Prefeito de Canindé do São Francisco – SE pode renunciar em razão de crise financeira

O prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), desabafou, nesta terça-feira (21), à noite: “ou consigo arrumar a administração do município, ou renuncio ao mandato”.

23534f4472ac685385c6b9febe5e9968O prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), desabafou, nesta terça-feira (21), à noite: “ou consigo arrumar a administração do município, ou renuncio ao mandato”.

 

Segundo o prefeito, Canindé passa por momentos financeiros difíceis, em razão da baixa da energia elétrica, que repercute diretamente na arrecadação de municípios que têm hidrelétricas.

 

Heleno Silva disse que na manhã desta quarta-feira (22) terá uma reunião com o Ministério Público para explicar toda a situação financeira de Canindé e pedir ajuda para solucionar os problemas que devem afetar a comunidade. Ainda nesta semana, Heleno vai ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) também para fazer relato do que vem ocorrendo com a questão da arrecadação e tentar, juntos, encontrar um caminho para que a “cidade não entre em parafuso”.

 

 

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Municípios que têm Hidrelétricas, Canindé do São Francisco será o mais prejudicado com a decisão de reduzir os preços de energia, por determinação do Governo Federal. Heleno disse que o Governo deu uma compensação à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), mas não tratou de fazer o mesmo com o Estado.

 

 

– A redução do preço de energia dá prejuízo incalculável aos municípios que vivem da geração de energia, como é o caso de Canindé, Paulo Afonso e Piranhas, no Nordeste. O Governo faz festa com chapéu alheio, disse Heleno.

 

 

Pelas contas levantadas pelo prefeito Heleno Silva, a arrecadação de Canindé do São Francisco sofrerá uma queda de R$ 25 milhões este anos, mais R$ 12 milhões no próximo ano e em 2016 cai outra metade. Lembrou que em 2012 a arrecadação foi de R$ 980 milhões e em 2013 caiu para R$ 230 milhões: “não dá para administrar o município para atender bem ao povo”.

 

 

Segundo também cálculos seus, a folha de pagamento de janeiro será de 70% a mais “e não se tem de onde tirar”. Heleno Silva terá que aplicar o choque de gestão rigoroso, para o controle dos gastos, mas antes vai se reunir com a sociedade, incluindo sindicatos, associações e outras entidades, para explicar bem a situação e mostrar que o município dá sinais profundos de crise.

 

 

– Se a sociedade e as entidades representativas não quiserem compreender e ajudar, não posso ficar e só me resta renunciar à Prefeitura.

Dilma (46%) e Aécio (43%) estão na disputa pela Presidência

331Na reta final da disputa pela Presidência da República, os dois candidatos que estão no 2º turno continuam empatados, mas há uma mudança no cenário até então registrado pelos levantamentos realizados após o 1º turno. Com 46%, Dilma Rousseff (PT) aparece pela primeira vez numericamente à frente de Aécio Neves (PSDB), que obtém 43%. Na semana passada, a petista tinha 43%, e o tucano, 45%. Há ainda 5% que declaram votar em branco ou nulo, e 6% que ainda não decidiram o voto (mesmo índice da pesquisa anterior).

 

Considerando somente os votos válidos, Dilma agora tem 52%, ante 48% de Aécio, o que também configura um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. No levantamento anterior, os índices dos candidatos eram de 49% e 51%, respectivamente. Para o cálculo dos votos válidos são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. No 1º turno, Dilma teve 42% dos votos válidos, e Aécio, 34%.

 

A análise de alguns segmentos da amostra indica que Dilma avançou, principalmente, entre os homens, na fatia dos mais jovens, entre os eleitores com renda média, no grupo com escolaridade média, e nas regiões onde seu adversário obtinha mais vantagem (Sudeste e Centro-Oeste).

 

Na parcela do eleitorado com idade entre 16 a 24 anos, a petista tem hoje 43%, e o tucano, 46% (no levantamento anterior esses índices eram de 38% e 47%, respectivamente). Entre os homens, Dilma tem 46%, e Aécio, 45% (ante 42% a 48% na semana passada). Na fatia que estudou até o ensino médio, Aécio passou de 47% para 44%, enquanto Dilma foi de 40% para 44%. Entre aqueles com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, o senador mineiro tem 46%, ante 43% da presidente (no levantamento anterior, os índices eram de 50% e 39%, respectivamente).

 

o Sudeste, o tucano tem vantagem (49% a 40%), mas ela é menor do que na semana passada (50% a 35%). Situação similar ocorre no Centro-Oeste, onde o tucano aparece com 48%, e a petista fica com 39% (no levantamento anterior, 57% a 33%).

 

Nesse levantamento, realizado no dia 20 de outubro, o Datafolha entrevistou 4.389 eleitores em 257 cidades em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.

 

Entre os eleitores que declaram intenção de votar, 87% sabem o número de seu candidato à Presidência. Entre os que votam em Dilma, 89% conhecem seu número. Na fatia dos que votam em Aécio, o índice é igual: 89%. Há ainda 2% que citam um número errado, 9% que declaram não saber o número, e 2% que pretendem anular mas não sabem que número irão digitar na urna.

 

O Datafolha também consultou a inclinação dos indecisos pelas candidaturas que disputam a eleição. Se o 2º turno fosse hoje, Dilma teria mais chance de receber o voto de 31%, e Aécio, de 24%. Devido à base menor de entrevistados, a margem de erro para esses resultados é maior do que a do total da amostra, o que coloca os percentuais da petista e do tucano em um patamar similar. Há ainda 40% neste grupo que reafirmam não ter uma opção de voto, e 5% indicam que não votariam em nenhum deles.

 

Os dois candidatos enfrentam taxas de rejeição próximas neste momento da campanha: 39% não votariam de jeito nenhum em Dilma, e 40% não votariam em Aécio. Essas taxas convergiram ao longo do 2º turno, com tendência menos favorável ao tucano: em pesquisa realizada entre 08 e 09 de outubro, 34% declaravam não votar de jeito nenhum em Aécio, e 43%, em Dilma. Na semana seguinte, entre 14 e 15 de outubro, a taxa de rejeição do candidato subiu para 38%, e a da petista oscilou para 42%, e no atual levantamento ficaram no mesmo patamar.

 

A fatia dos que votariam com certeza em Dilma abrange 45% dos eleitores, e há 15% que talvez votassem na presidente. Em Aécio, 41% votariam com certeza, e 18% talvez votassem. Entre os que avaliam o governo Dilma como regular (38% do eleitorado), 26% votariam com certeza na petista, e 24% poderiam votar. Há uma inclinação maior neste grupo em direção a Aécio: 53% votariam com certeza no peessedebista, e 19% poderiam votar. Na fatia de 38% dos que assistiram ou ouviram o debate transmitido na última quinta-feira (16) por SBT, Jovem Pan e UOL, 38% não votariam de jeito nenhum em Aécio, e 44%, em Dilma. Entre os que assistiram ao debate na Record (29% do eleitorado), no último domingo (19), 43% não votariam em Dilma, e 40%, em Aécio.

 

Defesa de ricos e pobres é o que mais diferencia candidatos

 

A candidata do PT, Dilma Rousseff, é vista pela maioria como quem mais cuidará dos pobres, caso reeleita, enquanto o nome do PSDB, Aécio Neves, é apontado como quem mais defenderá os ricos se vencer a eleição. Essa é a diferença mais marcante entre eles, segundo os eleitores brasileiros. Para outros aspectos, como preparo para cuida da educação, saúde e segurança, as opiniões se dividem.

 

Para 56% dos eleitores, Aécio é quem mais defenderá os ricos, caso se torne presidente. Uma fatia de 17% aponta Dilma como defensora dos ricos, 7% dizem que os dois defenderão esse segmento, e 7%, que nenhum deles defenderá. Há ainda 12% que não opinaram. Na fatia dos que votam em Dilma, 72% veem o tucano como aquele que mais defenderá os ricos. Entre os que preferem Aécio, esse índice fica em 43%.

 

A parcela que vê Dilma como a candidata que mais defenderá os pobres abrange 57% dos eleitores. Os demais se dividem entre os que apontam Aécio como defensor dos mais pobres (26%), os dois (3%) e nenhum deles (8%). Uma fatia de 6% não opinou sobre o assunto. Entre os que declaram voto na atual presidente, 93% a indicam como candidata que mais defenderá os pobres, e somente 2% citam Aécio. No grupo de eleitores que preferem Aécio Neves, 56% o indicam como quem mais defenderá os pobres, e 22% apontam a candidata do PT.

 

O candidato do PSDB é visto por 41% como o mais preparado para combater a violência, enquanto Dilma é apontada por 36%. Para 13%, nenhum deles está preparado para lidar com o tema, e 2% avaliam que ambos estão preparados. Há ainda 8% que não opinaram. Os eleitores de Aécio são mais convictos sobre o assunto: 82% deles indicam seu candidato como o mais preparado para combater a violência. Entre os que preferem Dilma, 72% a colocam como a mais preparada para combater a violência.

 

Na educação, 44% veem Dilma como a mais preparada, 40% indicam Aécio, 3% valiam que ambos, e 7%, nenhum deles. Não opinaram 6%.

 

Para manter a estabilidade econômica, 44% avaliam que Dilma é a mais preparada, e 40% acreditam que o mais preparado é Aécio. Uma fatia de 7% indica que nenhum deles está preparado para lidar com o tema, 2% avaliam que ambos estão preparados, e 7% não opinaram.

 

Em relação à saúde, 40% avaliam que Dilma é a mais preparada para cuidar dessa área, índice próximo ao dos que apontam Aécio (41%). Os demais se dividem entre os que acreditam que ambos são preparados (3%), que nenhum deles está preparado (9%) e aqueles que não opinaram (7%).

 

Para eleitores, Aécio se saiu melhor do que Dilma no debate com maior audiência

 

O debate transmitido na última quinta-feira (16) por SBT, Jovem Pan e UOL, foi visto ou ouvido por 41% dos eleitores brasileiros. Destes, 25% assistiram o programa em parte, e 16%, na íntegra. Entre os eleitores de Dilma Rousseff, 40% tiveram acesso ao conteúdo do debate, índice que sobe para 47% entre aqueles que preferem Aécio.

 

Nesse encontro, segundo os eleitores, o tucano levou vantagem. Pelo que souberam ou ouviram falar, 38% avaliam que foi ele quem se saiu melhor no debate, enquanto 20% apontam que foi a candidata do PT. Para 5%, nenhum deles se saiu bem no debate, e 4% acreditam que ambos se saíram bem. Há ainda 34% que não opinaram sobre o programa. Entre os eleitores de Dilma, 39% acreditam que ela se saiu melhor no debate, e 16% apontam Aécio. Na fatia dos que preferem o tucano, 65% o indicam como vencedor do encontro, e somente 2% citam Dilma.

 

O debate na TV Record, realizado na noite do último domingo (19), foi visto por 29%, sendo que 12% assistiram ao programa inteiro, e 17%, em parte. Entre os eleitores de Dilma, 28% viram o programa. Na fatia dos que votam em Aécio, o índice fica em 32%.

 

Pelo que souberam ou ouviram falar, 22% se saiu melhor no debate, e 16% apontam a candidata do PT. Para 3%, os dois se saíram bem, e 3% que nenhum deles se destacou. A maioria (56%), porém, não soube avaliar o debate. Entre os eleitores do peessedebista, 42% acreditam que ele se saiu melhor no debate. No eleitorado da candidata do PT, 32% a indicam como vencedora do debate.

 

governo Dilma é aprovado por 42%, índice mais alto desde junho de 2013

 

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é aprovado, atualmente, por 42% dos eleitores, índice numericamente mais alto de avaliação desde junho de 2013 (quando também atingia 57%). O resultado também mostra oscilação positiva quando comparada com o registrado na semana passada, quando 40% consideram o governo da petista ótimo ou bom. Os demais eleitores de dividem entre os que reprovam a gestão atual (20%) e aqueles que a consideram regular (37%). No levantamento anterior, esses índices eram de 38% e 21%, respectivamente. Uma fatia de 1% não opinou.

 

De 0 a 10, a nota média atribuída atualmente ao governo Dilma Rousseff é 6,3, ante 6,2 na semana passada.

 

Regionalmente, a presidente tem seu índice de avaliação mais alto no Nordeste (55%), e os piores no Sudeste (35%) e Sul (36%). Entre os que estudaram até o ensino fundamental, 51% aprovam o governo Dilma, ante 30% entre os mais escolarizados.

 

Entre os eleitores de Dilma neste momento do 2º turno, 75% consideram seu governo ótimo ou bom, 23%, regular, e 1%, ruim ou péssimo.

Vereadores deixam prisão e familiares agridem a imprensa

Enquanto os vereadores deixaram a Casa de Custódia, familiares causaram tumulto.

{259f1927-dec2-4aa2-8653-cc573f4729d5}_dsc_0080Os oito vereadores por Joaquim Gomes, presos durante a operação Mensalinho deflagrada, na quarta-feira passada, 8, pelo Ministério Público Estadual (MP), com apoio das polícias Civil e Militar, deixaram a prisão nesta quinta-feira (16). Na porta da Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, os edis foram aplaudidos e a imprensa agredida pelos familiares.

 

Profissionais de diversos veículos de comunicação que acompanhavam a saída dos vereadores foram hostilizados pelos familiares. Um grupo de aproximadamente 50 pessoas partiu para o ataque a fim de impedir o trabalho dos jornalistas. Houve tumulto, agressão verbal e empurrões.

 

Um dos vereadores, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, abordado pela imprensa, se limitou a dizer “nada a declarar”. Os demais: Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva e Antônio Emanoel de Albuquerque Moraes entraram em seus veículos e saíram rapidamente do local. A vereadora Teresa Cristina de Almeida, que estava detida no presídio Feminino Santa Luzia, também foi liberada nesta tarde.

 

Em entrevista ao Alagoas24Horas, o advogado do vereador Cícero Almeida Lira, Adriano de Barros Monteiro, explicou que a decisão judicial transforma a prisão temporária em cautelar, que garante aos acusados, responder em liberdade com algumas restrições: retornar à residência às 21 horas e sair dela depois das 5 horas da manhã; além disso não podem frequentar a Câmara Municipal da cidade até que a investigação seja encerrada.

 

Questionado sobre quais medidas serão adotadas pela defesa dos edis, Monteiro esclareceu na próxima semana irão se reunir para tentar conseguir o retorno aos cargos. “Vamos avaliar com calma a decisão e nos reunirmos para tentar conseguir o retorno desses vereadores à Câmara, porque ao meu ver o afastamento dos vereadores é ilegal”, disse Adriano Monteiro.

 

Para a defesa, as provas que foram apresentadas são ilegais, a exemplo do vídeo que comprovaria o esquema criminoso, que não teria a autorização de nenhuma das partes, tampouco o aval da Justiça para servir como prova. “Não existe conjunto comprobatório das denúncias para provar que o crime foi cometido”, completou.

 

A defesa disse ainda que a principal preocupação dos edis é provar para a sociedade de Joaquim Gomes que não cometeram crimes.

 

Os vereadores foram soltos após argumentação da defesa de que os vereadores não representam uma ameaça às investigações. A decisão foi expedida pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.

Enquete: Professor Edvaldo é o vereador mais atuante de Delmiro

Há uma semana o portal Radar 89 lançou mais uma enquete. Os internautas responderam a seguinte pergunta:

 

Qual o vereador mais atuante de Delmiro Gouveia?

 

A casa legislativa de Delmiro Gouveia conta com 11 Edis e provoca na população várias reflexões sobre como se comporta aquela casa.

 

Veja o resultado:  

 

Edvaldo Nascimento (51%, 332 Votos)

 

Gato (15%, 98 Votos)

 

Edmo Oliveira (15%, 97 Votos)

 

Nenhum (8%, 52 Votos)

 

Pedro Paulo (6%, 37 Votos)

 

Valdo Sandes (3%, 19 Votos)

 

Cacau Correia (1%, 8 Votos)

 

Henriqueta Cardeal (1%, 6 Votos)

 

Kinho (0%, 3 Votos)

 

Geraldo Xavier (0%, 2 Votos)

 

Marcos Costa (0%, 1 Votos)

 

Kel (0%, 0 Votos)

Mensalinho: Justiça afasta vereadores de Joaquim Gomes dos cargos

Solicitação foi feita pelo MP, que irá propor ações penais e por improbidade contra acusados

Cada Minuto
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A 17ª Vara Criminal da Capital afastou dos cargos os oito vereadores do município de Joaquim Gomes presos na semana passada, suspeitos de receber “mensalinho” para integrar a bancada de apoio ao ex-prefeito Toinho Batista (PSDB). O afastamento foi solicitado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL).

 

Segundo a decisão judicial, os vereadores devem ficar sem mandato eletivo enquanto durarem as investigações. Os promotores de Joaquim Gomes, Carlos Davi Lopes, e do Gecoc, Alfredo Gaspar de Mendonça, Antônio Luiz e Hamílton Carneiro, enviaram a 17ª cópias dos vídeos onde os vereadores aparecem recebendo dinheiro do ex-secretário municipal de Saúde.

 

“Pedimos para que os juízes determinassem a realização de perícia nas gravações para confirmar o envolvimento de cada um dos acusados. No mesmo ofício, também solicitamos que, caso essa perícia não pudesse ter o seu laudo apresentado até o final do prazo da prisão temporária, que os magistrados decidissem pelo afastamento, então, foi isso o que aconteceu”, explicou Alfredo Gaspar de Mendonça.

 

Além do afastamento da função, os promotores solicitaram ainda o monitoramento eletrônico dos acusados e outras medidas cautelares a fim de impedir que a apuração do caso seja atrapalhada.

 

“Também é importante esclarecer que não pudemos pedir a prisão preventiva dos vereadores porque, para que esse pedido tivesse condições de ser feito, tínhamos que ter em mãos os mesmos requisitos que serão apresentados na denúncia e, um deles, é a prova pericial. É o que determina a legislação processual. Em face disso, haja vista a impossibilidade do pedido de prisão preventiva, resolvemos solicitar o afastamento dos acusados dos cargos para os quais foram eleitos. Só após o laudo pronto é que vamos poder ajuizar as ações”, acrescentou o promotor.

 

De acordo com o promotor Carlos Davi, a Promotoria de Justiça de Joaquim Gomes e o Gecoc vão fazer propor ações por ato de improbidade administrativa e penal contra os vereadores. “Com relação ao prefeito, caso a perícia confirme o envolvimento dele no pagamento da propina, vamos encaminhar toda a documentação ao procurador-geral de Justiça para que ele analise as provas. Apenas o chefe do Ministério Público tem atribuição para denunciar autoridades que têm foro por prerrogativa de função”, esclareceu.

 

Segundo a 17a Vara, ainda que o prazo da prisão temporária só termine na sexta-feira, dia 17, a determinação do afastamento ocorreu hoje porque, até lá, o laudo da Perícia Oficial não estaria pronto, haja vista ‘as dificuldades de infraestrutura e a sobrecarga de trabalho’ daquele órgão. Os magistrados também informaram que expediram alvarás de soltura nessa mesma decisão.

 

Além do afastamento do cargo – que deverá ocorrer até o final das investigações e da instrução criminal – os juízes da 17a Vara Criminal da Capital determinaram também a posse imediata dos suplentes.

 

Além disso, outras medidas cautelares foram expedidas. Os parlamentares não podem manter contato entre si, estão proibidos de frequentar a Câmara Municipal, têm que se recolher em seus domicílios no período entre às 21h e às 05h da manhã, são obrigados a comparecer mensalmente ao fórum da cidade para justificar suas atividades e não podem se ausentar da Comarca sem autorização do Juízo.

Ibope e Datafolha mostram Aécio com 46%, e Dilma, 44% em 1ª pesquisa para 2º turno

Levantamento com 3.010 pessoas foi realizado entre 7 e 8 de outubro.

destaque_presidentePesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (9) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto no segundo turno da corrida para a Presidência da República:

 

– Aécio Neves (PSDB): 46%

 

– Dilma Rousseff (PT): 44%

 

– Branco/nulo/nenhum: 6%

 

– Não sabe: 4%

 

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição presidencial.

 

Votos válidos

 

Se forem excluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição, os índices são:

 

Aécio – 51%

 

Dilma – 49%

 

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 205 municípios de 7 e 8 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01071/014.

 

Datafolha

 

Levantamento com 2.879 pessoas foi realizado nos dias 8 e 9 de outubro.

 

Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (9) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto no segundo turno da corrida para a Presidência da República:

 

– Aécio Neves (PSDB): 46%

 

– Dilma Rousseff (PT): 44%

 

– Branco/nulo: 4%

 

– Não sabe/não respondeu: 6%

 

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”.

 

É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição presidencial.

 

Votos válidos

 

Se forem excluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição, os índices são:

 

Aécio – 51%

 

Dilma – 49%

 

O Datafolha ouviu 2.879 eleitores nos dias 8 e 9 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01068/2014.

Em passagem por Maceió, Dilma diz esperar uma “onda alagoana” no 2º turno

Pela primeira vez na eleição deste ano, a petista subiu no mesmo palaque que Renan Filho e Collor em Alagoas.

Assessoria - Dilma
Assessoria – Dilma

Dando continuidade à campanha do segundo turno, a presidenta Dilma Rousseff esteve em Maceió no início da noite desta quinta-feira (09) após passar o dia cumprindo agenda na Bahia e em Sergipe. Acompanhada dos eleitos ao governo do Estado e Senado Federal, Renan Filho (PMDB) e Fernando Collor (PTB), a candidata petista escolheu o bairro Benedito Bentes para pedir votos aos eleitores e, durante discurso, fez críticas ao partido de seu concorrente, Aécio Neves (PSDB), falou em melhorias aos “pobres” e convocou “uma onda alagoana” às urnas no próximo dia 26 de outubro, quando o pleito será finalizado.

O discurso da presidente foi, em grande parte, voltado a destacar o trabalho realizado na região Nordeste durante os 12 anos do governo petista. Enfática, apesar da voz falha em virtude de uma crise de faringite, Dilma afirmou que ela e Lula, juntos, “inverteram a lógica” e deram “voz aos pobres”, o que, segundo a candidata, não foi feito pela gestão tucana em anos anteriores. “Eles [PSDB] governaram para as minorias e não deram ao Nordeste a atenção que ele merece. Nós mudamos a realidade e fizemos isto com um grande esforço, incluindo os pobres no orçamento”, disse, fazendo menção à criação de programas sociais como o Bolsa Família, Brasil Sem Miséria e Minha Casa, Minha Vida.

Entre promessas, Dilma se comprometeu a concluir o Canal do Sertão e ampliá-lo para Arapiraca, assim como destacou investimentos em infraestrutura para o turismo. E se tratando dos problemas sociais enfrentados pelos alagoanos, Dilma foi categórica ao afirmar que dará uma “atenção especial” ao Estado, voltando a ressaltar os projetos já implantados e dizendo que cada região tem sua particularidade.

A candidata à reeleição também falou sobre uma polêmica gerada durante a campanha presidencial no primeiro turno. Sem citar nomes, mas deixando a entender claramente que se tratava da chapa emcabeçada por Aécio Neves, Dilma afirmou que “tem gente dizendo que foi eleita no Nordeste pelos votos de gente mal informada”. Durante o discurso, a presidente abriu um papel que carregava na mão desde que chegou ao palanque e afirmou: “vou contar para vocês alguns dados que provam que o nordestino não é mal informado. Ele foi valorizado, teve voz no meu governo.”

Entre as informações da “cola” presidencial, Dilma enfatizou que levou energia elétrica a 1,5 milhão de famílias da região; abriu 2,2 milhões de vagas em cursos profissionalizantes para jovens e adultos; expandiu a Universidade Federal de Alagoas ao interior do Estado com a criação de seis novos campi; e afirmou que no governo pestista foram criadas 422 escolas técnicas, sendo 11 em Alagoas, enquanto o PSDB criou 11 em todo o Brasil.

Sobre a educação, a pestista afirmou irá implantar uma nova gestão com base na reforma do ensino básico, com foco na motivação e valorização do professor, além de ampliar o ensino técnico-profissionalizante. Também defendeu uma reforma política no Brasil e destacou a parceria do Governo Federal com as prefeituras municipais, dizendo que “entende bem a dificuldade de fechar a folha de pagamento no final do mês”. Já em segurança pública, Dilma destacou que na nova gestão, caso eleita, focará em um trabalho conjunto entre as polícias e citou o exemplo da Copa Mundial: “queremos as Polícias Federal, Rodoviária, Civil e Militar junto das Forças Nacional e Armadas no combate à criminalidade”.

Além de pedir votos, a presidente encerrou o discurso afirmando que pretende governar o Brasil com base nos princípios de igualdade de oportunidades e contra a corrupção, “doa a quem doer”. “Espero que vocês olhem nas urnas e saibam que o que está em jogo não são os próximos quatro anos de governo, mas sim as próximas décadas. Conto com uma onda alagoana no dia 26 para continuar mudando o Brasil”, disse Dilma.

O governador eleito, Renan Filho, discursou em defesa dos projetos da presidente e destacando as melhorias no Estado após a criação dos programas sociais da gestão petista, como o “Minha Casa, Minha vida” e o “Brasil sem Miséria” que, segundo ele, foi essencial para o processo de desenvolvimento de Alagoas. Além de Renan e Collor, que não discursou, estiveram no palanque a prefeita Célia Rocha, de Arapiraca, prefeitos de outros municípios, deputados, vereadores e lideranças políticas que apoiaram a frente de oposição durante as eleições.

Vídeos mostram vereadores recebendo propina; assista!

Oito parlamentares foram presos, acusados de não apurar irregularidades; áudios também foram apreendidos pela polícia

O Ministério Público Estadual (MPE) divulgou, na tarde desta quarta-feira (8), vídeos que mostram o pagamento de propina a vereadores da cidade de Joaquim Gomes. No início da tarde, oito parlamentares e o ex-secretário de Saúde do município foram presos, acusados de receber dinheiro para não fiscalizar irregularidades na gestão do prefeito afastado Antônio de Araújo Barros (PSDB), conhecido como “Toinho Batista”.

 

No primeiro vídeo, é possível ver um dos vereadores acusados recebendo uma quantia em dinheiro dentro de um carro usado pelo ex-secretário Ledson da Silva. A partir do minuto 5, é possível ver o ex-gestor contando e repassando um montante em dinheiro para o acusado. Também é possível ver que os dois discutem o pagamento.

 

CONFIRA O VÍDEO

 

 

No segundo vídeo divulgado, é possível ver outro acusado na mesma situação. O vereador – que não foi identificado – recebe um montante em dinheiro e confere o valor na frente de quem entregou. As imagens foram gravadas por uma câmera escondida.

 

CONFIRA O VÍDEO

 

 

De acordo com o Ministério Público, os parlamentares recebiam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil para deixar de fiscalizar as irregularidades praticadas pela prefeitura. O ex-secretário Ledson da Silva é apontado como o operador do esquema.

 

Foram presos os vereadores Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva, Antônio Emanoel de Albuquerque Moraes e Teresa Cristina de Almeida, além do ex-secretário Ledson da Silva.

 

Foi por meio destes vídeos que o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual (MPE), deu início às investigações que resultaram nas prisões desta quarta-feira. As imagens foram enviadas ao MP, que solicitou mandados de prisão à 17ª Vara Criminal da Capital.

PSB decide apoiar Aécio Neves no segundo turno

Aécio destacou a honra de levar adiante os ideais de Eduardo Campos de fazer “uma nova política”.

932296-psb_aecio_8838A Executiva Nacional do PSB decidiu apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República, no segundo turno. Após cerca de três horas de reunião, os 22 membros da executiva votaram pelo apoio a Aécio, 7 pela neutralidade e apenas o senador João Capiberibe (AP) votou pelo apoio a Dilma.

 

Os que votaram pela neutralidade foram a senadora Lídice da Mata (BA), o senador Antônio Carlos Valadares (SE), Katia Born, o secretário de Juventude, Bruno da Mata, o presidente do partido Roberto Amaral, a deputada Luiza Erundina (SP) e o secretário da Área Sindical, Joílson Cardoso.

 

Ao tomar conhecimento da decisão, Aécio Neves foi até a sede do PSB, em Brasília, e ouviu dos pessebistas que a aliança será condicionada a acordos programáticos no plano de governo.

 

“Esta indicação de apoio fica condicionada a acordo a ser discutido e firmado sob bases programáticas, considerando a urgência de se criar o ambiente necessário a um novo ciclo de desenvolvimento”, disse o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, ao anunciar a decisão.

 

O candidato estava acompanhado do senador eleito Tasso Jereissati (PSDB-CE), que chefiará a equipe responsável pela formulação do plano de governo. Aécioo ressaltou que a aliança com o PSB será mantida pelos próximos quatro anos, caso seja eleito.

 

Amanhã (9) os demais partidos que se coligaram com o PSB no primeiro turno – PPS, PSL, PHS, PPL e PRP – se reunirão para decidir se também apoiarão o candidato do PSDB.

“A militância está livre para votar como quiser, desde que não vote em Aécio”

Crédito: Divulgação - PSOL
Crédito: Divulgação – PSOL

O PSOL, em nome da presidenciável Luciana Genro, anunciou na tarde desta quarta-feira (8), durante uma coletiva em São Paulo, o posicionamento do partido com relação ao segundo turno destas eleições. “Em nenhuma hipótese o PSOL ou os seus dirigentes irá dar qualquer apoio ao PSDB. Não temos nada em comum. Seria um retrocesso odioso. Sugerimos que a militância faça o mesmo”, disse Luciana.

 

No início da atividade, Luiz Araujo, presidente do PSOL e coordenador-geral da campanha, leu uma nota oficial com a decisão, tomada após reunião com a Executiva Nacional do partido. O vice na chapa da Luciana Genro, Jorge Paz, também participou da coletiva.

 

“O jeito tucano de governar, baseado na defesa das elites econômicas e nas privatizações, com a corrupção daí decorrente, significa um verdadeiro retrocesso. A criminalização das mobilizações populares e dos pobres empreendida pelos governos tucanos, em especial o de Alckmin, nos coloca em oposição frontal ao projeto do PSDB e aliados de direita. Assim, recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais. Não é cabível qualquer apoio de nossos filiados à sua candidatura”, diz um trecho da nota.

 

Luciana ainda fez questão de deixar claro que se manterá neutra e não declarará seu voto. “Eu não vou dizer como vou votar no segundo turno. Mas a militância e outros dirigentes podem se posicionar se quiserem. Foi isso que ficou decidido na nossa reunião”, pontuou Luciana.