Vereadores deixam prisão e familiares agridem a imprensa

Enquanto os vereadores deixaram a Casa de Custódia, familiares causaram tumulto.

Por Alagoas 24 horas | 17 de outubro de 2014 às 9:50

{259f1927-dec2-4aa2-8653-cc573f4729d5}_dsc_0080Os oito vereadores por Joaquim Gomes, presos durante a operação Mensalinho deflagrada, na quarta-feira passada, 8, pelo Ministério Público Estadual (MP), com apoio das polícias Civil e Militar, deixaram a prisão nesta quinta-feira (16). Na porta da Casa de Custódia, no bairro do Jacintinho, os edis foram aplaudidos e a imprensa agredida pelos familiares.

 

Profissionais de diversos veículos de comunicação que acompanhavam a saída dos vereadores foram hostilizados pelos familiares. Um grupo de aproximadamente 50 pessoas partiu para o ataque a fim de impedir o trabalho dos jornalistas. Houve tumulto, agressão verbal e empurrões.

 

Um dos vereadores, Edvaldo Alexandre da Silva Leite, abordado pela imprensa, se limitou a dizer “nada a declarar”. Os demais: Edivan Antônio da Silva, Antônio Gonzaga Filho, Cícero Almeida Lira, Adriano Barros da Silva, Antônio Márcio Jerônimo da Silva e Antônio Emanoel de Albuquerque Moraes entraram em seus veículos e saíram rapidamente do local. A vereadora Teresa Cristina de Almeida, que estava detida no presídio Feminino Santa Luzia, também foi liberada nesta tarde.

 

Em entrevista ao Alagoas24Horas, o advogado do vereador Cícero Almeida Lira, Adriano de Barros Monteiro, explicou que a decisão judicial transforma a prisão temporária em cautelar, que garante aos acusados, responder em liberdade com algumas restrições: retornar à residência às 21 horas e sair dela depois das 5 horas da manhã; além disso não podem frequentar a Câmara Municipal da cidade até que a investigação seja encerrada.

 

Questionado sobre quais medidas serão adotadas pela defesa dos edis, Monteiro esclareceu na próxima semana irão se reunir para tentar conseguir o retorno aos cargos. “Vamos avaliar com calma a decisão e nos reunirmos para tentar conseguir o retorno desses vereadores à Câmara, porque ao meu ver o afastamento dos vereadores é ilegal”, disse Adriano Monteiro.

 

Para a defesa, as provas que foram apresentadas são ilegais, a exemplo do vídeo que comprovaria o esquema criminoso, que não teria a autorização de nenhuma das partes, tampouco o aval da Justiça para servir como prova. “Não existe conjunto comprobatório das denúncias para provar que o crime foi cometido”, completou.

 

A defesa disse ainda que a principal preocupação dos edis é provar para a sociedade de Joaquim Gomes que não cometeram crimes.

 

Os vereadores foram soltos após argumentação da defesa de que os vereadores não representam uma ameaça às investigações. A decisão foi expedida pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital.

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