Vaqueiros protestam pelo país contra a proibição da vaquejada; BR-423 em AL foi bloqueada

Vaqueiros e trabalhadores de vaquejadas bloquearam a BR-423 em Inhapi, desde às 9h da manhã.

Por Ítallo Timóteo | 11 de outubro de 2016 às 12:40

14677980_1230993083619421_1983453824_oCentenas de vaqueiros e trabalhadores de vaquejadas estão desde as primeiras horas desta terça-feira (11), com um trecho da BR-423 interditado, no Povoado Leobino, município de Inhapi no Sertão de Alagoas. A reivindicação é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe a prática de vaquejadas em todo o país. A mobilização acontece em todo o país.

 

Segundo o Sargento Henrique, os vaqueiros estão desde às 9h da manhã, pneus e pedaços de arvores estão sendo queimados, até o momento a manifestação é pacifica, ainda segundo o Sargento da PM, a fila de veículos parados chega a mais de 10 quilômetros nos dois sentidos da rodovia federal. Apenas viaturas e ambulâncias estão sendo liberadas para passar o bloqueio.

 

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela proibição da vaquejada no estado do Ceará por considerar que a atividade impõe sofrimento aos animais. A Associação Brasileira de Vaquejada (ABVQ), por sua vez, argumenta que a decisão do STF “não acompanhou a evolução e adaptação do esporte”, que já não causaria mais sofrimentos ao animal.

 

O regulamento de bem-estar animal da ABVQ prevê que cavalos e gados das competições não passem fome nem sede, que tenham situações de estresse, medo e ansiedade minimizadas e que tenham áreas adequadas para descanso, por exemplo.

 

Alguns estados firmam ainda termos com os Ministérios Públicos e regulamentam outras ações, como a proibição do uso de luvas com pregos, parafusos ou objetos cortantes; a proibição de bater no animal, de dar choque, usar esporas ou chicotes, entre outras práticas.

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