Matagal e abandono na UPA de Delmiro Gouveia (Fotos)

Indignados e carentes de saúde, sertanejos pedem que a UPA seja inaugurada urgentemente

Por Redação | 2 de outubro de 2014 às 23:33

Depois de 3 anos construída, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Delmiro Gouveia continua sem funcionar e ainda não atende a população. O local está fechado e apenas um vigilante toma conta do prédio. Por causa da falta de manutenção e passagem do tempo, a unidade começa a apresentar sinais de abandono: a placa onde os cidadãos podiam ver informações sobre a construção não existe mais, aparelhos que foram trazidos após a finalização da obra estão cobertos de poeira, a vegetação que fica ao redor do prédio invade as instalações, entre outros fatores, fazem a população se indignar e cobrar celeridade na inauguração.

 

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As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e podem resolver grande parte das urgências e emergências como: pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Com isso ajudam a diminuir as filas nos prontos-socorros dos hospitais. A UPA oferecer ainda raio-X, eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de observação.

 

O povo sertanejo vive uma grande carência no que se refere a saúde pública. Em Delmiro Gouveia existe um hospital que atende todas as cidades do alto sertão do estado, porém não consegue prestar um atendimento de qualidade pela falta de recursos e limitação técnica. A demanda cada vez mais aumenta, o que faz a unidade de saúde ficar sobrecarregada. Claramente, não só a cidade de Delmiro Gouveia, mas todo o sertão de Alagoas precisa desta UPA.

 

Em localidades que as UPAs já estão em funcionamento, 97% dos casos são solucionados na própria unidade. Quando o paciente chega às unidades, os médicos prestam socorro, controlam o problema e detalham o diagnóstico. Eles analisam se é necessário encaminhar o paciente a um hospital ou mantê-lo em observação por 24 horas.

 

A gestão da unidade será compartilhada entre os municípios que irão se beneficiar, por meio de um consórcio municipal. No total, seis dos oitos municípios da região irão participar da gestão. A UPA fará um papel intermediário entre a Atenção Básica e os hospitais, assistindo a toda população. As UPAs são custeadas com 50% de recursos do Governo Federal, 25% do Estado e os outros 25% de responsabilidade das prefeituras que também administram as unidades.

 

Os moradores esperam ansiosos a inauguração da unidade, ao mesmo tempo que ficam perplexos diante do quadro de desprezo em que é tratada a UPA. A saúde dos sertanejos não pode ficar a margem da vontade dos responsáveis pelo andamento do processo de abertura da unidade. A responsabilidade nesse caso passa de mão em mão, enquanto isso os sertanejos sofrem e se sentem isolados em relação as outras regiões.

 

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