabalhado muito em prol das minorias.
A minha pretensão à frente de uma pasta tão importante no município é procurar retirar famílias da área de vulnerabilidade social, buscando mecanismos para que elas possam gerar sua própria renda e, como eu, possam também se desligar do Programa e tocarem suas vidas com dignidade, sendo provedores do pão para os seus filhos com honestidade. Para que isto aconteça, estarei trabalhando sério, com afinco e vontade , procurando trazer cursos profissionalizantes para dar incentivo na geração de renda.
Todos sabem onde me encontrar: no meu trabalho, dedicando-me ao povo de Água Branca que nos confiou missões importantes que vamos continuar desempenhando com seriedade, responsabilidade e consciência tranquila de que estamos caminhando para o progresso e para a diminuição dos problemas diários enfrentados pelos bravos aguabranquenses.
Água Branca, 22 de setembro de 2017.