Anvisa orienta hospitais sobre casos de varíola do macaco

Por Agência Brasil | 10 de junho de 2022 às 10:00

Divulgação

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou uma nota técnica para orientar hospitais, clínicas e demais serviços de saúde sobre os procedimentos que devem ser feitos nos casos de varíola do macaco (monkeypox)no país.

Para o controle de infecções, a agência recomenda que seja mantida uma distância mínima de 1 metro entre os leitos dos pacientes, acomodação em quarto privativo e bem ventilado, isolamento dos infectados até o desaparecimento das crostas das lesões e instalação de barreiras físicas em áreas de triagem de casos suspeitos.

É recomendado aos profissionais de saúde o uso de EPI (equipamento de proteção individual), como máscara, óculos de proteção ou protetor facial.

A Anvisa informa ainda que não existem saneantes específicos para limpeza de superfícies contaminadas. Dessa forma, devem ser utilizados produtos aprovados pelo órgão para higienização.

As secretarias Estadual e Municipal da Saúde de São Paulo confirmaram o primeiro caso de varíola do macaco no Brasil na tarde de ontem.

A varíola do macaco é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões na pele. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, esse contato pode se dar por meio de abraço, beijo, massagem, relação sexual ou secreções respiratórias.

A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama e toalhas) e superfícies que foram utilizados pelo doente.

Não há tratamento específico, mas, de forma geral, os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões.

O maior risco de agravamento acontece, em geral, com pessoas imunossuprimidas com HIV/aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

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