Prefeito de Canindé do São Francisco – SE pode renunciar em razão de crise financeira

O prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), desabafou, nesta terça-feira (21), à noite: “ou consigo arrumar a administração do município, ou renuncio ao mandato”.

Por Faxaju | 23 de outubro de 2014 às 9:20

23534f4472ac685385c6b9febe5e9968O prefeito de Canindé do São Francisco, Heleno Silva (PRB), desabafou, nesta terça-feira (21), à noite: “ou consigo arrumar a administração do município, ou renuncio ao mandato”.

 

Segundo o prefeito, Canindé passa por momentos financeiros difíceis, em razão da baixa da energia elétrica, que repercute diretamente na arrecadação de municípios que têm hidrelétricas.

 

Heleno Silva disse que na manhã desta quarta-feira (22) terá uma reunião com o Ministério Público para explicar toda a situação financeira de Canindé e pedir ajuda para solucionar os problemas que devem afetar a comunidade. Ainda nesta semana, Heleno vai ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) também para fazer relato do que vem ocorrendo com a questão da arrecadação e tentar, juntos, encontrar um caminho para que a “cidade não entre em parafuso”.

 

 

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Municípios que têm Hidrelétricas, Canindé do São Francisco será o mais prejudicado com a decisão de reduzir os preços de energia, por determinação do Governo Federal. Heleno disse que o Governo deu uma compensação à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), mas não tratou de fazer o mesmo com o Estado.

 

 

– A redução do preço de energia dá prejuízo incalculável aos municípios que vivem da geração de energia, como é o caso de Canindé, Paulo Afonso e Piranhas, no Nordeste. O Governo faz festa com chapéu alheio, disse Heleno.

 

 

Pelas contas levantadas pelo prefeito Heleno Silva, a arrecadação de Canindé do São Francisco sofrerá uma queda de R$ 25 milhões este anos, mais R$ 12 milhões no próximo ano e em 2016 cai outra metade. Lembrou que em 2012 a arrecadação foi de R$ 980 milhões e em 2013 caiu para R$ 230 milhões: “não dá para administrar o município para atender bem ao povo”.

 

 

Segundo também cálculos seus, a folha de pagamento de janeiro será de 70% a mais “e não se tem de onde tirar”. Heleno Silva terá que aplicar o choque de gestão rigoroso, para o controle dos gastos, mas antes vai se reunir com a sociedade, incluindo sindicatos, associações e outras entidades, para explicar bem a situação e mostrar que o município dá sinais profundos de crise.

 

 

– Se a sociedade e as entidades representativas não quiserem compreender e ajudar, não posso ficar e só me resta renunciar à Prefeitura.

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