Celso Luiz e Cristiano Matheus podem compor na disputa pela AMA

Montagem Radar 89

 

 

O ex-deputado estadual e prefeito de Canapi, Celso Luiz (PMDB), pode compor com o prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (PMDB) para disputar a presidência da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA).

 

As conversas já estão em andamento.

 

Celso Luiz pode ficar como presidente na chapa e Cristiano Matheus seria o vice. O prefeito de Canapi já tem como base de sua campanha o apoio de 10 prefeitos. A disputa pela AMA tem mobilizando os chefes do Executivo municipal neste final de ano.

 

Se de um lado, Celso Luiz consolida sua candidatura e busca composições, do outro quem também trabalha pela reeleição é o atual presidente Jorge Dantas (PSDB), que comanda os destinos da cidade de Pão de Açúcar.

 

Dantas quer repetir – conforme ele mesmo já ressaltou em entrevista a este blog – a dobradinha feita durante este biênio que está finalizando. Marcelo Beltrão (PTB) – prefeito de Jequiá – foi o candidato único à presidência em uma composição com Dantas.

 

Os termos do acordo era de que Beltrão ficaria no comando da instituição por um ano e Dantas assumiria na sequência. Assim foi feito.

 

Correndo por fora está o prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó (PDT). Ele também se lançou na disputa. O pleito deve ocorrer em janeiro do próximo ano.

Câmara aprova projeto que dispõe sobre contratações temporárias

Votação foi realizada na manhã desta sexta-feira (28) em uma sessão extraordinária na câmara de vereadores do município.

Crédito: Ferreira Delmiro
Crédito: Ferreira Delmiro

A câmara de vereadores aprovou em sessão extraordinária na manhã desta sexta-feira (28) o projeto 021/2014. O projeto de autoria do Poder Executivo dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público, no âmbito do município de Delmiro Gouveia-AL, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal.

 

A sessão contou com a presença dos vereadores: Valdo Sandes, Pedro Paulo, Edvaldo Nascimento, Edmo Oliveira, Geraldo Xavier, Milton Lisboa, Kinho, Cacau e Marcos Costa.

 

Votaram favorável ao projeto os vereadores, Edmo Oliveira, Geraldo Xavier, Milton Lisboa,  Cacau e Marcos Costa. Contra, Pedro Paulo, Edvaldo e Kinho.

 

Segundo a bancada do Governo, o projeto viabiliza o pagamento bem como a readmissão dos contratados por tempo determinado até a realização do concurso público.

 

Para a oposição o projeto inviabiliza a realização de concurso público. O projeto segue para o executivo municipal.

Deputado coloca o dedo na cara de Renan e diz que ele é a “vergonha do Congresso”

87op78po7Conhecido pelo perfil discreto, o deputado federal de Pernambuco e líder do DEM na Câmara Federal, Mendonça Filho (DEM), perdeu o controle. O parlamentar ocupou a tribuna do plenário do Congresso, na manhã desta quarta-feira (26), e, com o dedo em riste, chamou o presidente da Casa, o senador Renan Calheiros (PMDB), de “vergonha” do Congresso Nacional.

 

A confusão começou quando Mendonça Filho discursava na tribuna quando Renan teria cortado sua palavra. O deputado pernambucano, mesmo com o gesto negativo, continuou falando e começou a gritar com os microfones cortados dizendo que o presidente do Senado representava a vergonha do Congresso.

 

Sem poder ter seu discurso projetado, Mendonça deixou a tribuna e seguiu para a Mesa Diretora, onde Renan coordenava os trabalhos. Neste momento, Mendonça cercou o presidente do Senado com o dedo em riste.

 

Parlamentares da oposição gritavam “você não vai calar ninguém!”. Renan respondeu ao pernambucano que aquela não era uma postura permitida pela democracia e mandou o mesmo se calar.

 

O cenário de troca de farpas no Congresso aconteceu durante a sessão do Congresso em que os deputados e senadores se reuniram para discutir o projeto de lei que autoriza o governo federal a descumprir a meta de economia para o pagamento da dívida pública em 2014 (superavit primário).

Conselho Estadual de Segurança e Gecoc se reúnem com equipe de transição

Encontro também teve participação de representante do Gecoc; objetivo é discutir demandas do setor.

Foto: Neno Canuto
Foto: Neno Canuto

A segurança pública em Alagoas foi tema de mais uma reunião da equipe de transição nesta quinta-feira (20). No encontro, representantes do Conselho Estadual de Segurança (Conseg) e do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) estiveram com o governador eleito, Renan Calheiros Filho, no Centro Empresarial Barão de Penedo, sede dos trabalhos de transição.

 

A reunião teve o objetivo de ouvir as principais demandas dos dois grupos presentes, voltadas principalmente para a manutenção da segurança pública em Alagoas. Além disso, os integrantes do Gecoc e do Conseg puderam expôr suas inquietações com as ações futuras e entender as visões da nova gestão que assumirá a partir de janeiro de 2015.

 

Durante o encontro, foram debatidos temas como o combate ao crime organizado, que segundo o coordenador do Gecoc, promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, é uma das grandes preocupações do grupo. “Um dos motivos desse compromisso era observar o posicionamento do governador eleito sobre a questão do combate ao crime organizado e ficamos bastante satisfeitos com o resultado”, explica.

 

Na oportunidade, Mendonça também fortaleceu a importância da 17ª Vara Criminal da Capital para os cidadãos e apontou a atuação da instância como fundamental para a segurança do Estado. “Como todos os alagoanos sabem, a vara tem contribuindo para melhorar não só a sensação de segurança , mas para trazer paz aos alagoanos, afirma.”

 

Para o governador eleito, Renan Calheiros Filho, agora o momento é de ouvir a todos e amadurecer as ideias mas, ainda assim, é preciso dar todo suporte necessário para avançar mais na segurança. “Iremos dar condições ao Gecoc, a 17ª Vara, e também contaremos com o assessoramento do Conseg para combater a violência”, afirma.

 

Além do governador eleito e do coordenador do Gecoc, a reunião teve participação do presidente do Conseg, o juiz Maurício Brêda, do advogado Antonio Carlos Gouveia, também do conselho, do vice-governador eleito, Luciano Barbosa e do Médico Fábio Farias, integrante da equipe de Renan Calheiros Filho.

 

Transição – Por meio de um processo inovador, a transição do Governo de Alagoas surgiu como uma forma de se tornar exemplo de transparência e responsabilidade. O novo formato a ser adotado foi oficializado em 3 de novembro, com a assinatura do decreto que dispõe as atribuições dos envolvidos na transição, sendo a sede dos trabalhos o Centro Empresarial Barão de Penedo.

Valdo Sandes diz ser contra a Contribuição de Iluminação Pública (CIP)

arquivo
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Em entrevista ao programa Radar 89 na Rádio Delmiro FM o presidente da câmara municipal de vereadores de Delmiro Gouveia Valdo Sandes falou sobre o projeto do governo municipal sobre a Contribuição da Iluminação Pública (CIP), o presidente chegou a dizer que se caso haja um empate, o seu voto será contra o projeto do governo municipal.

 

Valdo falou sobre o projeto de Lei nº 024/2014 que: Institui a contribuição para custeio da iluminação pública, antiga TIP-Taxa de Iluminação Pública. Segundo o projeto, a contribuição esta prevista no artigo 149-A da Constituição Federal.

 

Os serviços previstos compreendem a iluminação de vias, logradouros e demais bens públicos de uso comum, além da instalação, manutenção, melhoramento e expansão da rede de iluminação pública municipal, bem como a consultoria dos serviços. A contribuição incidirá sobre a propriedade, o domínio útil ou a posse, a qualquer título, de imóveis, edificados ou não, situados no território do Município.

 

Valdo Sandes inclusive confirmou a pergunta do âncora do programa Ozildo Alves que lembrou que na eleição de 2012 a oposição do prefeito Lula Cabeleira trabalhou dizendo que se caso o prefeito fosse reeleito ele iria voltar a cobrar à época a Taxa de Iluminação Pública, inclusive, o prefeito Lula Cabeleira teria se manifestado em vários comícios desmentido que não iria ser cobrada, inclusive, o prefeito alegava que isso era uma forma de ataque terrorismo por parte da oposição.

 

Valdo Sandes disse que em vários comícios o prefeito Lula negou que iria ser cobrada o tal projeto como também a taxa de esgoto, ele dizia: “que se a população o elegesse essas duas taxas estariam descartadas da sua gestão”.

 

O presidente da Câmara Valdo Sandes já deixou claro: “Sempre me posicionei contra a Taxa de Iluminação Pública, e desta vez não será diferente. Se precisar do meu voto, votarei contra”.

 

O presidente só votará em caso de empate. A câmara é composta por 11 vereadores, 10 participarão da votação. Para aprovar o projeto o prefeito precisará de 6 votos.

 

Valdo deixou claro o motivo do seu posicionamento: “É um projeto polêmico que vai de encontro aos interesses da sociedade”. A votação acontecerá na próxima quinta (27).

 

Ouça o resumo da entrevista:

 

Jeanine Pires deve ser secretária de Turismo de Renan Filho

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A empresária Jeanine Pires é tida como nome certo na equipe do futuro governador de Alagoas, Renan Filho.

 

 

Com vastas ligações em Brasília, onde ocupou cargos importantes nos Ministérios do Turismo e da Cultura, ela parece ter o perfil ideal para ser a titular da Secretaria Estadual de Turismo do novo governo.

 

 

Atualmente, Jeanine Pires está à frente da sua empresa que atua na área de eventos (de grande porte, ressalte-se) – ligação direta com o turismo, portanto.

Um outro caminho para a esquerda

Magno Francisco da Silva é Filósofo e Professor da UFAL (Universidade Federal de Alagoas)

magno-franciscoUm outro caminho para a esquerda

 

A principal tarefa da esquerda brasileira é unir os trabalhadores contra a extrema direita, representada no PSDB, DEM e outras organizações de caráter reacionário. Porém, também é necessário afirmar que o governo do PT não vai fazer nenhum giro a esquerda. Permanecerá desenvolvendo um governo de conciliação de classes, onde nesta relação sabemos quem é o filho prioritário.

 

São muitos os compromissos com as elites do país. Bancos e grandes empresas pagaram a campanha eleitoral e agora vão exigir que os seus interesses sejam atendidos. Afinal, a burguesia não vai pagar uma campanha para o governo atender os interesses dos trabalhadores, estatizar empresas, diminuir os juros…
Basta ver o aumento da taxa selic e as declarações de membros do governo, afirmando que no próximo mandato o governo pretende aumentar o superávit primário. Ou seja, tirará mais dos pobres para dar aos ricos.

 

Além disso, a presidente Dilma já disse que não vai fazer mais plebiscito para a reforma política. Na verdade, o PT já está há 12 anos no governo e não fez nada para que a reforma política acontecesse, parece discurso para agradar a militância. Também não fez nada para democratizar a mídia, nem a reforma agrária.

 

E não fez porque essas reformas são contrárias ao interesses do grande capital. Por exemplo, é possível democratizar a mídia sem estatizá-la?

 

A social democracia também ajuda no crescimento da extrema direita, quando abre mão do seu programa e atende as pressões do capital. O PT é a prova fiel disto. Privatizou em seu governo, se envolveu em corrupção para atender aos seus aliados mercenários e com isso a extrema direita cresceu significativamente.

 

Mais do que nunca, é necessário construir uma alternativa mais avançada para os trabalhadores. Para isso, é necessário ocupar as ruas com as pautas históricas dos trabalhadores. É preciso defender a auditoria da dívida pública, a reforma agrária e urbana, a reestatização das empresas privatizadas e a punição aos torturadores e assassinos da Ditadura Militar.

Coluna do Magno Francisco: Alagoas: Símbolo de resistência e liberdade

magno-franciscoÉ muito comum se ouvir entre os quatro cantos, e, sem qualquer crítica, a afirmação de que o povo alagoano é submisso a opressão e passivo diantes da injustiças que sofre.  A questão que nos surge diante disto é: Será mesmo que o povo alagoano tem vocação para ser subjugado?

 

Quando recorremos a história de Alagoas identificamos que a realidade é bem distinta. Basta lembrar do Quilombo dos Palmares, localizado na cidade de União dos Palmares, maior símbolo de resistência a escravidão no Brasil. No nosso estado, muito embora o Quilombo dos Palmares fosse o maior e o mais importante, chegando a reunir 10 mil pessoas, tivemos também a organização de outros quilombos em Viçosa e também no sertão alagoano, especialmente na cidade de Agua Branca.

 

No período da Ditadura Militar no Brasil, entre 1964-1985, a resistência em Alagoas também foi uma referência importantíssima. Cidades como Pariconha, Porto de Pedras, abrigavam homens e mulheres perseguidos pelo aparelho repressor da Ditadura, bem como eram locais de treinamento da resistência armada. Manoel Lisboa, Jayme Miranda, Odijas de Carvalho, Gastone Beltrão e Manoel Fiel Filho são apenas alguns nomes de alagoanos que entregaram suas vidas pela causa da liberdade no Brasil e assim são símbolos da luta contra a opressão, verdadeiros heróis nacionais.

 

Também o povo de Alagoas protagonizou o último levante popular do século XX, quando no dia 17 de Junho de 1997, colocou para fora do poder o governador corrupto Divaldo Suruagy. Mesmo com apenas 12 anos de idade na época, recordo-me bem da Praça dos Martírios, localizada na capital Maceió, ocupada por milhares de trabalhadores destemidos, inclusive políciais militares que também sofriam com os desmandos do governo, exigindo a renúncia do governador, enquanto o exército cercava a sede do governo estadual.

 

A tentativa de afirmar a passividade do povo alagoano diante das injustiças não resiste a qualquer exame da nossa história. Impor esta imagem negativa aos alagoanos é um mecanismo ideológico de perpetuar o coronelismo, o nepotismo do poder, os desmandos ainda existentes no Estado.

 

Certamente, se soubermos aprender com a nossa história, com a luta dos nossos antepassados, encontraremos os caminhos para derrotar de maneira definitiva toda a opressão das elites contra o nosso povo. Então, não restará dúvida que a nossa terra é um símbolo de resistência e liberdade.

 

Magno Francisco da Silva

É filósofo e professor da UFAL

 

Aderval Tenório chama de ‘mensaleiro’ jornalista que o criticou por repudiar ação de Lula Cabeleira

adPara Aderval Tenório, o pseudo jornalista que se apresentou em defesa do gestor público municipal de Delmiro Gouveia já é um velho conhecido da politica no Estado de Alagoas, mas, para o exercício da profissão e da defesa de suas colocações têm que agir dentro dos princípios que norteiam os fatos verdadeiros para torná-los públicos, como faz os verdadeiros jornalistas de carreira deste País.

 

Repudiei a postura do governo municipal por ser contrária a todos os princípios democráticos, mas, se o jornalista de plantão mensaleiro colocou em dúvida os fatos do repúdio não há problema em demonstrar a verdadeira situação financeira de Delmiro Gouveia.

 

Primeiro no próprio portal da transparência publicado neste respeitável blog já se comprova a farra com o dinheiro público, através do contrato firmado sob nº 11/2014 com início de vigência em data de 09/06/2014 e termo final com data de 31/12/2014, no valor de R$ 301.500,00 (trezentos e um mil e quinhentos reais), para prestação de assessoria jurídica em ÁREAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO, CONSTITUCIONAL, ELABORAÇÃO LEGISLATIVA E CONTENCIOSO EM GERAL EM TODAS AS INSTÂNCIAS.

 

Note-se que, a aludida contratação se deu por INEXIGIBILIDADE Nº 11/2014. Ora, não enxergamos no aludido contrato devidamente assinado que o mesmo esteja dentro dos padrões da Lei nº 8.666/93, pois, seu objeto não é de singularidade e notória especialidade.

 

Vejam que, o Estado de Alagoas há inúmeros juristas gabaritados em direito administrativo e constitucional que não podem ficar a margem de participar do processo licitatório, procedimento este de escorreita legalidade para uma contratação desse porte, além, de configurar que a Procuradoria Jurídica do Município não tem capacidade para defender os interesses do ente municipal. É um verdadeiro absurdo, que desborda no ralo do dinheiro público com pagamentos mensais na ordem de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

 

Também, o jornalista esqueceu-se de ativar a memória e falar aos delmirenses sobre o acordo de R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), firmado entre Bulhões & Bulhões Advocacia e a Prefeitura de Delmiro Gouveia, isto no ano de 2011. O Portal da Transparência da Prefeitura omitiu a sua publicação, para o devido conhecimento da população.

 

Mas, o fato é verdadeiro e o Sr. Jornalista tem total conhecimento desses fatos razão porque é necessário fazer publicar o acordo, repita-se, firmado e pago como se vê:

 

Coluna do Magno Francisco: Um museu de grandes novidades

DSC_4492O Brasil tem uma democracia muito recente. Durante vinte e um anos (1964-1985) o nosso povo viveu sob a tutela da Ditadura Militar. Um regime tirano e nefasto que  foi planejado e posto em prática pelo governo dos Estados Unidos, setores da burguesia nacional e o Exército Brasileiro.

 

Com o golpe militar, esta tríade, tinha como objetivo derrubar o governo democratimente eleito de João Goular, que pretendia implementar as chamadas Reformas de Base, para acabar com déficit habitacional, o latifundio, democratizar o acesso ao ensino superior e conquistar a soberania nacional no terreno da econômia.

 

Entretanto, as reformas de base mexiam com os interesses das elites do país, destes que não gostam de povo, que são adeptos da sociedades de castas, onde eles, a minoria, tem que ser eternamente ricos, e o povo infinitamente pobre, submisso e humilhado.

 

Um verdadeiro terror ideológico foi disseminado na sociedade brasileira. Como ensina Gobbels, ministro da propaganda no governo de Hitler, “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”. Eles aprenderam bem. Assim, o governo Jango foi acusado mentirosamente de pretender  instaurar uma ditadura e querer acabar com a família e com os valores cristãos e outros devaneios.

 

O golpe militar acontece no dia 1 de abril de 1964 e com ele o terror. Todas as liberdades democraticas acabaram. O direito de protestar foi proibido, assim como a liberdade de imprensa, o direito de organização sindical e estudantil. Os partidos e o Congresso Nacional foram fechados e os militares ocuparam as ruas para impor o medo e a perseguição.

 

Milhares de pessoas que não aceitaram a Ditadura e lutaram pela restituição das liberdades democraticas, foram presas, submetidas a torturas e a estupros, assassinadas covardemente. Centenas de mães e pais sequer tiveram o direito de enterrar os corpos dos seus filhos. Passados cinquenta anos do Golpe Militar, os torturadores, assassinos e agentes deste período nefasto ainda não foram para a cadeia, sequer para  o banco dos réus.

 

Esse passado recente da nossa pátria precisa ser lembrado, pois dialoga com a atual conjuntura política do país. Pois não bastou para as elites conservadoras destilarem ódio contra nordestinos, negros e gays durante toda a campanha eleitoral deste ano. Agora, com a vitória de Dilma, eles estão pedindo a volta da Ditadura Militar.

 

É o que aconteceu em São Paulo no dia 01 de novembro, quando cerca de duas mil pessoas se reuniram na Avenida Paulista para pedir o impeachment de Dilma e a intervenção militar para derrubar o governo.

 

Mas o circo dos horrores não parou por ai. O Deputado nazista Jair Bolsonaro, foi a esta manifestação armado e seu filho durante discurso afirmou que seu pai teria “fuzilado” Dilma se fosse candidato a presidente.

 

O empresário paranaense Paulo Martins, após saudar a manifestação com um “boa tarde reaças” afirmou que o PT constrói uma Ditadura no Brasil. Lobão, o mesmo que prometeu que mudaria de país se o PT vencesse a eleição e não cumpriu a promessa, defendeu recontagem dos votos, mesmo sem qualquer indício de fraude na eleição.

 

Estes fatos devem ser encarados com preocupação e seriedade. Assim como no Pré-Golpe, mentem descaradamente, acusando o governo de cubanização, sovietização, venezuelização, de pretender impor uma ditadura. Tentam ganhar os setores populares se apoiando nos preconceitos morais mais atrasados.

 

O governo petista é bem diferente do governo do presidente João Goulart. Apresenta um programa moderado e não está propondo sequer uma grande alguma reforma estrutural. Porém, as elites não aceitam a democracia quando eles não estão no poder. Engoliram seco o fato do Brasil ser governado por um operário e depois por uma ex-guerrilheira que combateu a Ditadura Militar.

 

Esta luta não vai acabar agora, ainda estamos nos primeiros capítulos. É urgente que os trabalhadores, os sindicatos, os movimentos sociais e todos os partidos de esquerda se unam para derrotar o avanço das forças conservadoras. É necessário convocar manifestações de repúdio a proposta reacionária de golpe militar. É fundamental a construção de uma frente antifascista no país.