“Cícero da Cebola” disse que “o principal motivo dos ônibus pararem de circular, é a falta de pontos de ônibus nos percursos.”
Por Redação | 14 de janeiro de 2015 às 0:00
O transporte coletivo instituído a pouco menos de um ano em Delmiro Gouveia teve sua circulação paralisada por tempo indeterminado. Os ônibus, inclusive, estão à venda. A implantação do sistema de transporte na cidade é resultado de várias discussões da população acerca do assunto, visto que é visível o aumento demográfico do município. O tema foi abordado com mais veemência logo após o início das atividades pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), Campus do Sertão, que tem sede em Delmiro.
Os estudantes passaram por grandes dificuldades no processo de interiorização do ensino superior, a partir de 2010, ano em que começou a funcionar o campus. Uma das maiores pelejas, sem dúvida, foi a questão do transporte; vários alunos chegavam a fazer grupos e fretar carros para poder chegar a UFAL, que fica localizada na AL-145, distante 3,5km da cidade. Aconteceram várias reuniões para se falar do assunto. Alunos, moradores, poder público municipal, entre outros, fizeram parte de uma grande força-tarefa para que, enfim, fosse criado o transporte coletivo no município.
Não foi fácil. Depois de várias reuniões, licitações sem sucesso e muito tempo sem nada acontecer, um empresário delmirense conhecido por “Cícero da cebola”, decidiu colocar um sistema de transporte coletivo, não só para os estudantes, mas para toda população. Não se sabe qual tipo de apoio o empresário recebia da prefeitura, nem ao menos se o recebia. Várias reclamações foram feitas durante o tempo em que circularam os ônibus, principalmente da irregularidade dos horários e paradas; não se sabia ao certo que horas e onde os ônibus paravam.
Diante de tanta instabilidade e também da má aceitação dos transportes por parte dos delmirenses, depois do recesso de fim de ano, o transporte simplesmente parou. Os estudantes foram pegos de surpresa e não sabem a quem apelar. Não se trata de greve, muito menos paralização. Em entrevista ao programa Radar 89 o empresário “Cícero da Cebola” disse que “o principal motivo dos ônibus pararem de circular, é a falta de pontos de ônibus nos percursos.” Cícero afirma que está disposto a conversar com o poder executivo sobre o assunto e dispara: “só depende do Prefeito…”
Enquanto é continuada a celeuma, os alunos se sentem acuados e começam a se preocupar com a situação que pode causar vastos prejuízos a formação acadêmica dos universitários. Várias manifestações, ainda particulares, nas redes sociais já são percebidas e já aglomera inúmeros comentários.