Vereadores deixam prisão e familiares agridem a imprensa

Enquanto os vereadores deixaram a Casa de Custódia, familiares causaram tumulto.

{259f1927-dec2-4aa2-8653-cc573f4729d5}_dsc_0080Os oito vereadores por Joaquim Gomes, presos durante a operação Mensalinho deflagrada, na quarta-feira passada, 8, pelo Ministério Público Estadual (MP), com apoio das polícias Civil e Militar, deixaram a prisão nesta quinta-feira (16). Na porta da Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, os edis foram aplaudidos e a imprensa agredida pelos familiares.

 

Profissionais de diversos veículos de comunicação que acompanhavam a saída dos vereadores foram hostilizados pelos familiares. Um grupo de aproximadamente 50 pessoas partiu para o ataque a fim de impedir o trabalho dos jornalistas. Houve tumulto, agressão verbal e empurrões.

 

Um dos vereadores, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, abordado pela imprensa, se limitou a dizer “nada a declarar”. Os demais: Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva e Antônio Emanoel de Albuquerque Moraes entraram em seus veículos e saíram rapidamente do local. A vereadora Teresa Cristina de Almeida, que estava detida no presídio Feminino Santa Luzia, também foi liberada nesta tarde.

 

Em entrevista ao Alagoas24Horas, o advogado do vereador Cícero Almeida Lira, Adriano de Barros Monteiro, explicou que a decisão judicial transforma a prisão temporária em cautelar, que garante aos acusados, responder em liberdade com algumas restrições: retornar à residência às 21 horas e sair dela depois das 5 horas da manhã; além disso não podem frequentar a Câmara Municipal da cidade até que a investigação seja encerrada.

 

Questionado sobre quais medidas serão adotadas pela defesa dos edis, Monteiro esclareceu na próxima semana irão se reunir para tentar conseguir o retorno aos cargos. “Vamos avaliar com calma a decisão e nos reunirmos para tentar conseguir o retorno desses vereadores à Câmara, porque ao meu ver o afastamento dos vereadores é ilegal”, disse Adriano Monteiro.

 

Para a defesa, as provas que foram apresentadas são ilegais, a exemplo do vídeo que comprovaria o esquema criminoso, que não teria a autorização de nenhuma das partes, tampouco o aval da Justiça para servir como prova. “Não existe conjunto comprobatório das denúncias para provar que o crime foi cometido”, completou.

 

A defesa disse ainda que a principal preocupação dos edis é provar para a sociedade de Joaquim Gomes que não cometeram crimes.

 

Os vereadores foram soltos após argumentação da defesa de que os vereadores não representam uma ameaça às investigações. A decisão foi expedida pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.

Enquete: Professor Edvaldo é o vereador mais atuante de Delmiro

Há uma semana o portal Radar 89 lançou mais uma enquete. Os internautas responderam a seguinte pergunta:

 

Qual o vereador mais atuante de Delmiro Gouveia?

 

A casa legislativa de Delmiro Gouveia conta com 11 Edis e provoca na população várias reflexões sobre como se comporta aquela casa.

 

Veja o resultado:  

 

Edvaldo Nascimento (51%, 332 Votos)

 

Gato (15%, 98 Votos)

 

Edmo Oliveira (15%, 97 Votos)

 

Nenhum (8%, 52 Votos)

 

Pedro Paulo (6%, 37 Votos)

 

Valdo Sandes (3%, 19 Votos)

 

Cacau Correia (1%, 8 Votos)

 

Henriqueta Cardeal (1%, 6 Votos)

 

Kinho (0%, 3 Votos)

 

Geraldo Xavier (0%, 2 Votos)

 

Marcos Costa (0%, 1 Votos)

 

Kel (0%, 0 Votos)

Mensalinho: Justiça afasta vereadores de Joaquim Gomes dos cargos

Solicitação foi feita pelo MP, que irá propor ações penais e por improbidade contra acusados

Cada Minuto
Cada Minuto

A 17ª Vara Criminal da Capital afastou dos cargos os oito vereadores do município de Joaquim Gomes presos na semana passada, suspeitos de receber “mensalinho” para integrar a bancada de apoio ao ex-prefeito Toinho Batista (PSDB). O afastamento foi solicitado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL).

 

Segundo a decisão judicial, os vereadores devem ficar sem mandato eletivo enquanto durarem as investigações. Os promotores de Joaquim Gomes, Carlos Davi Lopes, e do Gecoc, Alfredo Gaspar de Mendonça, Antônio Luiz e Hamílton Carneiro, enviaram a 17ª cópias dos vídeos onde os vereadores aparecem recebendo dinheiro do ex-secretário municipal de Saúde.

 

“Pedimos para que os juízes determinassem a realização de perícia nas gravações para confirmar o envolvimento de cada um dos acusados. No mesmo ofício, também solicitamos que, caso essa perícia não pudesse ter o seu laudo apresentado até o final do prazo da prisão temporária, que os magistrados decidissem pelo afastamento, então, foi isso o que aconteceu”, explicou Alfredo Gaspar de Mendonça.

 

Além do afastamento da função, os promotores solicitaram ainda o monitoramento eletrônico dos acusados e outras medidas cautelares a fim de impedir que a apuração do caso seja atrapalhada.

 

“Também é importante esclarecer que não pudemos pedir a prisão preventiva dos vereadores porque, para que esse pedido tivesse condições de ser feito, tínhamos que ter em mãos os mesmos requisitos que serão apresentados na denúncia e, um deles, é a prova pericial. É o que determina a legislação processual. Em face disso, haja vista a impossibilidade do pedido de prisão preventiva, resolvemos solicitar o afastamento dos acusados dos cargos para os quais foram eleitos. Só após o laudo pronto é que vamos poder ajuizar as ações”, acrescentou o promotor.

 

De acordo com o promotor Carlos Davi, a Promotoria de Justiça de Joaquim Gomes e o Gecoc vão fazer propor ações por ato de improbidade administrativa e penal contra os vereadores. “Com relação ao prefeito, caso a perícia confirme o envolvimento dele no pagamento da propina, vamos encaminhar toda a documentação ao procurador-geral de Justiça para que ele analise as provas. Apenas o chefe do Ministério Público tem atribuição para denunciar autoridades que têm foro por prerrogativa de função”, esclareceu.

 

Segundo a 17a Vara, ainda que o prazo da prisão temporária só termine na sexta-feira, dia 17, a determinação do afastamento ocorreu hoje porque, até lá, o laudo da Perícia Oficial não estaria pronto, haja vista ‘as dificuldades de infraestrutura e a sobrecarga de trabalho’ daquele órgão. Os magistrados também informaram que expediram alvarás de soltura nessa mesma decisão.

 

Além do afastamento do cargo – que deverá ocorrer até o final das investigações e da instrução criminal – os juízes da 17a Vara Criminal da Capital determinaram também a posse imediata dos suplentes.

 

Além disso, outras medidas cautelares foram expedidas. Os parlamentares não podem manter contato entre si, estão proibidos de frequentar a Câmara Municipal, têm que se recolher em seus domicílios no período entre às 21h e às 05h da manhã, são obrigados a comparecer mensalmente ao fórum da cidade para justificar suas atividades e não podem se ausentar da Comarca sem autorização do Juízo.

Ibope e Datafolha mostram Aécio com 46%, e Dilma, 44% em 1ª pesquisa para 2º turno

Levantamento com 3.010 pessoas foi realizado entre 7 e 8 de outubro.

destaque_presidentePesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (9) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto no segundo turno da corrida para a Presidência da República:

 

– Aécio Neves (PSDB): 46%

 

– Dilma Rousseff (PT): 44%

 

– Branco/nulo/nenhum: 6%

 

– Não sabe: 4%

 

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição presidencial.

 

Votos válidos

 

Se forem excluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição, os índices são:

 

Aécio – 51%

 

Dilma – 49%

 

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 7 e 8 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01071/014.

 

Datafolha

 

Levantamento com 2.879 pessoas foi realizado nos dias 8 e 9 de outubro.

 

Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (9) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto no segundo turno da corrida para a Presidência da República:

 

– Aécio Neves (PSDB): 46%

 

– Dilma Rousseff (PT): 44%

 

– Branco/nulo: 4%

 

– Não sabe/não respondeu: 6%

 

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

 

É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição presidencial.

 

Votos válidos

 

Se forem excluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição, os índices são:

 

Aécio – 51%

 

Dilma – 49%

 

O Datafolha ouviu 2.879 eleitores nos dias 8 e 9 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01068/2014.

Em passagem por Maceió, Dilma diz esperar uma “onda alagoana” no 2º turno

Pela primeira vez na eleição deste ano, a petista subiu no mesmo palaque que Renan Filho e Collor em Alagoas.

Assessoria - Dilma
Assessoria – Dilma

Dando continuidade à campanha do segundo turno, a presidenta Dilma Rousseff esteve em Maceió no início da noite desta quinta-feira (09) após passar o dia cumprindo agenda na Bahia e em Sergipe. Acompanhada dos eleitos ao governo do Estado e Senado Federal, Renan Filho (PMDB) e Fernando Collor (PTB), a candidata petista escolheu o bairro Benedito Bentes para pedir votos aos eleitores e, durante discurso, fez críticas ao partido de seu concorrente, Aécio Neves (PSDB), falou em melhorias aos “pobres” e convocou “uma onda alagoana” às urnas no próximo dia 26 de outubro, quando o pleito será finalizado.

O discurso da presidente foi, em grande parte, voltado a destacar o trabalho realizado na região Nordeste durante os 12 anos do governo petista. Enfática, apesar da voz falha em virtude de uma crise de faringite, Dilma afirmou que ela e Lula, juntos, “inverteram a lógica” e deram “voz aos pobres”, o que, segundo a candidata, não foi feito pela gestão tucana em anos anteriores. “Eles [PSDB] governaram para as minorias e não deram ao Nordeste a atenção que ele merece. Nós mudamos a realidade e fizemos isto com um grande esforço, incluindo os pobres no orçamento”, disse, fazendo menção à criação de programas sociais como o Bolsa Família, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida.

Entre promessas, Dilma se comprometeu a concluir o Canal do Sertão e ampliá-lo para Arapiraca, assim como destacou investimentos em infraestrutura para o turismo. E se tratando dos problemas sociais enfrentados pelos alagoanos, Dilma foi categórica ao afirmar que dará uma “atenção especial” ao Estado, voltando a ressaltar os projetos já implantados e dizendo que cada região tem sua particularidade.

A candidata à reeleição também falou sobre uma polêmica gerada durante a campanha presidencial no primeiro turno. Sem citar nomes, mas deixando a entender claramente que se tratava da chapa emcabeçada por Aécio Neves, Dilma afirmou que “tem gente dizendo que foi eleita no Nordeste pelos votos de gente mal informada”. Durante o discurso, a presidente abriu um papel que carregava na mão desde que chegou ao palanque e afirmou: “vou contar para vocês alguns dados que provam que o nordestino não é mal informado. Ele foi valorizado, teve voz no meu governo.”

Entre as informações da “cola” presidencial, Dilma enfatizou que levou energia elétrica a 1,5 milhão de famílias da região; abriu 2,2 milhões de vagas em cursos profissionalizantes para jovens e adultos; expandiu a Universidade Federal de Alagoas ao interior do Estado com a criação de seis novos campi; e afirmou que no governo pestista foram criadas 422 escolas técnicas, sendo 11 em Alagoas, enquanto o PSDB criou 11 em todo o Brasil.

Sobre a educação, a pestista afirmou irá implantar uma nova gestão com base na reforma do ensino básico, com foco na motivação e valorização do professor, além de ampliar o ensino técnico-profissionalizante. Também defendeu uma reforma política no Brasil e destacou a parceria do Governo Federal com as prefeituras municipais, dizendo que “entende bem a dificuldade de fechar a folha de pagamento no final do mês”. Já em segurança pública, Dilma destacou que na nova gestão, caso eleita, focará em um trabalho conjunto entre as polícias e citou o exemplo da Copa Mundial: “queremos as Polícias Federal, Rodoviária, Civil e Militar junto das Forças Nacional e Armadas no combate à criminalidade”.

Além de pedir votos, a presidente encerrou o discurso afirmando que pretende governar o Brasil com base nos princípios de igualdade de oportunidades e contra a corrupção, “doa a quem doer”. “Espero que vocês olhem nas urnas e saibam que o que está em jogo não são os próximos quatro anos de governo, mas sim as próximas décadas. Conto com uma onda alagoana no dia 26 para continuar mudando o Brasil”, disse Dilma.

O governador eleito, Renan Filho, discursou em defesa dos projetos da presidente e destacando as melhorias no Estado após a criação dos programas sociais da gestão petista, como o “Minha Casa, Minha vida” e o “Brasil sem Miséria” que, segundo ele, foi essencial para o processo de desenvolvimento de Alagoas. Além de Renan e Collor, que não discursou, estiveram no palanque a prefeita Célia Rocha, de Arapiraca, prefeitos de outros municípios, deputados, vereadores e lideranças políticas que apoiaram a frente de oposição durante as eleições.

Vídeos mostram vereadores recebendo propina; assista!

Oito parlamentares foram presos, acusados de não apurar irregularidades; áudios também foram apreendidos pela polícia

O Ministério Público Estadual (MPE) divulgou, na tarde desta quarta-feira (8), vídeos que mostram o pagamento de propina a vereadores da cidade de Joaquim Gomes. No início da tarde, oito parlamentares e o ex-secretário de Saúde do município foram presos, acusados de receber dinheiro para não fiscalizar irregularidades na gestão do prefeito afastado Antônio de Araújo Barros (PSDB), conhecido como “Toinho Batista”.

 

No primeiro vídeo, é possível ver um dos vereadores acusados recebendo uma quantia em dinheiro dentro de um carro usado pelo ex-secretário Ledson da Silva. A partir do minuto 5, é possível ver o ex-gestor contando e repassando um montante em dinheiro para o acusado. Também é possível ver que os dois discutem o pagamento.

 

CONFIRA O VÍDEO

 

 

No segundo vídeo divulgado, é possível ver outro acusado na mesma situação. O vereador – que não foi identificado – recebe um montante em dinheiro e confere o valor na frente de quem entregou. As imagens foram gravadas por uma câmera escondida.

 

CONFIRA O VÍDEO

 

 

De acordo com o Ministério Público, os parlamentares recebiam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil para deixar de fiscalizar as irregularidades praticadas pela prefeitura. O ex-secretário Ledson da Silva é apontado como o operador do esquema.

 

Foram presos os vereadores Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva, Antônio Emanoel de Albuquerque Moraes e Teresa Cristina de Almeida, além do ex-secretário Ledson da Silva.

 

Foi por meio destes vídeos que o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE), deu início às investigações que resultaram nas prisões desta quarta-feira. As imagens foram enviadas ao MP, que solicitou mandados de prisão à 17ª Vara Criminal da Capital.

PSB decide apoiar Aécio Neves no segundo turno

Aécio destacou a honra de levar adiante os ideais de Eduardo Campos de fazer “uma nova política”.

932296-psb_aecio_8838A Executiva Nacional do PSB decidiu apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República, no segundo turno. Após cerca de três horas de reunião, os 22 membros da executiva votaram pelo apoio a Aécio, 7 pela neutralidade e apenas o senador João Capiberibe (AP) votou pelo apoio a Dilma.

 

Os que votaram pela neutralidade foram a senadora Lídice da Mata (BA), o senador Antônio Carlos Valadares (SE), Katia Born, o secretário de Juventude, Bruno da Mata, o presidente do partido Roberto Amaral, a deputada Luiza Erundina (SP) e o secretário da Área Sindical, Joílson Cardoso.

 

Ao tomar conhecimento da decisão, Aécio Neves foi até a sede do PSB, em Brasília, e ouviu dos pessebistas que a aliança será condicionada a acordos programáticos no plano de governo.

 

“Esta indicação de apoio fica condicionada a acordo a ser discutido e firmado sob bases programáticas, considerando a urgência de se criar o ambiente necessário a um novo ciclo de desenvolvimento”, disse o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, ao anunciar a decisão.

 

O candidato estava acompanhado do senador eleito Tasso Jereissati (PSDB-CE), que chefiará a equipe responsável pela formulação do plano de governo. Aécioo ressaltou que a aliança com o PSB será mantida pelos próximos quatro anos, caso seja eleito.

 

Amanhã (9) os demais partidos que se coligaram com o PSB no primeiro turno – PPS, PSL, PHS, PPL e PRP – se reunirão para decidir se também apoiarão o candidato do PSDB.

“A militância está livre para votar como quiser, desde que não vote em Aécio”

Crédito: Divulgação - PSOL
Crédito: Divulgação – PSOL

O PSOL, em nome da presidenciável Luciana Genro, anunciou na tarde desta quarta-feira (8), durante uma coletiva em São Paulo, o posicionamento do partido com relação ao segundo turno destas eleições. “Em nenhuma hipótese o PSOL ou os seus dirigentes irá dar qualquer apoio ao PSDB. Não temos nada em comum. Seria um retrocesso odioso. Sugerimos que a militância faça o mesmo”, disse Luciana.

 

No início da atividade, Luiz Araujo, presidente do PSOL e coordenador-geral da campanha, leu uma nota oficial com a decisão, tomada após reunião com a Executiva Nacional do partido. O vice na chapa da Luciana Genro, Jorge Paz, também participou da coletiva.

 

“O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso. A criminalização das mobilizações populares e dos pobres empreendida pelos governos tucanos, em especial o de Alckmin, nos coloca em oposição frontal ao projeto do PSDB e aliados de direita. Assim, recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura”, diz um trecho da nota.

 

Luciana ainda fez questão de deixar claro que se manterá neutra e não declarará seu voto. “Eu não vou dizer como vou votar no segundo turno. Mas a militância e outros dirigentes podem se posicionar se quiserem. Foi isso que ficou decidido na nossa reunião”, pontuou Luciana.

Renan Filho fala ao Radar 89: “Sem dúvida eu serei o Governador do Sertão”

Eleito no 1º turno, o futuro governador de Alagoas fala da emoção da vitória e faz planos para o sertão

alrenan-filhocandidato-pelo-pmdbascom-do-candidatodivulgacaoEleito no primeiro turno com 52,16% dos votos válidos, o futuro Governador do estado de Alagoas Renan Filho (PMDB) concedeu com exclusividade na última terça-feira (07) entrevista ao programa Radar 89 da Delmiro FM 89,9. Em sua primeira entrevista após a eleição, o jovem governador fez questão de reafirmar seu compromisso com os sertanejos.

 

“Essa será a grande missão da minha vida, eu não vou perder  a oportunidade de mudar Alagoas”, afirmou Renan Filho. Em 1º de janeiro de 2015, o então Deputado Federal dará início ao seu primeiro mandato no governo do estado, será o governador mais jovem, eleito com apenas 34 anos, data limite com a qual uma pessoa pode exercer a governança.

 

Durante a campanha, sua comitiva visitou por várias vezes o sertão, prometendo colocar em prática vários projetos que estão parados ou nem sequer saíram do papel. Crescimento econômico, competitividade comercial, saúde, educação e segurança, serão prioridades em seu governo. Segundo o governador eleito, “conseguindo viabilizar esses avanços, sem dúvida Alagoas será um estado melhor para os alagoanos”.

 

Renan Filho esteve participando na terça-feira em Brasília de uma reunião onde estavam presentes os governadores e senadores eleitos no primeiro turno, lideranças do PT, além da Presidente Dilma Rousseff, a frente da plenária. Foram feitos alguns acordos no sentido de fortalecer a campanha da Presidente Dilma em todo o Brasil.

 

Especificamente falando aos sertanejos, o Governador de Alagoas a partir de janeiro de 2015, disse que trará para Delmiro Gouveia um Hospital Universitário para atender a toda região e o curso de medicina para a UFAL/Campus Sertão.

 

Ouça na íntegra a entrevista:

 

 

 

Partido de Marina racha e rejeita apoio explícito a Aécio no segundo turno

Marina Silva faz pronunciamento em São Paulo após apuração do primeiro turno
Marina Silva faz pronunciamento em São Paulo após apuração do primeiro turno

A terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva, encontra resistência dentro da Rede Sustentabilidade para aprovar apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, no segundo turno da disputa. Em uma reunião de quatro horas da Executiva, na noite de terça-feira, diante do impasse, foi definida uma posição em defesa de mudança em relação ao atual governo, mas sem citar de forma explícita o indicativo de voto no tucano.

 

A reunião foi realizada por teleconferência. Em sua fala, Marina afirmou que está amadurecendo a posição que vai anunciar na quinta-feira, mas deixou claro que não seguirá necessariamente o que indicar Rede, partido que tentou fundar no ano passado para disputar a eleição presidencial, mas teve o registro negado pela Justiça Eleitoral.

 

— Ele falou que tem que analisar tudo que está sendo dito pelos partidos aliados. Apesar de ter a sua origem na Rede, ela é uma candidata da coligação — afirmou Walter Feldman, porta-voz da Rede.

 

A expectativa é que Marina anuncie apoio a Aécio, desde que o tucano se comprometa com pontos de seu programa de governo, como a defesa da sustentabilidade, da escola em tempo integral e do fim da reeleição.

 

Os integrantes mais próximos da presidenciável derrotada na Executiva da Rede defendem o apoio explícito ao candidato do PSDB, mas não conseguiram convencer os demais.

 

— Sobre essa questão (apoio a Aécio), não há consenso. Como buscamos um consenso progressivo não há possibilidade de fechar uma posição neste momento — disse Feldman.

 

Na reunião, parte dos 24 membros da Executiva colocou objeções ao projeto político do PSDB e à linha adotada pelo partido na disputa de primeiro turno.

 

— Alguns consideram que os ataques em relação a Marina foram muito pesados também por parte do PSDB e avaliam que, do ponto de vista social, o PSDB não tem demonstrado vigor em relação às políticas que a Rede considera necessárias — afirmou o porta-voz da legenda.

 

Uma carta com a posição definida pela Executiva será apresentada nesta quarta-feira aos 120 integrantes do Diretório Nacional da Rede, que podem aprovar ou modificar o rumo indicado.

 

— A posição é pela não continuidade do atual governo. Nós queremos uma mudança, mas uma mudança qualificada — disse Feldman.

 

De acordo com o dirigente da Rede, houve consenso na reunião apenas na rejeição a um apoio a Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

 

— A alternância de poder é fundamental na democracia e isso ficaria dificultado com o atual governo. Também foi muito falado que o PT trabalhou pela não aprovação da Rede Sustentabilidade.

 

No ano passado, os integrantes da Rede acusaram o PT de promover uma ação articulada para que cartórios eleitorais rejeitassem parte das 492 mil assinaturas recolhidas para aprovar a criação do partido. Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o registro da Rede, Maria Silva decidiu se filiar ao PSB e se tornar vice de Eduardo Campos. Com a morte de Campos em agosto, ela assumiu a cabeça da chapa presidencial.

 

Apesar de não ter o registro legal, a Rede é tratada dentro da coligação que disputou a presidência como um partido formal. No PSB, o presidente do PSB, Roberto Amaral, também já afirmou que deve ser difícil encontrar um consenso sobre os rumos no segundo turno.