Caso Beatriz: MP denuncia homem por estupro, homicídio e ocultação de cadáver

Por Ascom MPE/AL | 26 de agosto de 2020 às 16:00

Foto: Arquivo

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL), através da Promotoria de Justiça de Maravilha, divulgou nesta quarta-feira (26) que ofereceu denúncia contra Edvaldo dos Santos, acusado de estuprar e matar Ana Beatriz Rodrigues Rocha, crime ocorrido no dia 6 deste mês.

O promotor de justiça da Comarca, Kleytionne Sousa, gravou um vídeo explicando a denúncia (VEJA ABAIXO). Nela, o MP-AL pede a condenação do réu pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

“Entre 02h e 03h30 da madrugada, o denunciado conduziu a menor até sua residência, onde a forçou, mediante violência real, a ter conjunção carnal e a praticar e permitir que com ela se praticasse outros atos libidinosos. O laudo pericial constatou que o órgão genital da criança apresentava lesão contusa e dilacerante e que a região anal também tinha os mesmos ferimentos, com rotura do ânus, o que comprova a violência real empreendida e a prática dos atos sexuais”, diz um trecho da petição.

Ainda segundo a denúncia, o órgão ministerial relembrar que após cometer o estupro, o denunciado resolveu matar a vítima para ocultar o seu crime anterior. Ele estrangulou Ana Beatriz e, por meio da asfixia, a matou, conforme comprovou laudo do Instituto Médico Legal de Alagoas (IML-AL).

“Propusemos a denúncia, e o que o MP quer é que o senhor Edvaldo seja condenado pelos crimes praticados. Ele estuprou, matou e depois escondeu o corpo de uma criança de apenas seis anos. Então, requeremos que o Judiciário o pronuncie por toda a violência cometida e que o leve ao tribunal do júri”, ressaltou o promotor de Justiça de Maravilha, acrescentando que o Ministério Público também buscará a responsabilização pela negligência familiar.

O crime

O crime contra a criança sertaneja repercutiu em todo o estado, logo após a localização do seu corpo e a prisão em flagrante do suspeito, um homem de 44 anos. A polícia chegou ao paradeiro dele após informações obtidas com a família.

Populares ficaram revoltados com o acontecido e tentaram invadir a residência do suspeito. Alguns moradores jogaram pedras e a Polícia Militar precisou usar a força para dispersar a multidão e conseguir levar o homem.

Um dia depois do crime, a Perícia Oficial de Alagoas conseguiu emitir um laudo que atestou a morte da criança. Beatriz foi estuprada e depois assassinada por meio de enforcamento. O Instituto Médico Legal (IML) ainda recolheu material biológico que deverá atestar a autoria da violência sexual.

No dia 8 de agosto, centenas de pessoas foram as ruas da cidade de Maravilha para prestar as últimas homenagens a menina que foi assassinada. No enterro de Ana Beatriz familiares, amigos e colegas da escola levaram cartazes e faixas.

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