PIB 2021: Ipea revisa projeção de crescimento de 3% para 4,8%

Por Redação | 30 de junho de 2021 às 18:00

Foto: Antonio José/Agencia Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou, nesta quarta-feira (30), a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 de 3% para 4,8%.

Para o segundo semestre deste ano, segundo comunicado desta quarta-feira (30), há expectativa de crescimento mais sustentado da atividade econômica, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o ambiente externo mais favorável e a redução das incertezas fiscais no curto prazo.

Para 2022, os pesquisadores projetaram um crescimento de 2% para o PIB, inferior aos 2,8% previstos na divulgação anterior, feita em março na Carta de Conjuntura do Ipea, por conta do aumento da base de comparação, o PIB em 2021. Apesar desta redução, o crescimento acumulado no biênio passou de 5,9% para 6,9%.

“As hipóteses cruciais para o cenário envolvem o controle da pandemia no Brasil por meio de vacinação e a manutenção de um cenário relativamente estável para a política fiscal no curto prazo – especialmente em relação ao teto dos gastos. O possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos representa um fator de risco, uma vez que pode pressionar o câmbio e os juros no Brasil”, diz o Ipea, em nota.

A projeção para o IPCA em 2021 foi revista de 5,3% para 5,9%. A taxa de inflação acumulada em 12 meses, até maio deste ano, subiu de 6,8% para 8,1%, impactada pela alta nos preços monitorados e bens industriais.

Os bens de consumo industriais devem subir de 4,3% para 4,8%. A expectativa a inflação dos serviços livres, exceto educação, foi revisada de 4,0% para 4,2%, enquanto a inflação dos alimentos e da educação foi mantida em 5% e 3,8%, respectivamente. A expectativa a inflação dos serviços livres, exceto educação, foi revisada de 4,0% para 4,2%.

Para 2022, os pesquisadores preveem uma desaceleração da inflação, tanto para o IPCA quanto para o INPC. Sendo assim, o IPCA deve encerrar 2022 em 3,9%, levemente acima dos 3,7% estimados para o INPC.

Fonte: Bahia. ba 

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