Em crise de popularidade, governo anuncia novo programa de transferência de renda

Por Augusto Romeo | 19 de julho de 2021 às 16:55

O ministro da Cidadania João Roma (Republicanos) anunciou o novo programa social do governo. A iniciativa de transferência de renda deve entrar em vigor depois do pagamento da última parcela do auxílio emergencial, prevista para outubro.

O anúncio acontece no momento em que a gestão federal enfrenta seus piores índices de popularidade. Há 14 dias, pesquisa realizada pela CNT (Confedaração Nacional do Transporte) apontou que o governo de Jair Bolsonaro é considerado “ruim ou péssimo” por 48,2% dos brasileiros e que 62,5% dos entrevistados disseram reprovar o presidente. A queda de popularidade de Bolsonaro ocorre em meio a suspeitas de irregularidades e corrupção na compra de vacinas, assim como os diversos pedidos de impeachment protocolados na Câmara.

De acordo com o ministro da Cidadania, o novo programa prevê beneficiar quase 17 milhões de pessoas, cerca de 3 milhões e 600 mil pessoas a mais que o Bolsa Família contempla atualmente. O ministro afirmou que o objetivo do programa é ser mais robusto e abranger uma quantidade maior de pessoas. João Roma disse que o tíquete médio vai variar de R$ 250 a R$300.

O ministro informou que, como o governo não usou o montante destinado ao Bolsa Família com o pagamento do Auxílio Emergencial, o novo programa social tem verba garantida para este ano. João Roma também garantiu que já constarão, na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, recursos para fazer jus ao novo programa social. Além dos R$35 bilhões que hoje constam do programa Bolsa Família, mais R$18 bilhões devem ser disponibilizados.

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